Arquivo da categoria: #Ficaadica

Curso ensina técnicas e estratégias para um bom texto jornalístico

 

 

startup-593327

Ministradas em um clima agradável e intimista, as aulas abordam da redação à edição do texto jornalístico, oferecendo dicas para atrair o leitor (Crédito da imagem: Pixabay)

*Redação Formando Focas

Qualquer que seja a área em que o jornalista vá atuar (redação, assessoria de imprensa ou comunicação corporativa), ter um texto atrativo, coerente e preciso é pré-requisito.

Mesmo quem deseja trabalhar com TV ou com rádio, precisa saber construir um bom texto, para envolver o telespectador ou ouvinte.

O curso “Técnicas e estratégias para redação e edição de texto jornalístico”, oferecido pelo Centro de Formação Profissional do Formando Focas, é especialmente voltado a quem deseja aperfeiçoar a produção textual, do momento da redação à edição.

Além de ensinar técnicas e estratégias para construir uma abertura atrativa e garantir que as declarações dos entrevistados apareçam no texto de forma interessante e correta, o curso oferece dicas sobre como usar os elementos gráficos (título, linha fina, intertítulos e olhos) para conquistar o leitor.

Com duração de três horas, ele é oferecido para turmas pequenas, para assegurar um clima intimista. Assim os professores podem focar nas dúvidas e necessidades de cada aluno.

As aulas são ministradas no Lobo Centro Criativo, na Vila Mariana (próximo ao metrô), que conta com um espaço bastante agradável.

espaço Lobo

Lobo Centro Criativo

O investimento é de R$ 50,00 (para quem garantir a inscrição no primeiro lote – clique aqui para se inscrever). O curso oferece certificado.

Confira abaixo o conteúdo programático e o currículo dos professores:

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

– Qualidades de um bom texto jornalístico: estilo, coerência, coesão, clareza e precisão.

– Como tornar o texto envolvente com o uso de recursos da literatura.

– Técnicas para a construção de aberturas atrativas.

– Como selecionar, editar e inserir as declarações dos entrevistados no texto jornalístico.

– Como transformar os elementos gráficos (título, linha fina, intertítulos e olhos) em “iscas” para atrair o leitor.

– Não erre mais: dicas práticas para melhorar a qualidade do seu texto.

*SOBRE OS PROFESSORES:

Patrícia Paixão

22156929_10213594572074012_386811431_n

Jornalista e mestre em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e doutoranda pela Universidade de São Paulo (USP), no Programa de Integração em América Latina (PROLAM). É professora do curso de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Universidade Anhembi Morumbi. Também lecionou na Uniban Brasil, FIAM-FAAM e FAPSP. É fundadora do blog Formando Focas, colunista dos portais IMPRENSA e Comunique-se, além de organizadora dos livros “Mestres da Reportagem” e “Jornalismo Policial: Histórias de quem faz”. Possui quase 20 anos de experiência na área jornalística. Foi repórter do portal IG e da Folha de S.Paulo e editora das revistas segmentadas Professional Publish (indústria gráfica) e Anave (indústria de papel e celulose). Também atuou como gerente de comunicação do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (em São Paulo) e assessora de imprensa de diversas organizações.

Tânia Trajano

22185126_10213594573034036_898722937_n

Jornalista, com mais de 20 anos de experiência na área. Atuou como repórter, chefe de redação e editora de publicações voltadas aos segmentos de negócios, economia, comunicação e marketing. É Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero (2002) e Especialista em Teoria da Comunicação, pela Faculdade Cásper Líbero (1999). É professora contratada da Universidade Paulista desde 2006. É sócia diretora da TT Projetos Editoriais, especializada na produção de conteúdo para as áreas de marketing e comunicação, e atua como colaboradora para veículos desses segmentos. É co-autora do livro “Marketing e Comunicação para Pequenas Empresas”, editado pela Novatec.

Eduardo da Rocha Marcos

22192957_10213594574354069_635814201_n

Jornalista com 25 anos de experiência, trabalhou como repórter em publicações segmentadas e foi redator e editor-assistente na Agência Folha (Grupo Folha). Atua como docente no Ensino Superior há 13 anos. É graduado em Jornalismo e mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. Possui cursos de extensão pela Universidade de Andalucía (Espanha) e pela Universidade de Paris-V (França). É ainda especialista em Literatura pela PUC-SP e, atualmente, doutorando em Letras pelo programa de Pós-Graduação da Universidade Mackenzie. Leciona disciplinas técnicas de jornalismo na Universidade Paulista (UNIP) desde agosto de 2004.

** Atenção: os cursos serão ministrados por apenas um dos professores e, dependendo do tipo de aula, em duplas

 

Formando Focas lança cursos para estudantes de jornalismo

textofoto.jpg

Crédito: Pixabay

Técnicas de produção do texto jornalístico e estratégias para realizar um bom TCC são os temas dos dois primeiros cursos oferecidos pelo Centro de Formação Profissional do blog

*Patrícia Paixão

Cada vez mais competitivo e exigente, o mercado jornalístico demanda de estudantes e profissionais recém-formados conhecimentos comprováveis da prática da profissão. Ainda que seja um contrassenso fazer esse tipo de exigência de quem está numa fase de aprendizado, essa é uma realidade que não pode ser ignorada.

As matrizes curriculares das faculdades de Jornalismo progrediram muito, nos últimos anos, no oferecimento de experiências de mercado aos alunos, mas, ainda assim, não conseguem dar conta, com profundidade, de todas as habilidades exigidas por quem busca profissionais na área.

Muitas vezes os estudantes sentem a necessidade de fazer cursos extracurriculares para suprir carências sentidas na sua graduação, e para estarem mais aptos ao que o mercado vem exigindo. O problema é que, na maioria das vezes, esses cursos possuem valores que estão bem além da capacidade financeira do aluno, que já luta a duras penas para arcar com a mensalidade da faculdade.

Pensando nesse cenário, o Formando Focas, que há dois anos vem se dedicando a oferecer dicas e conteúdo especialmente direcionado aos estudantes de jornalismo, lançou, em setembro, durante o evento do seu 2º Aniversário (realizado em 16/09/17, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo), o seu Centro de Formação Profissional.

O objetivo é promover cursos em formatos especialmente voltados a alunos de Jornalismo e com valores acessíveis.

Durante esses dois anos à frente do blog tenho recebido diversas mensagens de estudantes pedindo dicas de cursos, que possam complementar sua formação profissional. A questão do valor alto das propostas disponíveis no mercado é uma reclamação constante.

Os estudantes também se queixam do jeito muitas vezes formal e conservador com que aprendem determinado conteúdo. Foi aí que, conversando com a professora Tânia Trajano e o professor Eduardo Rocha, ambos da Universidade Paulista (Unip), nasceu a ideia de criarmos o Centro de Formação Profissional.

A proposta do Centro do Formando Focas é oferecer cursos no formato de aulas de imersão, com 3 horas de duração, sobre temáticas interessantes, com turmas de, no máximo, 20 alunos.

As aulas serão oferecidas no Lobo Centro Criativo, espaço agradável e inovador. Localizado próximo ao metrô Vila Mariana, as salas são equipadas com cadeiras e puffs, para que o estudante possa ter uma experiência de aprendizado mais informal, rica e atrativa.

espaço Lobo

Lobo Centro Criativo

Inicialmente os cursos serão oferecidos na modalidade presencial, para estudantes da cidade de São Paulo, mas a ideia, com o tempo, é estendermos as propostas, na modalidade de ensino a distância, para todo o país.

Os primeiros cursos ofertados, previstos para 28 de outubro e 18 de novembro, serão:

*Técnicas e estratégias para redação e edição do texto jornalístico

*Chegou a hora do TCC: como fazer um trabalho nota 10.

PARA SE INSCREVER NOS DOIS PRIMEIROS CURSOS OFERTADOS E SABER MAIS SOBRE O CONTEÚDO, CLIQUE AQUI.

O Centro de Formação ainda pretende oferecer outros cursos, com base no interesse dos estudantes de Jornalismo. E você pode nos ajudar a selecionar os melhores cursos, respondendo a uma breve pesquisa neste link.

Participe! Aprenda com quem tem conhecimento, experiência e paixão pela arte de ensinar o Jornalismo.

Confira abaixo os currículos dos professores:

*Patrícia Paixão

22156929_10213594572074012_386811431_n

Jornalista e mestre em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e doutoranda pela Universidade de São Paulo (USP), no Programa de Integração em América Latina (PROLAM). É professora do curso de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Universidade Anhembi Morumbi. Também lecionou na Uniban Brasil, FIAM-FAAM e FAPSP. É fundadora do blog Formando Focas, colunista dos portais IMPRENSA e Comunique-se, além de organizadora dos livros “Mestres da Reportagem” e “Jornalismo Policial: Histórias de quem faz”. Possui quase 20 anos de experiência na área jornalística. Foi repórter do portal IG e da Folha de S.Paulo e editora das revistas segmentadas Professional Publish (indústria gráfica) e Anave (indústria de papel e celulose). Também atuou como gerente de comunicação do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (em São Paulo) e assessora de imprensa de diversas organizações.

*Tânia Trajano

22185126_10213594573034036_898722937_n

Jornalista, com mais de 20 anos de experiência na área. Atuou como repórter, chefe de redação e editora de publicações voltadas aos segmentos de negócios, economia, comunicação e marketing. É Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero (2002) e Especialista em Teoria da Comunicação, pela Faculdade Cásper Líbero (1999). É professora contratada da Universidade Paulista desde 2006. É sócia diretora da TT Projetos Editoriais, especializada na produção de conteúdo para as áreas de marketing e comunicação, e atua como colaboradora para veículos desses segmentos. É co-autora do livro “Marketing e Comunicação para Pequenas Empresas”, editado pela Novatec.

*Eduardo da Rocha Marcos

 

 

22192957_10213594574354069_635814201_n

Jornalista com 25 anos de experiência, trabalhou como repórter em publicações segmentadas e foi redator e editor-assistente na Agência Folha (Grupo Folha). Atua como docente no Ensino Superior há 13 anos. É graduado em Jornalismo e mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. Possui cursos de extensão pela Universidade de Andalucía (Espanha) e pela Universidade de Paris-V (França). É ainda especialista em Literatura pela PUC-SP e, atualmente, doutorando em Letras pelo programa de Pós-Graduação da Universidade Mackenzie. Leciona disciplinas técnicas de jornalismo na Universidade Paulista (UNIP) desde agosto de 2004.

Cinco livros que são verdadeiras aulas de grande reportagem

Tela

*Por Patrícia Paixão

Ler ficção é ótimo, mas você, que é amante do jornalismo, já experimentou se entregar a livros que trazem os bastidores de grandes reportagens?

Vale muito a pena! Além de ser inspirador, é maravilhoso para aprender como dar novos olhares a assuntos tidos como desgastados, descobrir e valorizar personagens, conhecer diferentes técnicas de entrevista, pesquisa de campo e observação.

Recomendo cinco obras em especial. A seguir, você conhecerá um pouco cada uma delas:

O Olho da Rua – Uma Repórter em Busca da Literatura da Vida Real

elianebrum-livro.jpg

 

Uma verdadeira obra-prima do jornalismo literário brasileiro. Escrito pela diva-musa-suprema Eliane Brum (sim, eu amo essa mulher), o livro traz histórias incríveis de brasileiros de diversos cantos do país, como dona Ailce, que teve seus últimos 115 dias de vida retratados por Eliane (ela tinha um câncer terminal. Prepare-se para chorar rios com esse texto lindo).

As narrativas são construídas de maneira extremamente atrativa, com uso de metáforas, rimas e vários outros recursos da literatura, que Eliane sabe tão bem usar. Você percebe que cada termo do texto foi estrategicamente escolhido para encantar o leitor. Eliane age tal como um escultor que trabalhou com ardor e paixão cada pedacinho da sua obra.

O livro aborda realidades duras do nosso país, como a das mães do tráfico (há uma história de uma mãe que perdeu dois filhos na guerra do tráfico e, por isso, já pagava o caixão do terceiro que estava vivo, sabendo que ele era o próximo a morrer), o conflito entre arrozeiros, ONGs, políticos e índios em Raposa Terra do Sol, em Roraima, ou o cotidiano dos que vivem em um asilo.

Não bastasse tudo isso, após cada reportagem, Eliane oferece um making of, contando os bastidores de produção da matéria, com seus erros e acertos.

Um dos livros mais tocantes e importantes que já li. Sempre obrigo meus queridos aluninhos a lerem, cobrando o conteúdo dele em prova. FUNDAMENTAL!

Editora: Arquipélago Editorial

http://www.arquipelago.com.br/

Tempo de Reportagem – Histórias que Marcaram Época no Jornalismo Brasileiro

audálio-dantas

Se Eliane Brum é uma diva-musa-deusa-suprema, imagine só o gabarito de quem foi um de seus grandes inspiradores?

Refiro-me ao Mestre Audálio Dantas, o homem que descobriu Carolina Maria de Jesus, lhe dando voz e valor. O homem que foi um dos primeiros a dar o lugar de protagonista, em suas matérias, para brasileiros anônimos, esquecidos pelo próprio país. O homem que ajudou a revolucionar a linguagem do nosso jornalismo, com um estilo criativo, autoral.

No livro “Tempo de Reportagem – Histórias que Marcaram Época no Jornalismo Brasileiro”, Audálio oferece ao leitor verdadeiras joias: suas históricas matérias feitas para a Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo) e para a Cruzeiro e a Realidade, as duas revistas que inauguraram o gênero grande reportagem no Brasil.

Antes de cada texto, o leitor é agraciado por um comentário de Audálio, com curiosidades e bastidores do processo de produção da matéria.

Além da célebre reportagem com os diários de Carolina Maria de Jesus (“O Drama da Favela escrito por uma Favelada”, publicada na Folha da Manhã, em 1958), que teve tanta repercussão que acabou proporcionando à Carolina o lançamento do livro “Quarto de Despejo”, traduzido para 13 idiomas, “Tempo de Reportagem” traz a matéria “Povo Caranguejo”. Publicado na Realidade em 1970, o texto é até hoje um case estudado nas salas de aula de jornalismo, pela maneira criativa como foi construído.  Audálio escreveu a matéria sob duas óticas: a dos caçadores de caranguejo do povoado Nossa Senhora do Livramento (PB) e a da caça (os caranguejos fugindo dos caçadores, no mangue).

Vale ainda destacar a reportagem “Circo do Desespero”, que reflete  a grande sensibilidade de Audálio ao mostrar o lado trágico de um conhecido concurso carnavalesco de dança dos anos 60, onde pobres brasileiros, esquecidos por diversas instâncias do Estado e pela sociedade, dançavam literalmente quase até morrer, para conseguirem ganhar um prêmio, que tornaria possível a realização de sonhos bastante importantes, como o de fazer a cirurgia de um filho.

Livro sensacional! Obrigatório, porque simplesmente é uma vergonha ser jornalista sem conhecer bem o trabalho de Audálio Dantas.

Editora: LeYa Brasil

http://www.leya.com.br/

Instinto de Repórter

elvira-livro

Nesta obra a super repórter investigativa Elvira Lobato, homenageada na edição de 2016 do Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), também traz suas principais reportagens, contando ao leitor os bastidores de produção dos textos.

Elvira que foi repórter especial da Folha de S.Paulo por muitos anos, especializada no nicho das Telecomunicações, revela algumas técnicas interessantes utilizadas para obter informações para algumas de suas matérias, por exemplo quando se tornou acionista da Petrobras e da Oi para investigar mais a fundo essas empresas.

O ramo do jornalismo investigativo é um dos mais instigantes e difíceis para quem atua na profissão, e demanda estratégias e tecnologias especiais, como a técnica da infiltragem ou a câmera escondida.

É muito interessante conhecer as estratégias que Elvira utilizou para fazer suas reportagens, e observar como a curiosidade e a coragem são elementos essenciais para quem deseja atuar nessa área.

Editora: Publifolha

http://publifolha.folha.uol.com.br/

Narrativas de um correspondente de rua

mauri-konig-livro

Mauri König é um dos mais premiados jornalistas brasileiros e um dos meus repórteres investigativos prediletos. Nada escapa ao seu faro. Suas reportagens são voltadas a apontar chagas sociais brasileiras. Em um de seus primeiros trabalhos de destaque, como repórter do jornal O Estado do Paraná, sofreu graves agressões ao denunciar o caso de adolescentes brasileiros recrutados para o serviço militar paraguaio. Teve que fingir que já estava morto, ficando imóvel no chão, para parar de ser agredido e evitar a morte real.

No livro “Narrativas de um correspondente de rua”, König traz esta e outras 14 reportagens premiadas que fez para a Gazeta do Povo (quando era repórter especial do jornal), também oferecendo comentários sobre os bastidores de produção dos textos.

Como muito bem descreve o texto da editora Pós Escrito, o livro, finalista do Prêmio Jabuti de 2009, denuncia “a dura realidade de pessoas que pertencem ao Brasil que não deu certo. São crianças, adultos e idosos que sobrevivem e trabalham em condições desumanas, explorados de maneira inescrupulosa por aqueles que detêm o poder econômico. Em cada reportagem, é possível vislumbrar o compromisso de Mauri com um jornalismo que luta por uma sociedade melhor, para que não sejam desperdiçadas mais vidas.”

Não dá pra não ler!

Editora: Pós-Escrito

http://www.editoraposescrito.com.br/

Mestres da Reportagem

mestresdareportagem-livro

Não é porque foi feito por mim e pelos meus alunos de Jornalismo da extinta FAPSP (Faculdade do Povo), mas este livro é IMPRESCINDÍVEL a todos que desejam ser bons repórteres. Como disse o “repórter do século” José Hamilton Ribeiro, que fez o prefácio da obra (em um e-mail que enviou para mim logo após o lançamento, em 2012), trata-se de “uma das coisas mais importantes já feitas sobre jornalismo/reportagem entre nós”.

O livro traz 30 entrevistas pingue-pongue com renomados repórteres brasileiros. Além de José Hamilton Ribeiro: Ricardo Kotscho, Elvira Lobato, Carlos Wagner, Renato Lombardi, Marcelo Rezende, Percival de Souza, Sônia Bridi, Luiz Carlos Azenha, Agostinho Teixeira, Adriana Carranca, Bruno Garcez, Mauri König, Valmir Salaro, Tatiana Merlino, Paula Scarpin, Roberto Cabrini, Leandro Fortes, Cid Martins, Eliane Brum, Goulart de Andrade, Giovani Grisotti, César Tralli, Geneton Moraes Neto, Regiani Ritter, Marcelo Canellas, José Arbex Jr., Ernesto Paglia, Sílvia Bessa e Gérson de Souza.

Afora discutir a importância da reportagem e as principais técnicas para a produção desse gênero jornalístico, a obra resgata a trajetória profissional dos jornalistas entrevistados e revela os bastidores de produção das principais matérias que eles fizeram. Lendo o livro, por exemplo, você conhecerá as técnicas que Roberto Cabrini usou para encontrar PC Farias (que estava foragido) em Londres em 1993, ou curiosidades sobre os bastidores de grandes entrevistas que foram feitas pelo mestre Geneton Moraes Neto, que infelizmente nos deixou em 2016. Imperdível!

E a sequência do livro, o Mestres da Reportagem II, está quase saindo do forno. Mais uma vez organizados por mim, alunos de diferentes faculdades de jornalismo do país entrevistaram dezenas de grandes nomes da nossa reportagem, dentre eles Audálio Dantas, Clóvis Rossi, Mário Magalhães, Rubens Valente e Sérgio Dávila. Aguarde!

Editora: In House

http://inhousestore.com.br/

OBS1: Procure as principais livrarias ou diretamente as editoras, para adquirir as obras. Caso algum dos livros esteja esgotado, procure em sebos ou em sites como o Estante Virtual. Vale todo esforço para não ficar sem ler essas joias.

OBS2: Esse artigo foi publicado originalmente no portal Comunique-se, onde sou colunista.

 

Mandamentos importantes no uso do gravador de voz ou “não dê chance para o capeta”(rs)

smartphone-431230_1920

Gravar apenas com o celular pode ser arriscado/Crédito: Pixabay

*Por Patrícia Paixão

São recorrentes em sala de aula os casos de alunos que me procuram para lamentar uma entrevista perdida pelo mau uso ou por uma pane no gravador de voz.

E se há uma situação constrangedora, MUUUITO CONSTRANGEDORA, é ter que ligar para aquele entrevistado super ocupado e renomado, com o qual você usou todos os argumentos possíveis para conseguir um horário, e dizer: “Perdi a entrevista que fiz contigo. Você pode me conceder outra?”

Não!!!!!!!! Que vergonha alheia esse tipo de situação!! E é chato com todos os tipos de entrevistado, e não só com os famosos.

Das duas uma: ou o entrevistado se negará a conceder outra entrevista ou, se for muito bonzinho e quiser te ajudar, concederá a entrevista, mas não com a mesma empolgação e com os detalhes ditos na primeira vez em que conversou contigo.

Com base nos erros mais frequentes cometidos por aqueles que perdem a entrevista, preparei CINCO MANDAMENTOS IMPORTANTES NO USO DO GRAVADOR DE VOZ.

São básicos, são óbvios, mas ainda assim (pasme!) muitas vezes não são seguidos.

Vamos a eles:

1 –   Não gravarás apenas com o celular. Use preferencialmente o gravador de voz digital e, se conseguir, mantenha os dois gravando ao mesmo tempo (o gravador e o celular). Muitos alunos procuram-me lamentando-se de que estavam gravando apenas com o celular e, de repente, a bateria do aparelho acabou e não conseguiram terminar a entrevista. No caso da gravação pelo celular, lembre-se de manter o aparelho no modo “Não perturbe”, para evitar que pessoas te liguem ou mandem mensagem no momento da entrevista, interrompendo a gravação. Algumas baterias de celulares ficam fracas muito rapidamente com o uso de recursos multimídia. Esteja atento a isso. Gravar apenas com o celular é sempre um risco;

2 –   Verificarás se as pilhas do gravador estão em bom estado. Isso para que o aparelho não pare de funcionar durante a entrevista, por conta de pilha fraca. Não confie nas pilhas que já estavam dentro do gravador, troque-as por novas sempre antes de cada entrevista;

3 – Olharás para o gravador a cada cinco minutos (durante a entrevista), para ver se ele permanece gravando. Sim, coisas “sobrenaturais” acontecem como capetas que desligam o gravador do nada, sem que você perceba (rs). Já aconteceu comigo. Acredite!

4 – Não comprarás o gravador no dia da entrevista, tampouco o testarás minutos antes de se encontrar com o entrevistado. A chance de não saber mexer adequadamente no aparelho a tempo de fazer a entrevista é grande. Não dê chance para o azar. Seja prevenido comprando o aparelho bem antes e fazendo diferentes testes nele;

5 –   Assim que terminar a entrevista, salvarás o arquivo no seu computador e em um pen drive (por segurança), e retirarás as pilhas do gravador, para evitar que ele seja acionado sem querer na bolsa, e apague o conteúdo gravado. De novo: coisas “sobrenaturais” acontecem naquele dia em que você está com a sorte a seu favor…

Siga as dicas e, assim, terá sua estimada entrevista em total segurança 🙂

Sindicato dos Jornalistas promove evento com a participação do Formando Focas

COMO CONSEGUIR

*Patrícia Paixão

No próximo dia 8 de abril, o Formando Focas participará de uma programação especial que o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo vai oferecer a estudantes de jornalismo e profissionais recém-formados.

O evento, que acontece em comemoração ao Dia do Jornalista (celebrado em 7 de abril), com a parceria da Associação Profissão Jornalista,  será realizado das 14h às 18h, no auditório Vladimir Herzog, sede da entidade.

Na ocasião, eu, Patrícia Paixão, responsável por este blog,  oferecerei a oficina “Como conseguir um estágio em jornalismo”, com dicas sobre como preparar o currículo e como se portar em uma entrevista de estágio na área.

Levarei comigo, para dividir experiências com o público, os meus queridos e eternos alunos Beatriz Sanz, estagiária do El País, e Kaique Dalapola, estagiário do R7 e integrante da Ponte Jornalismo.


O evento ainda contará com uma palestra muito legal sobre “Empreendedorismo no ecossistema do jornalismo”, com o jornalista Dal Marcondes.

Tudo é gratuito (o sindicato oferece certificado), mas as vagas são limitadas. Garanta a sua!

As inscrições serão feitas apenas por e-mail, pelo endereço:  cursos@sjsp.org.br

Espero você lá! ❤

SERVIÇO

Como conseguir um estágio em Jornalismo e Empreendedorismo no Ecossistema do Jornalismo

Local: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (auditório Vladimir Herzog), –  Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja – Vila Buarque – Próximo ao metrô República.

Programação:

13h30 – 14h00 – Credenciamento

14h00 – 16h00 – Primeiro tema: Estágio em Jornalismo

Atividade 1 – “Oficina – Como conseguir um estágio em Jornalismo”, com Patrícia Paixão, jornalista e mestre em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e doutoranda pela Universidade de São Paulo (USP) no Programa de Integração em América Latina (PROLAM). Patrícia é professora do curso de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Universidade Anhembi-Morumbi. É editora do blog Formando Focas, voltado a estudantes de jornalismo, colunista dos portais IMPRENSA e Comunique-se, além de organizadora dos livros “Mestres da Reportagem” e “Jornalismo Policial: Histórias de quem faz”.

Atividade 2 – Depoimentos  “Experiência como estagiário”, com os estagiários Beatriz Sanz, estudante da São Judas e estagiária no El País, e Kaique Dalapola, estudante das Faculdades Integradas Rio Branco e estagiário do Portal R7 e integrante da Ponte Jornalismo.

16h00 – 16h30 – Café

16h30 – 17h30 – Segundo tema: “Empreendedorismo no ecossistema do jornalismo

O modelo de trabalho do jornalismo no século 20 está em profunda transformação. Há ainda algumas empresas que mantém a velha fórmula, no entanto com cada vez menos profissionais em seus quadros. E já surgem novos modelos de jornalismo que incorporam tecnologia em sua realização e na forma de chegar até os leitores/espectadores/ouvintes/internautas. Vamos conversar sobre esse cenário e as oportunidades para novos e velhos jornalistas

Com Dal Marcondes, jornalista formado pela ECA/USP com especialização em Economia, Ciência Ambiental/USP e mestrando em Modelos de Negócios do Jornalismo Digital/ESPM-SP – Prublisher do Portal Envolverde (www.envolverde.com.br) vice-presidente da Associação Profissão Jornalista (APJor) e presidente da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.

17h30 – 18h00 – Encerramento

 

Aprenda a criar um blog jornalístico

blogging-336375_1920

Crédito: Pixabay

*Patrícia Paixão
Segundo o “Patrícia Paixão Instituto de Pesquisa”, três a cada cinco alunos de jornalismo pensam em criar um blog como plataforma para divulgação dos seus textos.

A ideia é ótima e tem mais é que ser implementada. Quem dera na minha época de estudante ter a chance de não depender de um empregador para divulgar minhas matérias a um amplo público, incluindo leitores de outros países, e a um custo praticamente nulo.

A grande questão é que hoje todo mundo tem blog e você, como costuma dizer sua mãe (risos), não é todo mundo. Você é jornalista ou está estudando pra ser um.

Se você digitar a palavra “blog” no nosso querido oráculo Google, verá que aparecerão mais de  6.950.000.000 resultados. Descontando os textos que discutem sobre o assunto, como este, boa parte dos endereços refere-se aos blogs propriamente ditos.

É muita gente com páginas de conteúdo relevante e confiável, mas também uma porrrrrrrrrada de cidadãos com blogs que trazem mais do mesmo e erros de informação.

Hoje, com todos os internautas sendo ao mesmo tempo emissores e receptores das mensagens, espera-se de nós, jornalistas, um conteúdo inovador e bem-apurado, com credibilidade.

E como garantir o sucesso do seu blog, transformando-o em uma fonte jornalística de referência, diante de tantos e tantos blogs presentes na web?

Faça um check list nas dicas abaixo para saber se você está no caminho certo:

*Aposte na segmentação: 
A segmentação é uma tendência cada vez mais forte no meio jornalístico, e a internet é um excelente meio para isso, pois permite a conversa com um público específico. Blogueiros que tratam de diferentes assuntos (desde o jogo do Corinthians contra o São Paulo à operação Lava Jato) tendem a ser esquecidos no mar de páginas da web. Poucas pessoas (com exceção dos seus amigos e familiares) vão se interessar em saber sobre a sua opinião a respeito de diferentes assuntos, a não ser que você seja uma celebridade. As pessoas buscam informações na web que sejam úteis para assuntos que lhes interessam. E na internet tem gente aficionada nos mais diversos assuntos, de mitologia grega a unhas artísticas. Aposte numa temática para o seu blog, preferencialmente um assunto que você entenda e goste bastante. Procure pesquisar o máximo possível sobre aquele tema e tente oferecer, na maior parte das vezes, conteúdos exclusivos aos seus leitores. Se você é fã de quadrinhos, por exemplo, monte um blog que buscará trazer informações relevantes sobre o que acontece neste universo, transformando-se em uma das principais fontes de informação sobre o assunto. Você verá que logo logo as pessoas que se interessam por aquele tema vão começar a recomendar sua página para seus pares.

*Crie um nome interessante
A menos que você seja conhecido, evite usar o seu nome como domínio do blog. Faça um brainstorming (a famosa tempestade de ideias), colocando no papel diferentes sugestões de nomes que sejam atrativas e criativas. Depois, procure algumas pessoas que fazem parte do seu público-alvo e peça a ajuda delas para escolher o nome mais adequado. É importante que o nome selecionado tenha a ver com o tema escolhido para o blog e/ou com o público-alvo. Isso fará com que sua página seja mais facilmente encontrada na busca do Google, por pessoas que gostam daquela temática. Exemplo, o meu blog se chama “Formando Focas” e é voltado a estudantes de jornalismo e jornalistas recém-formados. “Focas” é o termo convencionalmente utilizado para definir o público do meu blog. Portanto, as pessoas que são focas ou pesquisam sobre “focas” no Google certamente se sentirão atraídas pela minha página.

*Elabore uma identidade visual
Imagem é tudo, inclusive na web. Existem diversas plataformas gratuitas na internet para a criação de blogs. Escolha em uma delas um template interessante, atrativo e organizado, preferencialmente algo que combine com a sua temática e seu público-alvo. Opte por um layout que possa oferecer uma experiência de leitura agradável ao leitor. Cuidado com fundos pretos e azul escuro, que podem dificultar a leitura ou mesmo templates muito poluídos. Na minha opinião, quanto mais clean melhor. No cabeçalho, tente colocar um logotipo seu, que seja sua identidade. Tenha um menu com as seções do seu blog bem dispostas. Exemplo: entrevistas, reportagens, artigos, dicas. Sim, é importante que você crie essas seções. Isso ajudará o leitor a entender os diferentes tipos de conteúdo que você disponibiliza na sua página.

*Invista em reportagens e entrevistas
Nada pode irritar mais no momento de pesquisar uma informação na web do que encontrar o famoso “blog achismo”. Sabe aquela página em que a pessoa escreve textos que são mera opinião de boteco, como se tivesse o respaldo de um Elio Gaspari ou outro articulista com dezenas de anos de carreira para emitir aquela opinião? Conforme já dito, o público quer informação exclusiva e que venha de fontes com respaldo. Por isso, aposte em reportagens que tragam especialistas sobre aquele assunto, pessoas que são admiradas pelo seu universo de leitores. O mesmo vale para o gênero entrevista pingue-pongue. Faça pingues com celebridades naquela temática que você está abordando. A audiência da sua página certamente irá bombar. Pensa numa página sobre MPB, por exemplo, que traz uma entrevista exclusiva com Chico Buarque, furando lindamente toda grande imprensa. Sacou? 😉 Além disso, se você é jornalista, a reportagem e a entrevista PRECISAM ser seu diferencial em relação a blogueiros de outras áreas. Não abra mão disso! Hoje há muitos blogueiros que furam a grande imprensa com entrevistas e reportagens. Isso está ao alcance de qualquer jornalista. Basta um pouco de tesão e amor pela profissão. Sei que tem especialista bam bam bam que vai dizer que o blog não tem a obrigação de trazer reportagem, mas, no caso do blog jornalístico, considero esse diferencial obrigatório.

*Preste serviço!
Invista em textos que procurem oferecer dicas e os famosos “passo a passo”, especialmente no formato de tópicos, como este que você está lendo. A internet tem essa característica de prestação de serviço, de trazer conteúdos que ajudam as pessoas a entenderem e a resolverem os mais diferentes problemas. Pesquise quais dicas e serviços são pertinentes para o seu público-alvo e mãos à obra.

*Use a linguagem adequada
Cada meio de comunicação exige um determinado tipo de linguagem. Em blogs, normalmente é utilizada uma linguagem bem mais informal, quase que pessoal (com pitadas do estilo do blogueiro), do que a empregada na grande imprensa. Usar uma linguagem formal em um blog seria como usar um vestido social ou um terno num passeio no Parque do Ibirapuera. O público-alvo também influencia no modo como os textos são escritos. Numa página com a temática de moda, por exemplo, é importante o uso de jargões e expressões típicas da área.

* Respeite a Língua Portuguesa
Erros gramaticais podem colocar em xeque a credibilidade do seu blog. Como confiar num conteúdo escrito fora dos padrões da norma culta da Língua Portuguesa? Revise sempre e várias vezes os textos antes de postá-los. Todos temos problemas com a nossa Língua, que é bastante complexa, mas isso não pode ser uma desculpa para os erros. Por sermos jornalistas, costumamos ser bem mais cobrados pelo público nesse sentido.

*Empregue o hipertexto e o formato multimídia
O ambiente web exige um formato de texto hiperlinkado, que interaja com diversos outros textos, levando o internauta a diferentes complementos de leitura. Portanto, quando montar sua reportagem para o blog, crie hiperlinks no meio do texto que levem o leitor para outras páginas, onde ele poderá se aprofundar em tópicos interessantes abordados ao longo da matéria. A internet hoje também se diferencia dos outros meios pela convergência midiática (vídeo, áudio, fotos, tudo no mesmo veículo). Por isso, ao produzir uma reportagem ou entrevista para o seu blog, tente colocar um vídeo ou podcast que complemente o conteúdo escrito ou mesmo uma galeria de imagens, com várias cenas do conteúdo abordado.

*Atualize com frequência
Esse é um ponto bastante importante. De nada adianta você criar um belo blog, se você não for atualizá-lo com frequência. O leitor entrará uma, duas, três vezes e, ao notar que o conteúdo permanece o mesmo, acabará esquecendo da sua página. Para criar uma fidelização com o público é importante ter sempre conteúdo novo. O ideal seria você atualizar seu blog todo dia, mas, se não conseguir, tente colocar algo relevante nele pelo menos três vezes por semana. Uma dica é cadastrar o seu blog como “veículo jornalístico” em empresas como o Comunique-se ou o Maxpress que fornecem mailing list (lista de contatos de jornalistas) às assessorias de imprensa. Se você fizer isso, passará a receber das assessorias de imprensa (que verão no seu blog um canal de divulgação) informações sobre eventos e outras atividades importantes que estão acontecendo sobre o assunto abordado na sua página e, assim, terá mais conteúdo para colocar no blog. Exemplo, hoje no Formando Focas recebo releases (textos jornalísticos divulgados pelas assessorias de imprensa) sobre eventos na área de jornalismo. Esses releases muitas vezes me dão ideias de conteúdo para o blog.

*Crie uma página no Facebook e um perfil no Twitter
Depois que você estiver com o blog 100%, com todas as dicas anteriores seguidas, crie uma página no Facebook e um perfil no Twitter para ele. O Facebook, em especial, será excelente para projetar seu blog para pessoas do público-alvo que você escolheu (lá é possível divulgar o seu site, fazendo uso da segmentação – você escolhe a idade, o gênero e interesses do público). Você pode impulsionar, a um preço bem baixo, aquelas postagens do seu blog que considerar mais importantes e, com isso, irá atrair muitas curtidas e seguidores. No Facebook você pode até colocar mais posts que no blog. Aliás, não só pode como deve, já que essa rede exige uma atualização ainda mais constante. O mesmo vale para o Twitter. Busque links de interesse do público do seu blog e bora compartilhar nessa mídia social. Sempre que possível, tente usar como raiz desses links o seu blog, para levar o público para a sua página. No Facebook, você ainda poderá fazer transmissões ao vivo, oferecendo dicas e discutindo assuntos interessantes com o seu público-alvo. Isso estreitará bastante o contato com os seus fãs e seguidores. É muito legal!

Fez o check list? Então, bora arrasar como blogueiro-repórter 🙂
OBS: Texto publicado anteriormente em 17/11/2016, no portal IMPRENSA, no qual sou colunista.

Fotógrafos promovem ação em 11/09 para ajudar companheiro de trabalho

camera1

Restos da câmera do fotógrafo Vinicius Gomes, destruída pela PM durante protesto em SP/ Crédito: Lost Art

 

*Por Michelli Oliveira

Em 31/08, o fotógrafo Vinicius Gomes, 19, foi agredido pela Polícia Militar e teve seu equipamento destruído, durante o ato contra o presidente Michel Temer, que assumiu o poder indiretamente, após a decisão do Senado de afastamento da presidente Dilma Rousseff.

O protesto teve como ponto de concentração a avenida Paulista e tinha como intuito terminar na frente da redação do jornal Folha de São Paulo. Manifestantes que desciam a avenida Consolação foram surpreendidos em frente à Universidade Presbiteriana Mackenzie pela tropa de choque da Polícia Militar, que começou a remessar bombas de efeito moral e balas de borrachas.

Já próximo à Folha, alguns manifestantes e profissionais da imprensa que registravam o ato, dentre eles Vinicius Gomes, foram agredidos por policiais.  “Estava junto com os outros fotógrafos, quando o policial chegou e falou: é você!. Começaram a me dar porrada. Um policial jogou minha câmera no chão, vi a lente indo para um lado e o corpo para outro”, relata Gomes.

Vinicius foi detido juntamente com o fotógrafo William Oliveira, 27, que registrou a cena da agressão policial. Ele levou quatro pontos na cabeça, que foi aberta por golpes de cassetetes.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, os fotógrafos foram detidos por terem atirado garrafas e pedras na PM. Vídeos e fotos do momento mostram que Vinicius e os outros fotógrafos encontravam-se parados na hora da abordagem.

 

camera2

Vinícius Gomes, que foi agredido e teve a câmera destruída pela PM/Crédito: Diego Coelho

 

Vinicius é negro e morador da periferia da cidade de São Paulo.  “Imagine se cada jovem negro decidir ocupar os espaços que é dele por direito, se cada negro decidir ser fotógrafo e registrar o que nos acontece nas ruas”, questiona.

Companheiros de profissão realizarão neste domingo (11/09) um varal em frente ao Masp, para tentar ajudar Vinicius a comprar uma nova câmera.

“Venderemos prints no valor de R$ 30,00. Os prints, no tamanho 20×30,  foram doados por vários fotógrafos, para ajudar o Vini a recuperar sua câmera. Se cada pessoa que passar por lá puder parar para dar uma olhada e se solidarizar com a causa, comprando uma foto, será uma forma de ajudar um profissional da imprensa a recuperar seu equipamento e a resistir a censura do Estado imposta pela força”, afirma William Oliveira.

Vinicius depende do equipamento para poder trabalhar.

Além da venda das fotos está acontecendo uma vaquinha colaborativa no site Catarse. Para colaborar, basta acessar https://www.catarse.me/apoieamidianegra

*Michelli Oliveira é minha aluna de jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Menina super batalhadora e engajada, defensora da comunidade negra e da causa feminista.  Ela escreve, a meu convite, para o Formando Focas.