A JORNALISTA

Nunca tive dúvidas sobre qual profissão escolher.

Era daquelas que levava puxão de orelha do pai por ficar frequentemente atrás da porta ouvindo conversas alheias; que adorava ler os clássicos da literatura, imaginando-me escrevendo livros melhores que aqueles (a louca rs); que me indignava (e continuo me indignando) com as injustiças sociais, nutrindo o desejo de poder mudar o mundo com o meu texto; que sempre gostou de escrever (em especial nos momentos de tristeza ou revolta); que recebia elogios da professora de Língua Portuguesa nas aulas de redação e que, principalmente, gostava (e gosta) de estar no meio da muvuca e de ser a primeira a comunicar os acontecimentos.

Quando finalmente chegou a época do vestibular, me atirei de cabeça no jornalismo. Pensei também em artes cênicas, mas era bem uma segunda opção.

Comecei o curso na UNESP (Universidade Estadual Paulista), em Bauru.  Deixei Sampa, minha cidade natal, para viver o sonho de fazer jornalismo em uma universidade pública.

Acabei transferindo para a UMESP (Universidade Metodista de São Paulo) um ano e meio depois, quando percebi que, voltando para a terrinha, eu poderia ter mais chance de estagiar rapidamente na área.

Assim que voltei para São Paulo, consegui o sonhado estágio em jornalismo e com remuneração (em Bauru tive algumas experiências, mas praticamente pagando para trabalhar, apenas para começar logo na área). Atuei como locutora da rádio Metodista (emissora da própria faculdade), como redatora em uma das emissoras da Rádio Record e como repórter de um jornal voltado a brasileiros que moram no Japão, o International Press, ligado à rede NHK (emissora pública japonesa).

Me formei em 1999 e, desde então, são 15 anos trabalhando no jornalismo, com outras significativas experiências na bagagem. Fui repórter e colunista do portal IG, em 2000, bem na época de ouro da Internet, antes da fatídica bolha. Emprego dos sonhos, onde pude conviver com mestres da nossa Comunicação como Nizan Guanaes e Matinas Suzuki, e com Alexsandar Mandic, um dos pais da nossa Internet.

Depois trabalhei como redatora e repórter no Grupo Folha (Agência Folha e Folha Online), uma das minhas experiências mais importantes. Tive a oportunidade de cobrir acontecimentos e eventos emblemáticos, como os atentados de 11 de setembro de 2001 (um dos dias em que mais trabalhei na vida!), a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, e todo período das eleições presidenciais de 2002 (cobri diariamente o pleito, desde a fase da pré-campanha).

Fui editora de duas revistas segmentadas: a ANAVE (focada no mercado de papel e celulose) e a Professional Publish (voltada à indústria gráfica), experiência igualmente rica, que me permitiu comandar uma equipe formada por repórteres, designers e fotógrafo, e experimentar um texto mais solto e aprofundado, longe das amarras do jornalismo diário.

Também atuei do outro lado do balcão. Fui assessora de imprensa e gerente de comunicação de diversas organizações, dentre elas o Sindifisco Nacional/Delegacia Sindical de São Paulo (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil), para o qual faço consultoria de comunicação e marketing até hoje.

Confira minha trajetória na íntegra no Portal dos Jornalistas.

4 ideias sobre “A JORNALISTA

  1. Samir Rodrigues

    Por onde começou? Me formei em Jornalismo recentemente em Dez/2015, nunca pude deixar de trabalhar no administrativo de uma empresa pois não conseguiria arcar com os custos da faculdade, ou seja, não tenho experiência alguma com a profissão e estou a procura, me deparo com um mercado fechado e as minhas perspectivas são menores a cada dia. Você tem um conselho?

    Obrigado e parabéns pelo site.

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    1. pattypaixao Autor do post

      Oi Samir! Desculpe-me pela demora na resposta. Obrigada por acompanhar o blog 🙂
      Olha, continue tentando, tentando e tentando. Se você ama o Jornalismo, não desista. Como você não tem experiência na área, o conselho que te dou é que você monte um blog com seu portfólio e comece a construir esse portfólio pra ontem. Pense em pautas legais e faça reportagens por conta própria para o seu blog. Assim, quando pintar uma entrevista, você poderá dizer que trabalha como repórter freelancer e poderá passar o endereço do seu blog , para o empregador conhecer o seu talento. Crie pautas para revistas do mercado com as quais você tem afinidade. Por exemplo, você pode fazer uma reportagem pensando no público da revista Brasileiros. Pense numa pauta diferenciada, que ninguém fez e, depois que a reportagem estiver pronta, ofereça o texto, com belas imagens, para a revista. Se a matéria ficou legal, certamente eles terão interesse em publicar. E, se publicarem, é portfólio pra você, o que te ajudará em futuras entrevistas de emprego, entendeu? Estude o público-alvo e a linha editorial de publicações que você gosta e ofereça reportagens focadas nessas publicações. Pode ser um caminho. Não desista não. Conheço alguns colegas na sua situação que se formaram e uns três anos depois, mesmo sem ter experiência, conseguiram finalmente ingressar na área. Se você ama a profissão e é dedicado, uma hora vai rolar. Boa sorte!! ❤

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  2. Mariana Caldeira

    Olá Patricia, vim aqui dizer que te admiro muito!! Sempre acompanho o blog e me dá muita inspiração, pois nestes tempos de crise, ando muito desanimada, pois acontece varias entrevistas mas sempre fica no “entraremos em contato em breve” e estou no 5 período em jornalismo e até hoje não consegui um estágio. Enfim, queria dizer que seu blog trás inspiração não só pra mim, mas para vários outros jornalistas e futuros jornalistas!!! Abraços 😀

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