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Ame o Jornalismo e seus sonhos se concretizarão

*Patrícia Paixão

O ano era 1995.  Uma jovem estudante de Jornalismo avistou um anúncio em um dos murais de sua faculdade (a Unesp/Campus Bauru), que a deixou extremamente entusiasmada.

O comunicado convidada os alunos da instituição a participarem de um evento que reuniria, no auditório do jornal O Estado de S.Paulo, universitários de diversas partes do Brasil. Esse evento, chamado de “Semana Estado de Jornalismo”, permitiria aos participantes produzirem uma reportagem para concorrerem a um prêmio.

A jovem foi prontamente procurar a coordenação do curso para se inscrever no congresso. Como perder um evento que lhe daria a chance de interagir com palestrantes renomados e alunos de todo o país, conhecer um dos jornais mais conceituados e tradicionais da nossa imprensa (no qual trabalharam nomes como Euclides da Cunha), além de concorrer a um prêmio, que incluía a publicação do seu texto no veículo???

Aprontou as malas para São Paulo,  sua cidade natal (estava morando em Bauru apenas para estudar), e ficou sonhando com aquela semana, que seria tão especial.

Essa jovem participou de todos os dias do evento, produziu a reportagem para concorrer à premiação, mas não foi selecionada. Ficou triste, claro, mas extremamente grata pelos conhecimentos adquiridos e amizades feitas naqueles quatro dias da Semana Estado. Decidiu que no ano seguinte participaria do congresso novamente. E assim o fez. Repetiu a dose em mais um ano do curso, quando já estava na Universidade Metodista de São Paulo (transferiu-se no segundo ano da graduação para a UMESP), mas não conseguiu concorrer ao prêmio, pois estava estagiando e não teve tempo para entregar a reportagem do jeito que gostaria. Ficou sonhando com a premiação, mas não aconteceu. Se conformou com o fato, considerando que “não era pra ser”.

Passada uma década, aquela jovem cheia de sonhos, depois de ter trabalhado em diferentes redações, inclusive no grupo do jornal concorrente (atuou na Agência Folha), se transformou em uma apaixonada professora de Jornalismo. Continuava com o mesmo idealismo e amor intenso pela profissão e esse foi um dos motivos que a fez ter vontade de lecionar.

Como docente, permaneceu sonhando com o prêmio da Semana Estado de Jornalismo, que logo passou a ser patrocinada pelo Banco Santander (Semana Estado de Jornalismo/Prêmio Santander Jovem Jornalista).

Mas, agora, era diferente. Desejava muito que um de seus alunos fosse o vencedor ou, pelo menos, finalista. A premiação incluía uma visita à Universidade de Navarra (na Espanha), uma das principais instituições de ensino de Jornalismo do mundo. “Que lindo seria ver um dos meus pupilos ganhando uma bolsa de estudos como esta!”, pensava.

Todo ano a professora destacava aos alunos a importância de participar da Semana Estado e os acompanhava nas tardes do evento, por ter a certeza de que ainda continuaria aprendendo muito com aquela experiência, e para relembrar os tempos de universitária.

Esse ritual se estendeu por mais dez anos até 2015, quando, além de professora, ela já atuava como coordenadora do curso de Jornalismo.

No dia 04/12/2015, a docente recebeu uma ligação e um e-mail do Estadão, que a deixou com o coração saltando pela boca. “Finalmente! Um dos meus alunos deve ter ficado como finalista do prêmio!”, pensou, ao receber a mensagem. Mas não. Nenhum de seus pupilos estavam entre os universitários finalistas. Na verdade, a ligação era para dizer que ELA HAVIA SIDO PREMIADA. Sim! Ela ganhou aquela viagem para conhecer a Universidade de Navarra na Espanha, por todo seu empenho em estimular os alunos a participarem da Semana Estado de Jornalismo. Além da viagem, que acontecerá em março de 2016, durante o maior encontro de infografia do mundo (o prêmio Malofiej, que será sediado na universidade), a professora foi presenteada com 1000 euros, para não ter despesa alguma durante a semana em que estiver na Espanha.

ESSA PROFESSORA SOU EU!  A PROFESSORA MAIS FELIZ DO MUNDO!!!

Como se não bastasse ter sido homenageada em outubro no Prêmio “Professor IMPRENSA”, promovido pela revista e pelo portal IMPRENSA (fui classificada entre as docentes consideradas mais inspiradoras na região Sudeste do país), agora essa conquista! Como não ser a professora mais realizada do mundo? Como não encerrar 2015 dando saltos de alegria??

Moral da história, queridos focas: AMEM INTENSAMENTE O JORNALISMO E ACREDITEM NOS SEUS SONHOS. MAIS CEDO OU MAIS TARDE, ELES IRÃO SE REALIZAR.

Como sempre disse meu pai, meu grande herói nesta vida, se você amar o que você faz, você vai ser bem-sucedido.

SCA SÃO PAULO 07/12/2015 - METRÓPOLE - PREMIO SANTANDER JOVEM JORNALISTA - Cerimônia de entrega do 10º Prêmio Santander Jovem Jornalista, Ricardo Gandour ( Diretor de Conteúdo de O Estado de S.Paulo, Roverto Gazzi, Diretor de Desenvolvimento Editorial de O Estado de S.Paulo, Clau Duarte ( Superintendente Executiva de Comunicação Externa do Banco Santander) entregam premio para Vinícius Coimbra, vencedor do prêmio.Finalistas esq/dir - Luis Guilherme Julião, Matheus Nobre, Felipe Magalhães, Luíza Caricati, Sara Abdo e Vinícius Coimbra.FOTO SERGIO CASTRO/ESTADÃO.

Da esq. para a dir.: Ricardo Gandour (diretor de Conteúdo de O Estado de S.Paulo), Clau Duarte (superintendente executiva de Comunicação Externa do Banco Santander), Roberto Gazzi (diretor de Desenvolvimento Editorial de O Estado de S.Paulo) e esta que vos escreve. Registro do momento em que recebi o prêmio: a viagem para a Espanha.

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Alunos de Jornalismo finalistas da premiação, da esq. para a dir.: Luis Guilherme Julião, Matheus Nobre, Felipe Magalhães, Luíza Caricati, Sara Abdo e Vinícius Coimbra (o vencedor).

Crédito das imagens: Sérgio Castro/Estadão 

Muuuuuuuuito obrigada Marilena Bernicchi de Oliveira, Carla Miranda e todos que organizam a Semana Estado de Jornalismo. Muito obrigada Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo de O Estado de S.Paulo, e Roberto Gazzi, diretor de Desenvolvimento Editorial do jornal.

Obrigada, Santander, na figura de Clau Duarte, superintendente executiva de Comunicação Externa da instituição.

Vocês realizaram um antigo sonho!

Aproveito para agradecer ao Chico Ornellas, que comandava o evento nos meus tempos de estudante. Ele sempre nos incentivou muito.

Agradeço especialmente, de coração, a todos os alunos de Jornalismo que participaram comigo durante esses anos da Semana Estado. Pra mim, vocês são igualmente vencedores e tenho muito orgulho de cada um de vocês. Raros discentes têm proatividade, empenho, idealismo e amor pela profissão suficientes para participar de um evento como este. Podem estar certos de que um dia vocês terão a merecida recompensa.

Parabéns ainda ao Vinicius Coimbra, da Universidade de Passo Fundo (RS), que foi o grande vencedor de 2015 da Semana Estado. Curta muito o merecido prêmio!!! Nos vemos na Espanha 🙂

E parabéns aos cinco alunos de jornalismo que foram finalistas neste ano:

Felipe Magalhães – Universidade Federal Fluminense
Luís Guilherme Julião – Universidade Federal do Rio de Janeiro
Luíza Caricati– Universidade Mackenzie
Matheus Nobre Canto Cordeiro – Ibmec/RJ
Sara Abdo – PUC-SP
Vinicius Coimbra – Universidade de Passo Fundo-RS

Podem estar certos de que essa indicação, somada à publicação do texto no portal do Estadão, fará muuuuita diferença no currículo.

 

#PartiuEspanha #Março2016 #ChegaLogo

Confira esse vídeo lindo (<3) em que diversos premiados da Semana Estado falam sobre suas experiências na Universidade de Navarra:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estamos na lista dos professores de jornalismo mais admirados do Brasil!

Homenagem feita pelo prêmio Professor IMPRENSA, da Revista IMPRENSA.

Homenagem feita pelo prêmio Professor IMPRENSA, da Revista IMPRENSA

*Patrícia Paixão

Não sei se todos sabem, mas o Formando Focas é feito por mim, Patrícia Paixão, jornalista e professora do curso de Jornalismo. A proposta do blog é ser uma sala de aula virtual para oferecer dicas, conselhos, reportagens e entrevistas interessantes aos queridos focas de todo o país. Depois de muitos anos trabalhando na área jornalística e como professora, decidi que chegou a hora de dividir minha experiência com outros estudantes, além dos meus, e, por isso, criei este espaço.

Comecei atuando na área ainda como estagiária, em 1997, no segundo ano do curso de Jornalismo. Fui locutora da rádio Metodista (eu estudava na UMESP – Universidade Metodista de São Paulo), depois redatora de uma emissora da Rede Record e finalizei a graduação como repórter do jornal International Press, voltado a brasileiros que vivem no Japão.

Meu primeiro emprego como jornalista, assim que me formei, foi como repórter e colunista do portal IG, em 2000, bem na época de ouro da Internet, antes da fatídica bolha. Emprego dos sonhos, onde pude conviver com mestres da nossa Comunicação como Nizan Guanaes e Matinas Suzuki, e com Alexsandar Mandic, um dos pais da nossa Internet.

Depois trabalhei como redatora e repórter no Grupo Folha (Agência Folha e Folha Online), uma das minhas experiências mais importantes. Tive a oportunidade de cobrir acontecimentos e eventos emblemáticos, como os atentados de 11 de setembro de 2001 (um dos dias em que mais trabalhei na vida!), a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, e todo período das eleições presidenciais de 2002 (cobri diariamente o pleito, desde a fase da pré-campanha).

Fui editora de duas revistas segmentadas: a ANAVE (focada no mercado de papel e celulose) e a Professional Publish (voltada à indústria gráfica), experiência igualmente rica, que me permitiu comandar uma equipe formada por repórteres, designers e fotógrafo, e experimentar um texto mais solto e aprofundado, longe das amarras do jornalismo diário.

Também atuei do outro lado do balcão. Fui assessora de imprensa e gerente de comunicação de diversas organizações, dentre elas o Sindifisco Nacional/Delegacia Sindical de São Paulo (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil), para o qual faço consultoria de comunicação e marketing até hoje.

Em 2005, resolvi fazer mestrado em comunicação pela UMESP (Universidade Metodista de São Paulo), já pensando em lecionar. No início o desejo de dar aulas era para ter uma vida um pouco mais tranquila, com duas férias por ano e finais de semana e feriado (já que na redação ter todos os finais de semana e feriados livres é impossível).

Antes mesmo de ter sido aprovada na dissertação de Mestrado, comecei a dar aulas na Universidade Bandeirante de São Paulo, a antiga UNIBAN Brasil (atual Anhanguera Educacional), e aí foi paixão instantânea. Me encantei por essa vida de doar e ganhar conhecimento sobre a profissão que eu amo, interagindo com pessoas de diferentes lugares e modos de pensar, fazendo verdadeiros amigos.

Passei pela FIAM/FMU e, desde 2011, estou na FAPSP (Faculdade do Povo, especializada em curso de comunicação). Além de professora, sou coordenadora do curso de Jornalismo da instituição.

Hoje posso dizer que amo muito a docência, tanto quando o jornalismo. Meus alunos são meus melhores amigos e são eles que me fazem viver intensa e apaixonadamente, todos os dias, o jornalismo.

Na última terça-feira (15/09), esses quase dez anos de docência foram coroados com um prêmio que ainda está me deixando nas nuvens. Fui uma das professores homenageadas no projeto “Professor IMPRENSA”, promovido pela Revista IMPRENSA, que apontou quem são os docentes de comunicação mais queridos do país (veja a matéria “Conheça os professores mais inspiradores do Brasil na área se comunicação”). Fui uma das mais votadas na região Sudeste. A votação foi feita por alunos e ex-alunos dos professores. Na página da homenagem é possível ler os depoimentos de alguns dos estudantes que participaram da escolha.

Esse texto é para agradecer profundamente a todos que me proporcionaram essa linda e inesquecível homenagem. E para dizer que, nesses nove anos como professora, aprendi muito mais do que ensinei e me tornei uma pessoa melhor.

Obrigada, queridos alunos, por tudo o que vocês me ensinaram. Agradeço também ao amigo Eduardo Razuk, que me deu a primeira oportunidade na docência.

E aos que me acompanham por aqui: obrigada por prestigiarem nosso humilde trabalho, que é feito com muito tesão por esta que, tal como disse o mestre Gabriel García Márquez, é “a melhor profissão do mundo!”

Rumo a mais dez anos lecionando! E depois mais dez, mais dez … até quando o corpo e a mente resistirem.

#muitofeliz

Abaixo, seguem alguns momentos especiais vividos com meus alunos desde que comecei a lecionar: