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Homenagens e bate-papo com o público marcam lançamento do livro sobre a carreira de Marcelo Canellas

 

Por Junior Celestino e Wallace Leray

Foi lançado em São Paulo, em 19/11, na Biblioteca Mário de Andrade, o livro que retrata a carreira de Marcelo Canellas, repórter especial do programa “Fantástico”, da Rede Globo. Com o prefácio da também repórter especial da emissora, Sônia Bridi, a obra, intitulada “Marcelo Canellas, por um jornalismo humanista”, foi escrita pelo jornalista Sidney Barbalho de Souza, e editada pela In House.

Sidney produziu o livro em 2014 como resultado do seu Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo na FAPSP (Faculdade do Povo). A biografia aborda desde os primeiros traços jornalísticos de Marcelo Canellas, na sua infância e juventude (vividas na cidade de Santa Maria da Boca do Monte, Rio Grande do Sul), até suas primeiras experiências na área, sua projeção no meio televisivo e a conquista do cargo de repórter especial na maior emissora do país. Aborda também os bastidores das principais reportagens do jornalista.

O lançamento da obra começou com a apresentação de um vídeo feito em homenagem a Canelas. Nele, familiares, amigos e profissionais da área de comunicação elogiam o trabalho do jornalista, falando sobre a importância de suas reportagens de direitos humanos. Dentre os depoimentos marcantes, destacou-se o da colega Sônia Bridi. “Toda vez que eu vejo uma matéria sua, sinto vontade de ser uma repórter melhor”, confidenciou a jornalista.

Após a apresentação do vídeo, a palavra foi dirigida ao biografado, que disse estar lisonjeado com o interesse de um estudante de jornalismo, que agora é um colega de profissão, por sua carreira. Apesar de ter apoiado a iniciativa, Canellas revelou que sempre se preocupou em ser biografado, ressaltando o quanto pode ser ridículo um repórter posar de importante. “Eu acredito que isso é um pouco da negação da postura de um repórter”, explicou.

Canellas contou alguns casos, para mostrar como a questão da fama na TV é frágil. “Um dia eu estava em um avião e uma senhora se sentou ao meu lado. Ela olhou pra mim e perguntou: você trabalha na televisão, né? Eu respondi: trabalho. Na TV Globo, certo?, ela perguntou. E eu disse: é. E ela respondeu: Eu sabia, Caco Dornelles [confundindo Canellas com os repórteres Caco Barcellos e Carlos Dornelles].”, disse o jornalista, arrancando gargalhadas do auditório, que contava com cerca de 200 pessoas.

O repórter demonstrou sua satisfação com o fato de Sidney ter resolvido doar o valor relativo aos direitos autorais do livro para uma organização não-governamental que luta pelo registro da memória de Santa Maria da Boca do Monte, a TV OVO. “O Sidney me perguntou qual ONG eu gostaria de beneficiar, então indiquei a TV OVO, que é uma parceira de Santa Maria. O pessoal de lá tem um trabalho de recuperação da memória da cidade que eu acho muito interessante.”

Com os olhos marejados, o autor do livro agradeceu à jornalista e professora Patrícia Paixão, sua orientadora de TCC e coordenadora do curso de Jornalismo na FAPSP, pela disposição da mesma em ajudar seus alunos. “Ela nos vê grandes, quando somos pequenos. Obrigado por entrar na minha vida”. Ao escutar os elogios, a jornalista não conseguiu segurar as lágrimas e, aplaudida pelos que estavam presentes, recebeu flores do seu orientando. Extremamente feliz com o momento, o recém-formado em jornalismo, declarou: “Eu entrei como estudante e sai como um repórter”.

A coordenadora do curso de jornalismo da FAPSP, disse que ficou receosa, quando recebeu a proposta de orientar o livro de Sidney Barbalho: “Meu Deus, será que ele vai dar conta? É um repórter da Globo e, ainda por cima, é um repórter especial”, disse a jornalista. Patrícia explicou que é normal o professor fazer uma série de questionamentos, quando o aluno vem com a proposta de um livro-reportagem, mas que já conhecia o Sidney de outros semestres da faculdade e sabia da capacidade que ele tinha como repórter. “Tenho um super orgulho de você! Obrigada por ter me escolhido como sua orientadora, e obrigada ao Canellas por ter aceitado o projeto”, afirmou.

Sidney e Canellas participaram de um breve bate-papo com o público. O final do evento contou com uma sessão de fotos e autógrafos. A fila que chegava próxima à entrada da biblioteca foi completamente atendida, tanto pelo autor da biografia, Sidney Barbalho, quanto pelo retratado nela, Marcelo Canelas.

 

Fruto de um TCC de Jornalismo, livro resgata trajetória do repórter Marcelo Canellas

 

 

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*Patrícia Paixão

Um dos repórteres mais respeitados do telejornalismo brasileiro, com mais de 40 prêmios nacionais e internacionais por suas matérias focadas nos Direitos Humanos, teve sua carreira registrada em um livro-reportagem, que será lançado no próximo dia 19/11, pela editora In House, na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo.

Trata-se de Marcelo Canellas, repórter especial do programa “Fantástico”, da Rede Globo, autor da famosa série “Fome no Brasil”, exibida no Jornal Nacional de 18 a 22 de junho de 2001, considerada uma das reportagens mais premiadas do jornalismo latino-americano. Na série (vejo o vídeo abaixo), Canellas mostra os rostos e as histórias das pessoas que engrossavam, naquele período, as estatísticas sobre a fome no Brasil, fazendo um verdadeiro mapeamento dos municípios do país que mais sofriam com o problema.

O autor da obra?

MEU EX-ORIENTANDO DE TCC (desculpa, sociedade, mas eu tenho que me orgulhar e muito dos meus alunos rs), Sidney Barbalho de Souza.

Intitulado “Marcelo Canellas, por um jornalismo humanista”, o livro, que tem o prefácio da também repórter especial da Globo, Sônia Bridi, foi resultado do Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo que Sidney apresentou à FAPSP (Faculdade do Povo) em 2014, com a minha orientação.

Nesta entrevista, meu ex-pupilo e atual colega de profissão revela os bastidores de produção da obra e fala sobre o seu lançamento, que contará com a presença de Marcelo Canellas, para um bate-papo com o público e com o autor.

Confira!

O livro foi fruto do seu Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo. Por que escolheu fazer uma biografia como TCC e por que a escolha de Marcelo Canellas como biografado?

Sidney Barbalho de Souza: Apesar de ser um dos principais representantes da cobertura de Direitos Humanos no Brasil e possuir dezenas de prêmios, Canellas ainda não tinha sido alvo de nenhuma pesquisa mais aprofundada. Percebi que havia pouquíssimo material sobre a carreira do jornalista e que nem todos estudantes de Jornalismo conhecem o trabalho dele. Desde que uma colega minha da FAPSP, a Jennifer Souza [hoje também já formada], entrevistou o Canellas para o livro “Mestres da Reportagem” [2012], botei na cabeça que queria fazer o meu TCC sobre ele.  O Brasil é um país que traz números alarmantes de desrespeito aos Direitos Humanos e a profissão de jornalista é uma atividade de natureza social, que deve se pautar em denunciar esse desrespeito. O Canellas faz isso muito bem em suas reportagens. Gosto muito da mídia “livro”, então, fazer a biografia do Canellas foi uma maneira de contemplar tudo isso.

Qual foi o maior desafio para fazer a obra?

Sidney: Foram vários medos. Medo de não conseguir fazer uma boa pesquisa de campo, quando visitei as cidades nas quais o Canellas trabalhou; medo de achar que eu já estava dominando profundamente o assunto e, assim, deixar de pesquisar o suficiente; receio de fazer um livro parcial, já que sou fã do trabalho do Canellas e precisava manter a imparcialidade;  e, principalmente, escrever um livro que estivesse à altura da grandiosidade deste repórter, que correspondesse às suas expectativas.

Como Marcelo Canellas recebeu a ideia de biografá-lo?

Sidney: Ele ficou lisonjeado e, ao mesmo tempo, um pouco receoso. Me questionou se ele realmente mereceria uma biografia. Ele é muito humilde e modesto. Dizia que havia jornalistas com mais histórias que ele, para serem biografados. Mas aos poucos ele foi pegando confiança e foi vendo que o trabalho poderia ser interessante para ajudar a formar novos jornalistas.  Tudo transcorreu de forma tranquila e respeitosa. Ele sempre me apoiou.

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Canellas com Sidney, no primeiro encontro para planejar a criação do livro-reportagem

O projeto passou pela aprovação da Globo?

Sidney: Sim, o trabalho foi aprovado pela Direção de Jornalismo da Rede Globo de Televisão em abril de 2014, por intermédio do Globo Universidade, o que possibilitou sua viabilidade e realização. Fiquei impressionado com os cuidados que a Rede Globo tem com as informações que dizem respeito a seus funcionários. Tudo é muito organizado. Fui muito bem assistido pela equipe do Globo Universidade em tudo que eu precisei.

Que curiosidades/histórias mais te chamaram a atenção no processo de apuração das informações sobre a vida profissional do Canellas?

Sidney: Saber da luta dele para a colocar no ar uma de suas matérias mais famosas, a série “Fome no Brasil”, exibida no Jornal Nacional em junho de 2001. Ele levou quase quatro anos para conseguir a aprovação da pauta para essa reportagem. Descobrir que, além de repórter, Canellas é um excelente cronista, e talvez por isso os textos de suas reportagens para TV sejam tão bem construídos, com toques poéticos. Outra curiosidade é o extremo cuidado que ele tem no processo de produção de suas matérias. Ele tem um método único de construção da reportagem. Quem ler o livro vai conhecer. [risos]

Ao todo, quantas entrevistas você teve que fazer para produzir a obra?

Sidney: Foram mais de 50 entrevistas com familiares, amigos e ex e atuais colegas de trabalho do Canellas. Estive em Santa Maria, Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Ribeiro Preto (SP), Brasília (DF) e Recife (PE). Fui em busca de documentos da infância e da juventude do Marcelo e de sua vida profissional. Depois parti para a fase de cruzamento das informações passadas pelas fontes e, finalmente, para a redação do texto, respeitando a linguagem de um livro-reportagem.

O livro oferece uma discussão sobre o Jornalismo de Direitos Humanos ou se limita à vida de Canellas?

Sidney: Sim, essa discussão existe no Capítulo V. Há um debate sobre o que seria o  “Jornalismo de direitos humanos” e como o “fazer jornalístico” do Canellas se encaixa nesse tipo de cobertura. O Canellas, por exemplo, não gosta da expressão “Jornalismo de direitos humanos”. Veet Vivarta, da Andi [ONG que luta pelos direitos da infância e da juventude] também é contra essa expressão e explica o porquê no livro. Para eles, o jornalismo, quando bem feito, já cobra naturalmente o respeito aos direitos humanos. Essa discussão, aliás, é uma das partes mais interessantes da obra.

Depois de fazer esse livro, como você avalia o jornalismo que cobre Direitos Humanos no Brasil?

Sidney: Embora tenhamos avançado em relação ao passado – e muito em parte graças à internet, que oferece oportunidade maior para os profissionais de Jornalismo denunciarem mazelas sociais, ainda há muito a ser feito. Na pesquisa que fiz percebi que muita gente na área jornalística desconhece que a garantia de educação, por exemplo, faz parte da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Normalmente se associa a direitos humanos só pautas envolvendo tortura, trabalho escravo, exploração sexual. Poucos profissionais da área conhecem toda dimensão dos Direitos Humanos. E esse é um tipo de jornalismo essencial, ainda mais em um país como o nosso, onde as instituições são tão falhas.  O jornalismo que se pauta em denunciar o desrespeito aos direitos humanos acaba pressionando os governos, faz eles tomarem atitudes que deveriam ser tomadas naturalmente, mas que não são. A meu ver, a função do jornalismo é lutar pelos mais fracos e pude aprender com a construção do livro que isso é possível.

Da esq. para a dir.: Sidney e Canellas comigo (Patrícia Paixão), no primeiro encontro com o jornalista, para planejar a criação da obra

Sidney e Canellas comigo (Patrícia Paixão), no primeiro encontro com o jornalista

Marcelo gostou da obra?

Sidney: Sim, ele me confidenciou que ficou muito surpreso e feliz com o resultado. Não esperava que eu fosse conseguir tantas informações sobre sua carreira, incluindo documentos antigos do seu início no Jornalismo.

Que conselhos você oferece ao estudante de Jornalismo que deseja fazer um livro-reportagem como TCC?

Sidney: Precisa estudar muito o personagem que você pretende biografar. Planejar muito, ler muito e negociar com o biografado quais serão os métodos e caminhos a serem traçados: se um livro-reportagem que aborde mais aspectos da vida pessoal, da vida profissional ou de ambas. É importante ir a campo, passar pelos locais onde o biografado viveu seus principais momentos e fazer muitas entrevistas, cruzando o que uma fonte disse com a informação de outras fontes, para se chegar o mais próximo possível dos fatos sobre o personagem. Também é preciso evitar achar que se tornou um “amigo” do entrevistado, pois é preciso manter o distanciamento e a objetividade. Se você deixar o subjetivo interferir, ainda mais quando você é fã do biografado, corre o risco de não fazer jornalismo.

Convite

Convite do lançamento do livro, que acontecerá em 19/11, na Biblioteca Mário de Andrade

Há algo especial programado para o lançamento do livro em 19/11? O que o público pode esperar?

Sidney: Sim, haverá um bate-papo com o biografado e comigo sobre a cobertura na área de Direitos Humanos e sobre o processo de construção do livro.

Por que o leitor deve comprar o seu livro?

Sidney:  Porque além de trazer a vida e os bastidores das reportagens de um dos principais nomes do nosso telejornalismo, o que acaba sendo um grande exemplo a ser seguido, a obra discute a cobertura de Direitos Humanos que, como já dissemos no início da entrevista, representa a essência da nossa profissão. O Jornalismo existe para atender a sociedade, para denunciar quando essa sociedade não tem seus direitos garantidos. Sou suspeito pra falar, mas considero o livro essencial para todos que desejam conhecer as qualidades essenciais de um repórter. Espero todos no lançamento da obra.

SERVIÇO

Marcelo Canellas, por um jornalismo humanista

Data do lançamento: 19/11/2015

Onde: Biblioteca Mário de Andrade (Rua da Consolação 94)

Horário: das 19h às 21h30 (das 19h às 20h: bate-papo com Marcelo Canellas e Sidney Barbalho de Souza/das 20h às 21h30: sessão de autógrafos. OBS: É necessário retirar senha no local, a partir das 18h, para participar do bate-papo com o autor e Canellas)

Página do livro no Facebook.

 

Alunos de Jornalismo da FAPSP iniciam produção do livro “Mestres da Reportagem II”

*Patrícia Paixão

Começou a ser desenvolvida nesta semana (no dia 21/10) a sequência do livro “Mestres da Reportagem”, a obra “Mestres da Reportagem II”, com previsão de lançamento para o final de 2016.

A primeira entrevistada foi Maristela Crispim, que é a repórter mais premiada da região Nordeste do país, especialista na cobertura ambiental. A entrevista foi feita pelas alunas de Jornalismo da FAPSP (Faculdade do Povo)  Hallayne Lacerda, Elielta Nascimento e Deise Dantas. As imagens foram produzidas pelo aluno Lucas Fernandes, do curso de Rádio, TV e Internet da instituição.

A série “Mestres da Reportagem” foi idealizada por mim em 2011. Sou organizadora dos livros e o trabalho de reportagem é dos meus alunos do curso de Jornalismo da FAPSP.

A primeira obra da série – “Mestres da Reportagem” – foi lançada em 2012.  O livro, que tem o prefácio de José Hamilton Ribeiro (considerado “repórter do século”), traz 30 entrevistas pingue-pongue com grandes nomes da nossa reportagem. Afora o próprio José Hamilton, foram entrevistados Ricardo Kotscho, Elvira Lobato, Carlos Wagner, Renato Lombardi, Marcelo Rezende, Percival de Souza, Sônia Bridi, Luiz Carlos Azenha, Agostinho Teixeira, Adriana Carranca, Bruno Garcez, Mauri König, Valmir Salaro, Tatiana Merlino, Paula Scarpin, Roberto Cabrini, Leandro Fortes, Cid Martins, Eliane Brum, Goulart de Andrade, Giovani Grisotti, César Tralli, Geneton Moraes Neto, Regiani Ritter, Marcelo Canellas, José Arbex Jr., Ernesto Paglia, Sílvia Bessa e Gérson de Souza.

Além de discutir a importância da reportagem, considerada “a alma do jornalismo”, e as principais técnicas para a produção desse gênero, o livro resgata a trajetória profissional dos repórteres entrevistados e revela os bastidores de produção das principais matérias que eles fizeram.

É um projeto que me enche de orgulho, pois foi considerado pelo José Hamilton (em e-mail que me enviou sobre o livro) como “uma das coisas mais importantes já feitas sobre jornalismo/reportagem entre nós”.

O quê??? Ainda não leu o “Mestres da Reportagem”?????

Então, confira os links abaixo para ver o que está perdendo!! 🙂

Clique aqui para conhecer o blog do livro.

Clique aqui para conhecer a página do livro no Facebook.

Clique aqui para comprar o livro.

“Mestres da Reportagem” na mídia:

Domingão do Faustão, de 23/12/2012:

Domingão do Faustão, de 04/02/2013:

RIT:

Folha de S.Paulo

Portal imprensa

Observatório da Imprensa

Rádio Gazeta AM

Portal dos Jornalistas

Portal Comunique-se

Portal Jornalirismo

Aberje

Casa dos Focas

Portal Unicos

 Botequim Cultural

Gazeta de Rondônia

Bastidores do lançamento do livro “Jornalismos: histórias de uma arte plural”

Jovens jornalistas da Rio Branco com a professora Renata Carraro, comemorando o lançamento do livro

Jovens jornalistas da Rio Branco com a professora Renata Carraro, comemorando o lançamento do livro

*Patricia Paixão

Fomos conferir, ontem (22/10), o lançamento do livro “Jornalismos: histórias de uma arte plural”, produzido por recém-formados no curso de Jornalismo das Faculdades Integradas Rio Branco, com a organização da competente amiga Renata Carraro, que é escritora, jornalista literária e professora da Rio Branco.

Editada pela In House, a obra, que começou a nascer a partir de uma ideia debatida pela docente e os discentes em sala de aula, se destaca por trazer a trajetória profissional de importantes figuras do nosso jornalismo, a partir de perfis literários, o que torna a leitura muito mais interessante e atrativa. Dentre as feras perfiladas estão Sérgio Dávila e Jairo Marques (Folha de S.Paulo), André Barcinski (Folha e R7), Valmir Salaro (TV Globo), Heródoto Barbeiro (TV Record), Mônica Salgado (Revista Glamour) e Maria Lydia Flandoli (TV Gazeta).

Foi uma noite mágica, em que pudemos testemunhar o coroamento de um belo trabalho,  que envolveu muito esforço e paixão por parte dos focas e da professora Renata. Emocionante ver o brilho nos olhos dos jovens repórteres que, todo empolgados, contaram como foi fazer o perfil do jornalista que entrevistaram.

Além de amigos, familiares e professores dos alunos, estiveram presentes três dos jornalistas perfilados: Valmir Salaro, Jairo Marques e Thaís Aiello.

Meu ex-orientando de TCC da FAPSP (Faculdade do Povo), o jornalista Sidney Barbalho de Souza, me acompanhou no evento e fez as imagens que você vê neste texto.

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Com meu ex-orientando de TCC, Sidney Barbalho de Souza

Sidney lançará no próximo dia 19/11, na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, o livro resultante do seu Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo: uma biografia do repórter especial da Rede Globo, Marcelo Canellas. Intitulada “Marcelo Canellas, por um jornalismo humanista”, a obra, que recebeu a aprovação do Globo Universidade, também foi editada pela In House. Marcelo Canellas estará presente no lançamento do livro, para um bate-papo com Sidney e com o público sobre os bastidores de suas principais reportagens e sobre sua trajetória profissional. Esperamos todos que estavam no evento de ontem e todos que acompanham o Formando Focas no lançamento do livro do Sidney, em 19/11. Vai ser lindo! Amor ao Jornalismo é isso!

Outros momentos do lançamento de “Jornalismos: histórias de uma arte plural”:

Livro oferece perfis literários com grandes nomes do nosso Jornalismo

Jornalismos Divulgação Capa

*Patrícia Paixão

Mais um dia daqueles eventos imperdíveis para um estudante de jornalismo. Não só pela temática pertinente, mas pelo fato de envolver um trabalho que foi produzido por focas, ou seja, rostos que passam pelas mesmas dores e delícias que você, repórter em início de carreira, costuma vivenciar.

Será lançado nesta quinta (22) o livro  “Jornalismos: histórias de uma arte plural”, produzido por recém-formados no curso de Jornalismo das Faculdades Integradas Rio Branco, com a organização da escritora, jornalista e professora Renata Carraro.

Editada pela In House, a obra, que começou a nascer a partir de uma ideia debatida pela docente e os discentes em sala de aula, se destaca por trazer a trajetória profissional de importantes figuras do nosso jornalismo, a partir de perfis literários, o que torna a leitura muito mais interessante e atrativa.

Dentre as feras perfiladas estão Sérgio Dávila e Jairo Marques (Folha de S.Paulo), André Barcinski (Folha e R7), Valmir Salaro (TV Globo), Heródoto Barbeiro (TV Record), Mônica Salgado (Revista Glamour) e Maria Lydia Flandoli (TV Gazeta).

Ao todo são 13 textos nos quais o leitor pode conhecer melhor a carreira de grandes jornalistas e os bastidores de seus melhores trabalhos.

Sou admiradora da Renata Carraro e do trabalho que ela faz com seus alunos. Essa produção em parceria é algo que valorizo e faço muito também, por exemplo nos livros “Mestres da Reportagem” e “Jornalismo Policial: Histórias de quem faz“, que produzi em conjunto com meus pupilos.

Renata Carraro é uma jornalista extremamente competente, especializada em jornalismo literário. Essa é a segunda de uma série de livros produzidos por ela e seus alunos. Em 2013,  eles lançaram a obra “Não é aventura, é reportagem”, também pela In House.

Marcarei presença no lançamento. Nos vemos lá? 🙂

SERVIÇO:

“Jornalismos: histórias de uma arte plural”

Data: nesta quinta (22/10)

Horário: 20h

Valor do livro: R$35

Local: Faculdades Integradas Rio Branco (Av. José Maria de Faria, 111 – Lapa, São Paulo).

Estacionamento no local.

 

“O jornalismo é uma profissão de pessoas simples”, destaca José Hamilton Ribeiro, no lançamento do livro que resgata sua trajetória

*Rosângela Tomas de Carvalho e Tatiane Cordeiro, estudantes de jornalismo da FAPSP

Imagens: Sidney Barbalho de Souza

Ricardo Kotscho, Percival de Souza, Carlos Moraes, Fabbio Perez, Sérgio Dávila e outros grandes nomes da reportagem brasileira reuniram-se, em 03/10, na Livraria da Vila, da Alameda Lorena, para prestigiar o lançamento do livro “O jornalista mais premiado do Brasil”, que conta a trajetória de José Hamilton Ribeiro.

Escrita pelo jornalista araçatubense Arnon Gomes, a obra faz um regaste linear dos 60 anos de carreira daquele que é considerado o “repórter do século”- de 1955, quando José Hamilton trabalhava no jornal O Tempo (criado por jornalistas oriundos da Folha de S. Paulo), até o momento atual, em que o repórter está no Globo Rural, da Rede Globo.

“Fiquei tranquilo quando um amigo muito crítico e rigoroso me falou que o livro era digno e realçava pontos interessantes da minha trajetória”, relatou José Hamilton, no bate-papo com Arnon Gomes e o público, antes da sessão de autógrafos da obra. Com seu jeito tímido e brincalhão, o jornalista confessou que se sentia embaraçado por estar, naquele momento, na condição de objeto estudado.

O livro, que foi fruto de um Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo apresentado à Universidade Santa Cecília (Unisanta), de Santos (SP), levou 11 anos para ser aprimorado. Além da pesquisa a documentos e reportagens históricas de Zé Hamilton, Arnon Gomes ouviu mais de 30 entrevistados, entre familiares, colegas de profissão e amigos antigos de Zé.

O autor relata que ficou surpreendido com a humildade do jornalista e com toda sua carga de conhecimento. “A experiência do Zé é totalmente enriquecedora, nem na faculdade temos isso. Aprendi muito fazendo o livro”, disse Gomes.

A inspiração para escrever a obra veio da admiração que o autor tem pelas reportagens que Zé Hamilton fez para a revista Realidade, publicação que foi um marco no jornalismo brasileiro, pela inovação no projeto editorial e gráfico, com imagens impactantes, diagramação ousada e textos aprofundados e com linguagem literária, explorando temas muitas vezes polêmicos.

Segundo Gomes, a escolha do titulo foi marcada por dúvidas, desde o começo do processo de produção da obra, até que um ranking feito em 2013 acabou com o dilema, pois apontou Zé Hamilton como o primeiro colocado dos 200 jornalistas mais premiados do Brasil.

Conversa com o público

Durante o bate papo, Zé Hamilton não se limitou a falar sobre o livro. Respondeu a diversas perguntas da plateia referentes à sua carreira e contou detalhes sobre o acidente durante a cobertura que fez da Guerra do Vietnã em 1968 (para a revista Realidade), que lhe custou uma perna. “Quando a explosão ocorreu não pensei que tivesse me atingindo, pensei que tivesse sido algum soldado. Quando dei por conta que era comigo, três medos me passaram pela cabeça: primeiro o medo de morrer, devido ao sangramento; segundo, o medo de ficar incapacitado de trabalhar e, em terceiro, o medo de ser conhecido como o jornalista que foi atingido em uma guerra e depois não fez mais nada”, lembrou o repórter emocionado, complementando que, felizmente, superou todos esses temores.

Zé Hamilton, que é conhecido por sua simplicidade, ressaltou que “o jornalismo é uma profissão de pessoas simples”. Para ele, “a humildade é uma das características mais importantes de um repórter”.

Referindo-se a Zé Hamilton como “um dos grandes repórteres brasileiros”, Percival de Souza destacou que “a alma do jornalismo é a reportagem, e que a reportagem é a arte de reconstruir os fatos”. Ele revelou que Zé Hamilton foi seu padrinho na profissão. “É um detalhe que jamais esquecerei em minha vida”, disse Percival.

Fazendo jus ao seu instinto de repórter, Ricardo Kotscho fez a pergunta polêmica do evento, levando a plateia às gargalhadas. “Arnon, todo mundo fala bem do José Hamilton, mas eu quero que você me conte: qual é o defeito dele?”. Arnon respondeu que era complicado responder à pergunta, por conta da maneira extremamente humilde, simpática e simples com que Zé Hamilton lhe tratou desde o início do processo de criação do livro.

Kotscho relatou que nunca trabalhou com Zé, mas que eles sempre estão juntos em eventos sobre jornalismo. “Ele era meu ídolo, era um grande repórter brasileiro já nos anos 60”, contou.

Arnon Gomes foi questionado pelo jornalista Carlos Moraes (que também trabalhou na revista Realidade) sobre as diferenças que ele notou, ao escrever o livro de José Hamilton, entre o jornalismo do passado e o de hoje. O autor respondeu que gostaria que o jornalismo atual fosse mais parecido com o de décadas anteriores, quando as reportagens e um texto mais atrativo eram valorizados.

O autor também revelou algumas passagens interessantes de seu livro. A principal delas, em sua visão, é o trecho em que ele conta o episódio em que Zé Hamilton foi expulso da faculdade [Cásper Líbero], por seu engajamento no movimento estudantil. Zé retornou à instituição dez anos depois, porém como professor.

Após o bate-papo, o autor e o homenageado fizeram a sessão de autógrafos e fotos, atendendo ao público. Zé Hamilton demonstrou bastante alegria ao ver sua filha Ana Teresa, a Teté, com seu genro, o jornalista Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha de S.Paulo, e suas netas Rita e Cissi, que também prestigiaram o evento.

*OBS: Esse texto produzido pelas minhas alunas também foi publicado no portal Comunique-se

Livro resgata 60 anos de reportagem do mestre José Hamilton Ribeiro

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Crédito: Divulgação

*Patrícia Paixão

Todo foca que se preza começa, desde o primeiro semestre do curso de jornalismo, a montar sua biblioteca, com obras clássicas da nossa literatura e da nossa profissão.

O gosto pela leitura é uma das principais qualidades de um jornalista e o investimento em livros é uma necessidade, em especial quando eles tratam da carreira daqueles que são considerados referências na arte da reportagem.

É o caso da obra “O Repórter mais Premiado do Brasil”, escrita pelo jornalista Arnon Gomes, que resgata a trajetória do mestre José Hamilton Ribeiro e será lançada no próximo dia 03/10, das 16h às 19h, na Livraria da Vila, da Alameda Lorena, em São Paulo.

Zé Hamilton possui 60 dos seus 80 anos de vida dedicados à reportagem . Por suas marcantes coberturas, como a da Guerra do Vietnã, em 1968, para a revista Realidade (quando perdeu a perna esquerda, durante a explosão de uma mina), foi vencedor de sete prêmios Esso e recebeu títulos como “príncipe dos repórteres” e “repórter do século”. Atualmente é repórter especial do programa ‘Globo Rural’ (Rede Globo), no qual conta histórias do homem do campo.

O interessante deste livro é que ele começou como um Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo, ou seja, foi escrito por um foca. Arnon Gomes produziu a obra em sua primeira versão como um TCC apresentado à Universidade Santa Cecília (Unisanta), de Santos (SP). Mais tarde, aprimorou-a até chegar à versão lançada agora

É uma prova de que um bom trabalho acadêmico pode sim ganhar o mercado. Eu adoro desenvolver com meus alunos essa linha de pesquisa biográfica com jornalistas. Por isso organizei com meus pupilos dois livros na área:  “Jornalismo Policial: Histórias de quem faz“, com os alunos da antiga UNIBAN Brasil, que traz entrevistas com os principais repórteres policiais brasileiros, e “Mestres da Reportagem“, com os alunos da FAPSP (Faculdade do Povo), que oferece 30 entrevistas com grandes nomes da reportagem no Brasil e tem o prefácio do mestre Zé Hamilton.

Também tenho dois ex-orientandos de TCC da FAPSP que desenvolveram biografias sobre grandes repórteres. André Guimarães, que produziu um livro-reportagem sobre a carreira do repórter especial da TV Record, Gérson de Souza (o livro foi lançado em 2014 e teve grande repercussão da mídia), e Sidney Souza, que fez um livro-reportagem sobre o repórter especial do Fantástico, Marcelo Canellas (a obra também deve ser lançada em breve).

No lançamento do livro “O repórter mais premiado do Brasil” haverá um bate-papo com Zé Hamilton e sessão de autógrafos. Não tem como perder! Estarei lá com os meus alunos da FAPSP.

Mais sobre José Hamilton Ribeiro

José Hamilton Ribeiro é inspiração para muitos grandes nomes do nosso jornalismo.

Podia ter encerrado sua carreira ao perder a perna esquerda durante a explosão de uma mina, na cobertura que fez da Guerra do Vietnã, mas, tão logo se recuperou do acidente, prosseguiu fazendo reportagens premiadas sobre assuntos variados da realidade brasileira, com um jeito de escrever simples e envolvente.

Nascido em 1935, em Santa Rosa do Viterbo, interior de São Paulo, o senhor de fala tranquila, sotaque do campo, olhar profundo e gestos e gostos muito simples, começou sua trajetória em 1955, no jornal O Tempo, criado por jornalistas oriundos da Folha de S. Paulo.

Depois disso, passou pelas principais redações brasileiras: trabalhou na Rádio Bandeirantes, na Folha de S.Paulo, na revista Quatro Rodas (onde ganhou seu primeiro Prêmio Esso de Jornalismo), na Realidade, na Veja e foi um dos editores de Jornalismo da TV Tupi.

Ajudou a estruturar e reformar diversos jornais do interior de São Paulo, até ser convidado para trabalhar no Globo Repórter. Do Globo Repórter foi para o Globo Rural, onde está há 30 anos.

Zé Hamilton defende que a profissão precisa ser exercida por alguém que acredite que seu trabalho pode melhorar o mundo: “se o repórter não tiver essa ambição, não dará certo”.

SERVIÇO

Lançamento do livro “O repórter mais premiado do Brasil”

Quando: 03/10 (Sábado)

Horário: das 16h às 19h

Endereço: Alameda Lorena, 1731,  Jardim Paulista, São Paulo