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Homenagens e bate-papo com o público marcam lançamento do livro sobre a carreira de Marcelo Canellas

 

Por Junior Celestino e Wallace Leray

Foi lançado em São Paulo, em 19/11, na Biblioteca Mário de Andrade, o livro que retrata a carreira de Marcelo Canellas, repórter especial do programa “Fantástico”, da Rede Globo. Com o prefácio da também repórter especial da emissora, Sônia Bridi, a obra, intitulada “Marcelo Canellas, por um jornalismo humanista”, foi escrita pelo jornalista Sidney Barbalho de Souza, e editada pela In House.

Sidney produziu o livro em 2014 como resultado do seu Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo na FAPSP (Faculdade do Povo). A biografia aborda desde os primeiros traços jornalísticos de Marcelo Canellas, na sua infância e juventude (vividas na cidade de Santa Maria da Boca do Monte, Rio Grande do Sul), até suas primeiras experiências na área, sua projeção no meio televisivo e a conquista do cargo de repórter especial na maior emissora do país. Aborda também os bastidores das principais reportagens do jornalista.

O lançamento da obra começou com a apresentação de um vídeo feito em homenagem a Canelas. Nele, familiares, amigos e profissionais da área de comunicação elogiam o trabalho do jornalista, falando sobre a importância de suas reportagens de direitos humanos. Dentre os depoimentos marcantes, destacou-se o da colega Sônia Bridi. “Toda vez que eu vejo uma matéria sua, sinto vontade de ser uma repórter melhor”, confidenciou a jornalista.

Após a apresentação do vídeo, a palavra foi dirigida ao biografado, que disse estar lisonjeado com o interesse de um estudante de jornalismo, que agora é um colega de profissão, por sua carreira. Apesar de ter apoiado a iniciativa, Canellas revelou que sempre se preocupou em ser biografado, ressaltando o quanto pode ser ridículo um repórter posar de importante. “Eu acredito que isso é um pouco da negação da postura de um repórter”, explicou.

Canellas contou alguns casos, para mostrar como a questão da fama na TV é frágil. “Um dia eu estava em um avião e uma senhora se sentou ao meu lado. Ela olhou pra mim e perguntou: você trabalha na televisão, né? Eu respondi: trabalho. Na TV Globo, certo?, ela perguntou. E eu disse: é. E ela respondeu: Eu sabia, Caco Dornelles [confundindo Canellas com os repórteres Caco Barcellos e Carlos Dornelles].”, disse o jornalista, arrancando gargalhadas do auditório, que contava com cerca de 200 pessoas.

O repórter demonstrou sua satisfação com o fato de Sidney ter resolvido doar o valor relativo aos direitos autorais do livro para uma organização não-governamental que luta pelo registro da memória de Santa Maria da Boca do Monte, a TV OVO. “O Sidney me perguntou qual ONG eu gostaria de beneficiar, então indiquei a TV OVO, que é uma parceira de Santa Maria. O pessoal de lá tem um trabalho de recuperação da memória da cidade que eu acho muito interessante.”

Com os olhos marejados, o autor do livro agradeceu à jornalista e professora Patrícia Paixão, sua orientadora de TCC e coordenadora do curso de Jornalismo na FAPSP, pela disposição da mesma em ajudar seus alunos. “Ela nos vê grandes, quando somos pequenos. Obrigado por entrar na minha vida”. Ao escutar os elogios, a jornalista não conseguiu segurar as lágrimas e, aplaudida pelos que estavam presentes, recebeu flores do seu orientando. Extremamente feliz com o momento, o recém-formado em jornalismo, declarou: “Eu entrei como estudante e sai como um repórter”.

A coordenadora do curso de jornalismo da FAPSP, disse que ficou receosa, quando recebeu a proposta de orientar o livro de Sidney Barbalho: “Meu Deus, será que ele vai dar conta? É um repórter da Globo e, ainda por cima, é um repórter especial”, disse a jornalista. Patrícia explicou que é normal o professor fazer uma série de questionamentos, quando o aluno vem com a proposta de um livro-reportagem, mas que já conhecia o Sidney de outros semestres da faculdade e sabia da capacidade que ele tinha como repórter. “Tenho um super orgulho de você! Obrigada por ter me escolhido como sua orientadora, e obrigada ao Canellas por ter aceitado o projeto”, afirmou.

Sidney e Canellas participaram de um breve bate-papo com o público. O final do evento contou com uma sessão de fotos e autógrafos. A fila que chegava próxima à entrada da biblioteca foi completamente atendida, tanto pelo autor da biografia, Sidney Barbalho, quanto pelo retratado nela, Marcelo Canelas.

 

Formando Focas participa do programa “Timão Universitário”

*Patrícia Paixão

Em 20/11, Dia da Consciência Negra e, para os corintianos, data para também se comemorar a conquista do hexacampeonato brasileiro, participei do programa “Timão Universitário”, na Web Rádio Coringão, a convite do jornalista Vitor Guedes, colunista do jornal Agora São Paulo e participante do programa Seleção SPORTV, além de blogueiro do portal Terceiro Tempo (Blog do Vitão).

O “Timão Universitário” é um programa apresentado por Vitor e pelo jornalista Ricardo Dias, da Web Rádio Coringão. A produção é feita pelos alunos de Jornalismo e Rádio, TV e Internet da FAPSP (Faculdade do Povo). O slogan do programa é “O Time do Povo na Faculdade do Povo”.

Foi muito legal comemorar essa data tão especial ao lado do Vitão, amigo desde a época  da faculdade e hoje professor da FAPSP (Faculdade do Povo), onde também leciono e coordeno o curso de Jornalismo.

Parabéns, Vitor, Ricardo Dias e todos os alunos que participam da produção do “Timão Universitário”, em especial Fábio Minei, Marcelo Barbosa e Clarissa Zuza, que colaboraram no programa de 20/11. Orgulho!!

Confira um trecho do programa:

Fruto de um TCC de Jornalismo, livro resgata trajetória do repórter Marcelo Canellas

 

 

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*Patrícia Paixão

Um dos repórteres mais respeitados do telejornalismo brasileiro, com mais de 40 prêmios nacionais e internacionais por suas matérias focadas nos Direitos Humanos, teve sua carreira registrada em um livro-reportagem, que será lançado no próximo dia 19/11, pela editora In House, na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo.

Trata-se de Marcelo Canellas, repórter especial do programa “Fantástico”, da Rede Globo, autor da famosa série “Fome no Brasil”, exibida no Jornal Nacional de 18 a 22 de junho de 2001, considerada uma das reportagens mais premiadas do jornalismo latino-americano. Na série (vejo o vídeo abaixo), Canellas mostra os rostos e as histórias das pessoas que engrossavam, naquele período, as estatísticas sobre a fome no Brasil, fazendo um verdadeiro mapeamento dos municípios do país que mais sofriam com o problema.

O autor da obra?

MEU EX-ORIENTANDO DE TCC (desculpa, sociedade, mas eu tenho que me orgulhar e muito dos meus alunos rs), Sidney Barbalho de Souza.

Intitulado “Marcelo Canellas, por um jornalismo humanista”, o livro, que tem o prefácio da também repórter especial da Globo, Sônia Bridi, foi resultado do Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo que Sidney apresentou à FAPSP (Faculdade do Povo) em 2014, com a minha orientação.

Nesta entrevista, meu ex-pupilo e atual colega de profissão revela os bastidores de produção da obra e fala sobre o seu lançamento, que contará com a presença de Marcelo Canellas, para um bate-papo com o público e com o autor.

Confira!

O livro foi fruto do seu Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo. Por que escolheu fazer uma biografia como TCC e por que a escolha de Marcelo Canellas como biografado?

Sidney Barbalho de Souza: Apesar de ser um dos principais representantes da cobertura de Direitos Humanos no Brasil e possuir dezenas de prêmios, Canellas ainda não tinha sido alvo de nenhuma pesquisa mais aprofundada. Percebi que havia pouquíssimo material sobre a carreira do jornalista e que nem todos estudantes de Jornalismo conhecem o trabalho dele. Desde que uma colega minha da FAPSP, a Jennifer Souza [hoje também já formada], entrevistou o Canellas para o livro “Mestres da Reportagem” [2012], botei na cabeça que queria fazer o meu TCC sobre ele.  O Brasil é um país que traz números alarmantes de desrespeito aos Direitos Humanos e a profissão de jornalista é uma atividade de natureza social, que deve se pautar em denunciar esse desrespeito. O Canellas faz isso muito bem em suas reportagens. Gosto muito da mídia “livro”, então, fazer a biografia do Canellas foi uma maneira de contemplar tudo isso.

Qual foi o maior desafio para fazer a obra?

Sidney: Foram vários medos. Medo de não conseguir fazer uma boa pesquisa de campo, quando visitei as cidades nas quais o Canellas trabalhou; medo de achar que eu já estava dominando profundamente o assunto e, assim, deixar de pesquisar o suficiente; receio de fazer um livro parcial, já que sou fã do trabalho do Canellas e precisava manter a imparcialidade;  e, principalmente, escrever um livro que estivesse à altura da grandiosidade deste repórter, que correspondesse às suas expectativas.

Como Marcelo Canellas recebeu a ideia de biografá-lo?

Sidney: Ele ficou lisonjeado e, ao mesmo tempo, um pouco receoso. Me questionou se ele realmente mereceria uma biografia. Ele é muito humilde e modesto. Dizia que havia jornalistas com mais histórias que ele, para serem biografados. Mas aos poucos ele foi pegando confiança e foi vendo que o trabalho poderia ser interessante para ajudar a formar novos jornalistas.  Tudo transcorreu de forma tranquila e respeitosa. Ele sempre me apoiou.

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Canellas com Sidney, no primeiro encontro para planejar a criação do livro-reportagem

O projeto passou pela aprovação da Globo?

Sidney: Sim, o trabalho foi aprovado pela Direção de Jornalismo da Rede Globo de Televisão em abril de 2014, por intermédio do Globo Universidade, o que possibilitou sua viabilidade e realização. Fiquei impressionado com os cuidados que a Rede Globo tem com as informações que dizem respeito a seus funcionários. Tudo é muito organizado. Fui muito bem assistido pela equipe do Globo Universidade em tudo que eu precisei.

Que curiosidades/histórias mais te chamaram a atenção no processo de apuração das informações sobre a vida profissional do Canellas?

Sidney: Saber da luta dele para a colocar no ar uma de suas matérias mais famosas, a série “Fome no Brasil”, exibida no Jornal Nacional em junho de 2001. Ele levou quase quatro anos para conseguir a aprovação da pauta para essa reportagem. Descobrir que, além de repórter, Canellas é um excelente cronista, e talvez por isso os textos de suas reportagens para TV sejam tão bem construídos, com toques poéticos. Outra curiosidade é o extremo cuidado que ele tem no processo de produção de suas matérias. Ele tem um método único de construção da reportagem. Quem ler o livro vai conhecer. [risos]

Ao todo, quantas entrevistas você teve que fazer para produzir a obra?

Sidney: Foram mais de 50 entrevistas com familiares, amigos e ex e atuais colegas de trabalho do Canellas. Estive em Santa Maria, Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Ribeiro Preto (SP), Brasília (DF) e Recife (PE). Fui em busca de documentos da infância e da juventude do Marcelo e de sua vida profissional. Depois parti para a fase de cruzamento das informações passadas pelas fontes e, finalmente, para a redação do texto, respeitando a linguagem de um livro-reportagem.

O livro oferece uma discussão sobre o Jornalismo de Direitos Humanos ou se limita à vida de Canellas?

Sidney: Sim, essa discussão existe no Capítulo V. Há um debate sobre o que seria o  “Jornalismo de direitos humanos” e como o “fazer jornalístico” do Canellas se encaixa nesse tipo de cobertura. O Canellas, por exemplo, não gosta da expressão “Jornalismo de direitos humanos”. Veet Vivarta, da Andi [ONG que luta pelos direitos da infância e da juventude] também é contra essa expressão e explica o porquê no livro. Para eles, o jornalismo, quando bem feito, já cobra naturalmente o respeito aos direitos humanos. Essa discussão, aliás, é uma das partes mais interessantes da obra.

Depois de fazer esse livro, como você avalia o jornalismo que cobre Direitos Humanos no Brasil?

Sidney: Embora tenhamos avançado em relação ao passado – e muito em parte graças à internet, que oferece oportunidade maior para os profissionais de Jornalismo denunciarem mazelas sociais, ainda há muito a ser feito. Na pesquisa que fiz percebi que muita gente na área jornalística desconhece que a garantia de educação, por exemplo, faz parte da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Normalmente se associa a direitos humanos só pautas envolvendo tortura, trabalho escravo, exploração sexual. Poucos profissionais da área conhecem toda dimensão dos Direitos Humanos. E esse é um tipo de jornalismo essencial, ainda mais em um país como o nosso, onde as instituições são tão falhas.  O jornalismo que se pauta em denunciar o desrespeito aos direitos humanos acaba pressionando os governos, faz eles tomarem atitudes que deveriam ser tomadas naturalmente, mas que não são. A meu ver, a função do jornalismo é lutar pelos mais fracos e pude aprender com a construção do livro que isso é possível.

Da esq. para a dir.: Sidney e Canellas comigo (Patrícia Paixão), no primeiro encontro com o jornalista, para planejar a criação da obra

Sidney e Canellas comigo (Patrícia Paixão), no primeiro encontro com o jornalista

Marcelo gostou da obra?

Sidney: Sim, ele me confidenciou que ficou muito surpreso e feliz com o resultado. Não esperava que eu fosse conseguir tantas informações sobre sua carreira, incluindo documentos antigos do seu início no Jornalismo.

Que conselhos você oferece ao estudante de Jornalismo que deseja fazer um livro-reportagem como TCC?

Sidney: Precisa estudar muito o personagem que você pretende biografar. Planejar muito, ler muito e negociar com o biografado quais serão os métodos e caminhos a serem traçados: se um livro-reportagem que aborde mais aspectos da vida pessoal, da vida profissional ou de ambas. É importante ir a campo, passar pelos locais onde o biografado viveu seus principais momentos e fazer muitas entrevistas, cruzando o que uma fonte disse com a informação de outras fontes, para se chegar o mais próximo possível dos fatos sobre o personagem. Também é preciso evitar achar que se tornou um “amigo” do entrevistado, pois é preciso manter o distanciamento e a objetividade. Se você deixar o subjetivo interferir, ainda mais quando você é fã do biografado, corre o risco de não fazer jornalismo.

Convite

Convite do lançamento do livro, que acontecerá em 19/11, na Biblioteca Mário de Andrade

Há algo especial programado para o lançamento do livro em 19/11? O que o público pode esperar?

Sidney: Sim, haverá um bate-papo com o biografado e comigo sobre a cobertura na área de Direitos Humanos e sobre o processo de construção do livro.

Por que o leitor deve comprar o seu livro?

Sidney:  Porque além de trazer a vida e os bastidores das reportagens de um dos principais nomes do nosso telejornalismo, o que acaba sendo um grande exemplo a ser seguido, a obra discute a cobertura de Direitos Humanos que, como já dissemos no início da entrevista, representa a essência da nossa profissão. O Jornalismo existe para atender a sociedade, para denunciar quando essa sociedade não tem seus direitos garantidos. Sou suspeito pra falar, mas considero o livro essencial para todos que desejam conhecer as qualidades essenciais de um repórter. Espero todos no lançamento da obra.

SERVIÇO

Marcelo Canellas, por um jornalismo humanista

Data do lançamento: 19/11/2015

Onde: Biblioteca Mário de Andrade (Rua da Consolação 94)

Horário: das 19h às 21h30 (das 19h às 20h: bate-papo com Marcelo Canellas e Sidney Barbalho de Souza/das 20h às 21h30: sessão de autógrafos. OBS: É necessário retirar senha no local, a partir das 18h, para participar do bate-papo com o autor e Canellas)

Página do livro no Facebook.

 

Alunos de Jornalismo da FAPSP iniciam produção do livro “Mestres da Reportagem II”

*Patrícia Paixão

Começou a ser desenvolvida nesta semana (no dia 21/10) a sequência do livro “Mestres da Reportagem”, a obra “Mestres da Reportagem II”, com previsão de lançamento para o final de 2016.

A primeira entrevistada foi Maristela Crispim, que é a repórter mais premiada da região Nordeste do país, especialista na cobertura ambiental. A entrevista foi feita pelas alunas de Jornalismo da FAPSP (Faculdade do Povo)  Hallayne Lacerda, Elielta Nascimento e Deise Dantas. As imagens foram produzidas pelo aluno Lucas Fernandes, do curso de Rádio, TV e Internet da instituição.

A série “Mestres da Reportagem” foi idealizada por mim em 2011. Sou organizadora dos livros e o trabalho de reportagem é dos meus alunos do curso de Jornalismo da FAPSP.

A primeira obra da série – “Mestres da Reportagem” – foi lançada em 2012.  O livro, que tem o prefácio de José Hamilton Ribeiro (considerado “repórter do século”), traz 30 entrevistas pingue-pongue com grandes nomes da nossa reportagem. Afora o próprio José Hamilton, foram entrevistados Ricardo Kotscho, Elvira Lobato, Carlos Wagner, Renato Lombardi, Marcelo Rezende, Percival de Souza, Sônia Bridi, Luiz Carlos Azenha, Agostinho Teixeira, Adriana Carranca, Bruno Garcez, Mauri König, Valmir Salaro, Tatiana Merlino, Paula Scarpin, Roberto Cabrini, Leandro Fortes, Cid Martins, Eliane Brum, Goulart de Andrade, Giovani Grisotti, César Tralli, Geneton Moraes Neto, Regiani Ritter, Marcelo Canellas, José Arbex Jr., Ernesto Paglia, Sílvia Bessa e Gérson de Souza.

Além de discutir a importância da reportagem, considerada “a alma do jornalismo”, e as principais técnicas para a produção desse gênero, o livro resgata a trajetória profissional dos repórteres entrevistados e revela os bastidores de produção das principais matérias que eles fizeram.

É um projeto que me enche de orgulho, pois foi considerado pelo José Hamilton (em e-mail que me enviou sobre o livro) como “uma das coisas mais importantes já feitas sobre jornalismo/reportagem entre nós”.

O quê??? Ainda não leu o “Mestres da Reportagem”?????

Então, confira os links abaixo para ver o que está perdendo!! 🙂

Clique aqui para conhecer o blog do livro.

Clique aqui para conhecer a página do livro no Facebook.

Clique aqui para comprar o livro.

“Mestres da Reportagem” na mídia:

Domingão do Faustão, de 23/12/2012:

Domingão do Faustão, de 04/02/2013:

RIT:

Folha de S.Paulo

Portal imprensa

Observatório da Imprensa

Rádio Gazeta AM

Portal dos Jornalistas

Portal Comunique-se

Portal Jornalirismo

Aberje

Casa dos Focas

Portal Unicos

 Botequim Cultural

Gazeta de Rondônia

Para jornalista, repressão na periferia é ignorada pela grande mídia

Fausto Salvadori Filho

Fausto Salvadori Filho

*Emily Santos e Kaique Dalapola

A Semana de Comunicação da FAPSP (Faculdade do Povo), realizada de 5 a 9/10, recebeu o jornalista Fausto Salvadori Filho, um dos fundadores da Ponte Jornalismo, site de Segurança Pública e Direitos Humanos, focado na realidade das populações das periferias.

O jornalista falou sobre o desenvolvimento, as dificuldades e os bastidores das coberturas feitas pela Ponte, que muitas vezes aprofundam problemáticas ignoradas pela grande imprensa. “O foco dos grandes veículos é a violência que atinge a classe média. Para eles, mais vale um morto em um bairro nobre que dezenas de mortos em uma região da periferia”, destacou.

Salvadori Filho falou sobre os profissionais que compõe a equipe da Ponte e as repercussões de algumas matérias publicadas no site. Ele relembrou o caso do jovem José (nome fictício), um garoto negro que foi preso injustamente acusado por roubo de carro, em março do ano passado. Após a matéria feita pela Ponte, provando sua inocência, o jovem foi libertado.

“É raro termos uma resposta tão rápida e fácil com o trabalho, como tivemos naquele caso”, disse. Na ocasião, um vídeo produzido por outros dois fundadores da Ponte foi apresentado à Justiça como prova da inocência do garoto.

Ao conversar com estudantes da FAPSP, o palestrante revelou que os integrantes da Ponte definem as atividades do site não mais como as de um coletivo, mas como de “uma facção de jornalistas que quer contar histórias que não são contadas normalmente”.

O repórter afirmou que não sofre a repressão que aflige a população das periferias, por ter nascido no interior, ser branco e “ter cara de ‘nerd’”. A respeito disso, ele questionou os alunos da faculdade, moradores da periferia, sobre a visão que eles têm sobre o jornalismo policial.

Jornalista há 16 anos, Salvadori Filho trabalhou como repórter e editor em diversos sites, revistas e jornais, com passagens pelas redações de veículos como Folha de S. Paulo, Vice, Galileu, Trip, TPM, Metro e Jornal da Tarde. Desde 2008, é jornalista concursado da Câmara dos vereadores de São Paulo. Em 2013, recebeu menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog, pela reportagem “Em busca da verdade”, publicada pela revista Apartes.

*Emily e Kaique são meus alunos de Jornalismo na FAPSP. O texto deles também foi publicado pelo portal Comunique-se.

Para Adriana Carranca, é possível descobrir belas histórias em meio à dor e à destruição

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*Emily Santos e Kaique Dalapola

A Semana de Comunicação da Faculdade do Povo de São Paulo (FAPSP) recebeu, em 05/10, a jornalista Adriana Carranca, repórter especial do jornal O Estado de S.Paulo e colunista do caderno ‘Internacional’ de O Globo. A profissional, que é reconhecida por suas coberturas humanitárias em zonas de conflito, em países como Irã, Iraque, Paquistão, Egito e Afeganistão, presenciou uma explosão na Síria, há cerca de duas semanas. O prédio em que ela estava foi alvejado. Diversas pessoas morreram.

Antes de palestrar sobre esta e outras experiências de sua carreira, Adriana recebeu uma homenagem organizada pelos alunos da Agência Experimental de Comunicação Integrada da FAPSP, a “Ligados”. Todos os anos, a Semana de Comunicação da faculdade homenageia um profissional de destaque na área e, desta vez, Adriana foi a escolhida. “O grande objetivo do jornalista é emocionar, e vocês conseguiram isso com essa linda homenagem”, disse a repórter, visivelmente sensibilizada, após assistir ao vídeo produzido pelos alunos.

Confira abaixo a homenagem que os alunos da FAPSP fizeram à Adriana, para conhecer melhor a trajetória da jornalista:

 

Adriana falou sobre os bastidores de suas principais reportagens. Destacou que, desde o início de sua carreira – mesmo quando escrevia para revistas como Cláudia, Nova, Capricho e Marie Claire -, busca tratar as pautas com um olhar humanitário e que, mesmo inconscientemente, acaba abordando os assuntos mais sob o ponto de vista feminino. Ela citou como exemplos as reportagens sobre divórcio e gravidez prematura, que fez no início de sua trajetória na imprensa, e trabalhos mais encorpados, como seus livros O Irã Sob o Chador: duas brasileiras no país dos aiatolás, que escreveu em parceria com a colega Márcia Camargos, e Malala, que conta a história da menina paquistanesa que quase foi morta pelo Talibã por defender seu direito de ir à escola.

A jornalista lamentou o fato de a cobertura sobre os países do Oriente Médio, da África e da Ásia, feita pelas grandes agências de notícias internacionais, ser muitas vezes estereotipada. Ela ressaltou que as populações presentes em zonas de conflito só começam a receber atenção da mídia quando atingem os objetivos ocidentais. “Veja a questão dos refugiados sírios, por exemplo. Isso só vem sendo bastante noticiado, porque essas pessoas estão indo para os países europeus. Por isso a Europa está preocupada”, explicou.

A jornalista disse que procura mostrar em suas matérias e em seus livros os fatos do ponto de vista dos personagens que os presenciaram. Para ela, é possível descobrir belas histórias, mesmo em meio à dor e à destruição.

A repórter, porém, fez um alerta sobre os riscos da cobertura nessas regiões, ao falar sobre a sua última visita à Síria: “Não recomendo a ninguém ir à Síria. O território é volátil, não conseguimos controlar nada em relação à segurança. Eu fui, mas fui com extremo cuidado. Cada passo foi estrategicamente pensado e planejado e, mesmo assim, presenciamos a explosão no prédio em que estávamos”, contou.

Depois de palestrar e responder às questões do público, Adriana realizou uma sessão de autógrafos do livro Malala. A Semana de Comunicação da FAPSP foi encerrada na última sexta-feira, 9.

*Emily e Kaique são meus alunos do curso de Jornalismo da FAPSP. O texto deles também foi publicado pelo portal Comunique-se.

Fausto Salvadori Filho palestra hoje na Semana de Comunicação da FAPSP

Fausto Salvadori Filho

Fausto Salvadori Filho

*Patrícia Paixão

E hoje (06/10) é dia de aprender muito com o jornalista Fausto Salvadori Filho, na Semana de Comunicação da FAPSP (Faculdade do Povo).

Com 16 anos de experiência na área, Fausto atuou como repórter e editor em sites, revistas e jornais, com passagens pelas redações de veículos como Folha de S.Paulo, Vice, Galileu, Trip, TPM, Metro e Jornal da Tarde, entre outros.

É um dos fundadores do projeto de jornalismo e direitos humanos Ponte.

Desde 2008, é jornalista concursado da Câmara Municipal de São Paulo.

Em 2013, recebeu Menção Honrosa no Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos, pela reportagem “Em busca da verdade”, publicada na Revista Apartes.

É dono de um texto maravilhoso e de reportagens pertinentes e aprofundadas sobre algumas de nossas mazelas sociais.

Fausto foi um dos entrevistados no livro que produzi com meus alunos da antiga UNIBAN Brasil sobre Jornalismo Policial (Jornalismo Policial: Histórias de quem faz).

Muito orgulho de ser amiga dessa fera!

Sua palestra na FAPSP acontecerá a partir das 19h30.

IMPERDÍVEL!!!

A FAPSP está localizada à rua Barão de Itapetininga, nº 163, primeiro andar, na galeria Lousã, República.

A entrada é franca!

Te espero lá ❤