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“Houveram muitas explosões” ou “Houve muitas explosões”?

Houve

*Patricia Paixão

Já falamos em outras oportunidades neste blog sobre a nossa tese de que, para ser um bom jornalista, é preciso, entre outras qualidades, ser neurótico em relação ao uso adequado da nossa língua (veja mais no texto Esperiência em asseçoria de impressa).

Existem alguns erros, frequentemente cometidos, que são capazes de esturricar o filme do foca, impedindo-o de conseguir o sonhado estágio. Não se iluda achando que o empregador fechará os olhos para seus erros de português, porque foi com a sua cara ou porque esses erros estão em um ambiente “supostamente” informal, como a sua linha tempo no Facebook. O mercado jornalístico é cruel e ninguém quer ter trabalho com uma pessoa que não domina as regras e estruturas básicas da nossa gramática.

Um erro bastante comum refere-se ao uso inadequado do verbo “haver” no sentido de “existir”. O verbo “haver”, quando empregado com essa ideia, é sempre INVARIÁVEL, ou seja, não concorda com o sujeito da frase.

Portanto, a forma correta é “Houve muitas explosões” e não “Houveram muitas explosões”.

Quando o verbo “haver” for precedido de um verbo auxiliar, ambos permanecem invariáveis. Exemplos:

  • Deve haver muitas peças retorcidas oriundas da explosão. (E não “Devem haver…”)
  • Pode haver muitos corpos escondidos sob as ferragens (E não “Podem haver…”)

Anote essa dica no seu bloquinho. Vá e não peques mais 🙂

 

 

“Projeto Repórter do Futuro”: inscrições para o próximo módulo vão até 30/09

Repórter do futuro

*Patrícia Paixão

Atenção, alunada virtual!

Vai começar mais um módulo imperdível do “Projeto Repórter do Futuro”, promovido pela Conectas em parceria com a OBORÉ, a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e o Sinpro-SP (Sindicato dos Professores de São Paulo).

Trata-se do 2º Curso de Informação sobre Jornalismo e Direitos Humanos, com coordenação pedagógica do jornalista João Paulo Charleaux.

Pra quem não conhece, o Repórter do Futuro é um PROJETO MARAVILHOSO que, além de enriquecer a formação do estudante de jornalismo, com conteúdos pertinentes ao momento em que vivemos, oferece a oportunidade de o aluno gerar portfólio (o que é fundamental na hora de conseguir um estágio), já que, ao longo do curso, ele precisa fazer diversas matérias e emplacá-las em veículos jornalísticos.

Os encontros do projeto são feitos aos sábados e respeitam a seguinte rotina, de acordo com os organizadores do evento: “30 minutos de reunião de pauta entre os alunos e o coordenador pedagógico; uma hora de palestra com os especialistas, seguida de uma hora de entrevista coletiva; e, por fim, 30 minutos para um balanço sobre a dinâmica do dia, novamente entre o coordenador e os estudantes. Na sequência, os alunos devem redigir um texto noticioso sobre o tema do encontro.”

Os alunos selecionados participarão de palestras e entrevistas coletivas com especialistas ao longo dos meses de outubro e novembro de 2015, debatendo e cobrindo questões como:

 

*Como é a realidade das prisões brasileiras?

*Qual é a importância das Nações Unidas e da OEA (Organização dos Estados Americanos) para os direitos humanos e como o Estado brasileiro reage a denúncias de violações nestes órgãos?

*Qual é o tamanho do fluxo de migrantes e refugiados no Brasil e como são as leis que os regulam? 

*Por que os medicamentos essenciais para a saúde são tão caros? ​E, sobretudo, qual o papel do jornalismo nisso tudo?

Muito legal, não é mesmo?

Mas atenção: é preciso passar por um processo seletivo, pois a concorrência é grande (o curso é aberto a estudantes de todo o país) e há apenas 20 vagas. Nada impossível, mas é bom se empenhar para conseguir garantir a sua vaga.

Em edições anteriores, quatro alunos meus da FAPSP (Eduardo Rodrigues, Amanda Rebouças, Beatriz Santos e Karine Seimoha) foram selecionados e participaram do projeto. É claro que a pessoa aqui ficou explodindo de orgulho ❤

Todas as atividades do curso, com exceção do encontro de seleção e da oficina sobre metodologias de estudo, serão realizadas na sede da Conectas (Av. Paulista, 575 – 19º andar).

As inscrições devem ser feitas até 30/09. Clique aqui para garantir a sua.

Não perca essa chance perfeita de dar um up no seu currículo! #recomendomuito

 

PROGRAMAÇÃO GERAL DO CURSO:

03/10, 9h às 13h | Encontro de seleção
Qual o papel do jornalista hoje na cobertura de direitos humanos?
Jessica Carvalho Morris, diretora Executiva da Conectas
Local: Matilha Cultural – Rua Rego Freitas, 542 – São Paulo/SP

17/10 | 9h às 14h
Jornalismo como bem público

Manuel Carlos Chaparro, jornalista (quatro vezes vencedor do Prêmio Esso), professor aposentado e um dos responsáveis pelas Novas Diretrizes Curriculares do Curso de Jornalismo

24/10 | 9h às 14h
Qual o papel do Brasil na ONU e na OEA?

Laura Waisbish, assessora de Política Externa da Conectas

7/11 | 9h às 14h
Raio-x do sistema prisional brasileiro: uma fonte inesgotável de violações e de pautas

Rafael Custódio, coordenador de Justiça da Conectas

14/11 | 9h às 13h
Migrações e refúgio no Brasil

Camila Asano, coordenadora de Política Externa da Conectas

14/11 | 14h às 17h
Metodologias de estudo

Ausonia Donato, educadora especializada em psicologia da educação
Local: Intercom – Av. Brigadeiro Luis Antonio, 2050 – São Paulo/SP

28/11 | 9h às 14h
Propriedade intelectual e acesso a medicamentos

Marcela Vieira, coordenadora do GTPI (Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual)

5/12 | 9h às 13h
Encerramento

MAIS INFORMAÇÕES:
OBORÉ PROJETOS ESPECIAIS
reporterdofuturo@obore.com
11 2847.4567

www.obore.com

Fonte: Com informações da Oboré

Imagem: Divulgação/Oboré