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Carta de um recém-formado em jornalismo para um estudante do ensino médio

*Rubens Rodrigues

Fala, Moleque!

Sabe aquele sonho que você projetou há dez anos? Venho te falar que ele se realizou. Você se formou! Você é jornalista e eu tenho um baita orgulho do caminho que percorreu até chegar aqui. Te escrevo não apenas para te parabenizar, mas para relembrar do quanto você foi forte nesse percurso.

Você nunca foi fã do Racionais, muito menos do gênero musical que o grupo canta, mas recentemente tá ouvindo bastante, né? Talvez porque algumas de suas letras fazem você refletir e lembrar do quanto foi difícil a caminhada.

“É necessário sempre acreditar que o sonho é possível. Que o Céu e o limite e você, truta, é imbatível. Que o tempo ruim vai passar, é só uma fase. E o sofrimento alimenta mais a sua coragem.”

Lembra daquele pivete de 14 anos que ia pra escola com camisa de time, que só falava de futebol na sala, e, nas aulas de Educação Física, brincava de narrar futebol e entrevistar os jogadores? Hoje não é mais brincadeira. Os entrevistados não são mais os amigos. Hoje você é um profissional do jornalismo.

Na escola você não via a hora da aula acabar pra assistir aos programas esportivos. Gostava de se informar sobre o mundo da bola. Durante as passagens de cada repórter, sonhava: “Um dia o GC será Rubens Rodrigues em vez de Fernando Fernandes, Nivaldo De Cillo, Felipe Kileing, Marcio Gontijo, João Paulo Vergueiro, Fábio Neves, Sandro Gama e outros repórteres que apareciam nos programas “Jogo Aberto” e “SPA Acontece”. Você já até conheceu e entrevistou alguns desses repórteres, né? Você é diferenciado moleque! É esforçado, dedicado e tem um amor pelo jornalismo gigante.

Antes de se matricular na faculdade, você inventou de trabalhar de auxiliar de caravana, só para conhecer e estar dentro de uma emissora de TV. Saía convidando todo mundo para ir aos programas, principalmente os da TV Bandeirantes, pela qual você tem uma paixão indescritível. Você sempre foi curioso, mas, ao mesmo tempo, ingênuo. Tirava dinheiro do seu bolso para pagar as pessoas para irem na plateia, tudo isso para não dar mancada com as produtoras dos programas. Já quando estava prestes a parar de fazer caravana, descobriu que foi enrolado por uma das caravanistas. Nunca viu a cor do dinheiro que deveria receber por levar as pessoas aos programas. Chateou-se demais com isso, mas relevou.

Lembra de quando você foi muito mal no ENEM e não conseguiu ingressar na faculdade? Se achou incapaz, ficou magoado, não queria mais cursar faculdade. Chegou a pensar que a faculdade só era para quem estudava em escola particular. Quase desistiu, porque não tinha condições de pagar uma faculdade tão cara. Depois de um ano e meio, conseguiu uma bolsa de 50% e ingressou seus estudos na FAPCOM. No fim daquele primeiro semestre foi o único da turma que pegou DP. O script se repetia: se achou incapaz, ficou magoado, chorou….

Mas tu era foda, moleque. Trabalhava à noite em uma empresa de ônibus em Santo Amaro, ia para faculdade (Vila Mariana) virado do trampo, chegava em casa em Embu Guaçu (Grande São Paulo) por volta das 14h para dormir até as 17h30, porque tinha que ir trabalhar. Era compreensível as DPs porque você tinha rotina muito intensa e era seu primeiro contato com a vida acadêmica. Não era igual o ensino médio.  Tinha que ralar para tirar a média que era 8.0. Era difícil, mas você precisava dar um trampo para pagar a faculdade.

Moleque, quando você criou o Blog Bola Rolando tu me encheu de orgulho. Lembro que era apenas para escrever sobre futebol. Viu que deveria ter algo de diferencial em relação aos demais blogs. Então resolveu criar um quadro de entrevistas com cronistas esportivos. Essa sua paixão pelo jornalismo sempre me deixou orgulhoso. Cara, você lembra quando foi para frente do espelho ensaiar para fazer sua primeira entrevista com um jornalista esportivo? Você era chato quando queria entrevistar. Mas estava fazendo apenas a função de jornalista: ser persistente. No Bola Rolando tu fazia tudo cara: produtor, pauteiro, repórter, cinegrafista, editor.

Você cresceu ouvindo rádio e, com o tempo, começou a acompanhar futebol somente pelo dial. Gosta da emoção que esse veículo proporciona. Viu que o rádio seria um bom lugar para trabalhar. Ligou por muitas vezes nas redações das rádios pedindo para visitar e acompanhar um programa esportivo para ver como funciona. Foi muito chato. Ligava a cada 10 minutos até que conseguiu. Batia cartão na extinta Bradesco Esportes FM.

Lembra de quando você falou pela primeira vez ao vivo numa rádio? Apresentou um programa musical com jornalismo na Rádio Paradise FM (Rádio Comunitária da sua cidade). Era da hora ver você se entregando tanto.

E a sua primeira experiência com a reportagem, tá lembrado? Eu tô falando daquela reportagem da Virada Esportiva que você foi voluntariado. Com apenas  um mês de faculdade, você se inscreveu para cobrir a Virada Esportiva e foi lá e fez o trabalho bem feito, né? A reportagem foi parar no site da prefeitura de São Paulo. E lembra de quanto você recebeu? MUITO! A experiência que você adquiriu ali foi crucial para seu aprendizado, moleque! Você ainda estava aprendendo o que era lide, e conseguiu fazer uma boa cobertura.

Você lembra quando brincava de ser repórter da Band? Assistia ao jogo anotando tudo. Quando acabava, ia para frente do computador (que não tinha internet), escrevia a matéria daquele jogo, colocava em um pen drive e ia para a Lan House no outro dia, só para confirmar as informações na internet.  Completava a reportagem e imprimia. Lembro que às vezes a matéria saía ali mesmo na folha do caderno da escola. Todas eram assinadas como Rubens Rodrigues, repórter da Rádio e TV Bandeirantes. Essas matérias você tem guardadas e, às vezes, quando vê que tá difícil, vai lá na caixa e pega as reportagens pra matar saudade.

Você foi um moleque doido pelo jornalismo esportivo e sempre sonhou em trabalhar na TV Band. Era o canal que você mais assistia, porque não tinha TV a cabo e era a emissora que mais tinha programação esportiva. Sua história relembra os antigos narradores que iam para campo de várzea narrar. Você pediu pro seu irmão fazer um microfone de madeira para “brincar” de entrevistar os jogadores. Mandou confeccionar uma camisa de “reportagem” só para se sentir um repórter na beira dos gramados dos campos de várzea de Embu-Guaçu. O microfone era de Karaokê com o fio cortado, a canopla era de madeira com adesivo da Band, que mais tarde daria lugar ao logo do seu blog. Você sempre foi louco rsrs.  

Na Copa do Mundo, gostava de fazer coberturas ao vivo. Cada jogo do Brasil ia para a casa dos amigos e fingia entrar em link ao vivo para ver como estava o ambientes dos brasileiros, saber das expectativas dos torcedores. Para isso, você promovia uma credencial semelhante aos dos jornalistas que trabalhavam na Copa. Já disse que você era louco, né?

Tenho muito o que relatar aqui, mas preciso te alertar de uma coisa: o mercado jornalístico tá bem complicado. Preciso dizer que estou orgulhoso do Rubens que se formou. Ele amadureceu e vê o jornalismo hoje muito diferente de quando era moleque. Hoje ele entende que não existe jornalista que trabalha só com esporte, e sim jornalista que deve saber falar de tudo. Hoje o Rubens escreve para uma grande agência de jornalismo que fala de periferia.

Hoje as pessoas encontram o Rubens e perguntam o que ele vai fazer da vida, uma vez que terminou a faculdade e não está trabalhando na área. “E aí? Agora que terminou a faculdade, você vai trabalhar na TV quando? Ou vai ficar trabalhando em uma gráfica?” Eles não entendem que o Rubens trabalha na área. Na Agência Mural o trabalho lá é bem feito. Ele consegue ter o tesão pelo jornalismo, quando elabora a pauta, entrevista, vai atrás de fonte e senta para escrever.

O Rubens hoje pensa em investir no seu canal para falar de futebol, já que não tem um trampo fixo no jornalismo. O Rubens não quer abandonar o Bola Rolando, porque cada entrevista, texto, reportagem tem uma história que ele lutou muito para conseguir. O Rubens formado tem um recado para o Rubens estudante do ensino médio:

“Obrigado por nunca ter desistido do jornalismo. Obrigado por cada lágrima derramada, sejam elas de alegria por pisar pela primeira vez em um estádio de futebol para reportar um jogo, ou porque estava se formando e viu que não estava trabalhando diretamente com futebol. Rubens, tá difícil, tá foda, tá complicado, mas não desiste não, cara. Lute muito! Nunca foi fácil e nem será. Eu espero que daqui um tempo você possa estar escrevendo outra carta e, nela, você estará ainda melhor do que agora.”

*Rubens Rodrigues acabou de se formar em Jornalismo pelas Faculdades Integradas Rio Branco. Ele escreve para a Agência Mural de Jornalismo das Periferias.

A todos que temem não vencer no jornalismo

*Patrícia Paixão


Boas histórias são para serem compartilhadas. Elas inspiram, elas ajudam a convencer quem pensa em desistir, elas enchem nossos corações de esperança.

Essa é uma história muito bonita sobre uma aluna de jornalismo.
Me lembro do primeiro dia em que dei aula para a Deise Dantas. Pedi que cada aluno se apresentasse para mim e, quando chegou a vez da Deise, ela me encurralou:

“Professora, quero que você seja extremamente sincera. Sou mais velha e estou há muito tempo sem estudar. Eu vou ter chance no mercado jornalístico? Vou conseguir um estágio? Pergunto isso, pois, caso eu não tenha chances, eu vou desistir do curso”.

Eu não costumo vender um “mundo Poliana” aos meus alunos. Com um aperto no peito, encarei Deise e disse a verdade. Expliquei que o mercado dá preferência sim a pessoas mais jovens, que é competitivo e cruel. Mas destaquei que, apesar desse cenário desfavorável, já tive alunos e alunas mais velhxs que, por terem um amor imenso pelo jornalismo, dedicaram-se e perseveraram muito, muito mesmo, conseguindo uma vaga na área.

Deise, então, prosseguiu no curso, mas insegura, sempre duvidando da sua capacidade, do seu texto. Eu permanecia estimulando-a, tentando convencê-la sobre seu potencial.


Em 2015 a faculdade em que eu e Deise estávamos (lá eu era professora e coordenadora do curso de jornalismo) fechou repentinamente. Eu, ela e outros centenas de alunos e professores ficamos desamparados. Consegui me recolocar em um mês, mas muitos dos meus pupilos permaneciam no desespero. A mensalidade na Faculdade do Povo era bem acessível, e eu só conseguia pensar na situação de alunos queridos como a Deise, que dificilmente poderiam arcar com uma mensalidade puxada em outra instituição com a qualidade da FAP. Sim, a Faculdade do Povo era maravilhosa. Tinha quatro estrelas no Guia do Estudante e nota 4 no MEC. Que orgulho daquela faculdade!!


Graças à generosidade e à ajuda da amiga Patrícia Rangel, coordenadora nas Faculdades Integradas Rio Branco, eu, Deise e muitos alunos da FAP fomos acolhidos. Tive que deixar a instituição poucos meses depois (havia conseguido aulas em outras duas universidades e estava muito puxado), mas Deise encontrou na Rio Branco professores maravilhosos. Dentre eles Patrícia Ceolin, Carina Macedo Martini, Renata Carraro e André Rosa de Oliveira, que acabou se tornando seu orientador de TCC.


Ontem eu tive a oportunidade, nesses reencontros maravilhosos que Deus nos proporciona por intermédio dos nossos amigos, de ser avaliadora da banca da Deise. Eu analisei seu livro-reportagem chorando de emoção. Deise, que desconfiava tanto do seu texto, escreveu uma obra linda, com perfis de integrantes de um movimento de luta por moradia em Taboão da Serra. E eu que falei tanto sobre Eliane Brum com Deise, vi vários parágrafos em seu livro que parecem ter sido escritos pela diva do nosso jornalismo. Deise hoje é uma JORNALISTA madura e muito boa. UMA JORNALISTONA dessas que farão a diferença na nossa área, que honrarão a natureza social da profissão.


Ela conseguiu entrar na área. Está fazendo estágio, feliz e orgulhosa das suas conquistas. Deise venceu. Como diz o título do seu livro-reportagem, ela foi do “Chão ao céu”.


E hoje eu sou uma professora boba, rindo sozinha pelos cantos, lembrando da jornalista maravilhosa em que Deise se transformou.

Áudio documentário discute machismo no meio esportivo

*Patrícia Paixão

Quando começou, na década de 1980, a repórter e apresentadora Regiani Ritter adentrava vestiários masculinos para entrevistar jogadores e técnicos, quebrando estereótipos e preconceitos. Em 1991, quando foi eleita a melhor jornalista esportiva do Estado de São Paulo, pelo jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas, chegou a ouvir um comentário malicioso, que tentava desqualificar sua legítima conquista (Regiani concorreu no prêmio com 600 jornalistas homens). 

Passadas algumas décadas, o machismo persiste no meio esportivo. Apesar de a cada dia mais mulheres cobrirem a área, muitas jornalistas continuam ouvindo insultos, sendo assediadas e tendo suas qualificações questionadas.

Com o objetivo de dar luz ao assunto, os estudantes do sexto semestre de Jornalismo da Universidade São Judas – Beatriz Alves, Herson Scotti, Mariana Lima e Murilo Batista – produziram um áudio documentário, como parte do Projeto Interdisciplinar do curso, que traz Regiani Ritter e outras vozes importantes.

Participam ainda como entrevistadas no DOC a nadadora de alto rendimento Joana Maranhão; a comentarista, narradora e jornalista esportiva da Rede Vida, Elaine Trevisan; a torcedora do movimento “Toda Poderosa Corintiana”, Denise Bonfim; além da jornalista esportiva Christiane Mussi, uma das idealizadoras do manifesto “Deixa ela trabalhar” (lançado em março de 2018 e amplamente divulgado em diferentes mídias) contra o assédio às repórteres nos estádios e na cobertura esportiva em geral.

As entrevistas relatam casos de machismo vividos por elas e comentam sobre o cenário vivido hoje pelas mulheres no jornalismo esportivo, apontando caminhos a serem seguidos.

Confira o DOC na íntegra a seguir:

Crédito da imagem: Pixbay

SEO no jornalismo: não dá para ignorar ou ter preconceito

*Patrícia Paixão

SEO no jornalismo? Tô fora! Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe. Sou jornalista e meu negócio é texto. O que vale é pensar em uma boa pauta, ir a campo, encontrar histórias interessantes, fazer diversas entrevistas e escrever a reportagem de forma atrativa, com um belo lead e um desenvolvimento que mantenha o leitor ligado no texto. Isso basta!

Correto?

ERRADO!!!

Num momento em que a internet é o mais fácil e barato meio para a divulgação de conteúdo, e em que há zilhões de conteúdos na web concorrendo com o seu, é uma falha ignorar as técnicas e estratégias para que sua matéria seja encontrada facilmente no Google e em outros buscadores (como Bing e Yahoo).

Como aplicar o SEO no jornalismo?

Já há algum tempo a sigla SEO vem merecendo especial atenção nas principais redações do país e, há muito mais tempo, nas redações do mundo.

São as técnicas de Search Engine Optimization (SEO) que vão fazer com que aquele seu texto, que levou horas ou até dias de esforço de reportagem, seja encontrado na internet e lido. Por meio do uso de palavras-chave, o SEO faz com que um determinado conteúdo seja melhor posicionado nos buscadores. E a melhor posição é sempre o topo.

De acordo com o jornalista e especialista em marketing digital, Almir Rizzatto, 80% das pessoas ficam apenas na primeira página do Google ao pesquisarem um determinado conteúdo na internet.

Portanto, estar na primeira ou segunda posição na página de busca é ESSENCIAL! “Quanto mais alto você estiver, mais pessoas clicarão na sua reportagem”, explica Rizzatto.

E você precisa estar no topo organicamente, ou seja, bem rankeado para aparecer nas buscas feitas pelos usuários. O bom posicionamento orgânico tem mais valor que um anúncio feito no Google Ads, por exemplo.

“Basta pensar um pouquinho no que as pessoas costumam dar mais valor quando abrem um jornal. É para uma reportagem que exalta determinado produto ou para um anúncio que fale dele? O conteúdo tem sempre mais credibilidade que a publicidade”, argumenta Rizzatto.

Fazer um curso de SEO é uma ótima pedida na hora de aprimorar o seu currículo para uma vaga de estágio. Na verdade, é uma questão de sobrevivência no jornalismo, cada dia mais ligado ao marketing digital. Muitas vagas de emprego, seja em redação, comunicação corporativa ou marketing content, exigem do candidato o conhecimento em SEO.

Mas, afinal, como utilizar o SEO no jornalismo?

Almir Rizzatto, que ministra o curso SEO para Jornalistas, oferece algumas dicas.

A primeira delas é definir uma palavra-chave para o seu texto. É importante verificar se essa palavra-chave (que pode ser um termo ou expressão, e não necessariamente somente uma palavra) vem sendo procurada por seu público-alvo nas buscas feitas na internet.

Outra dica é escrever o texto pensando no que o leitor deseja ler, e só depois adequar o texto para o SEO. Assim, você escreve com mais liberdade, sem prejudicar a qualidade da matéria.

Você deve incluir a palavra-chave escolhida no título, no primeiro parágrafo e nos intertítulos do seu texto. Mas atenção! Verifique a densidade da palavra  (ou seja, quantas vezes ela aparece no seu texto). Você tem que respeitar a densidade de 2,5%. Ou seja, se o seu texto tem 500 palavras, a palavra-chave só pode aparecer até 2,5% desse número.

E tem muitas outras dicas importantes. Quer conhecer mais? Vale muito a pena fazer o curso ministrado pelo Almir Rizzatto. Eu fiz e recomendo MUITO! O Almir é fera demais no assunto, além de ser uma simpatia!

Para saber sobre as próximas turmas, acesse: www.almirrizzatto.com.br

 

Curso oferece dicas e técnicas para um bom TCC em Jornalismo

 

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O momento de elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso é um dos mais complexos e desgastantes para o estudante universitário. É importante conhecer todos os pré-requisitos para o desenvolvimento de um bom TCC, especialmente considerando as exigências feitas pelas bancas que avaliam as diferentes modalidades de TCC em Jornalismo.

Pensando nisso, o Centro de Formação Profissional do Formando Focas oferece o curso “Chegou a hora do TCC: como fazer um trabalho nota 10”, voltado especialmente aos alunos que defenderão o TCC em 2019 e 2020.

“Temos experiência de mais de dez anos como orientadoras e avaliadoras de Trabalhos de Conclusão de Curso. Sabemos que quanto antes o aluno recebe orientações sobre o TCC, melhor consegue se planejar e desenvolver um bom trabalho. Neste curso o foco é totalmente voltado a preparar os estudantes para esta que é a fase mais importante da graduação”, explica Patrícia Paixão, uma das professoras do CFP Formando Focas.

O curso, que tem duração de três horas e oferece certificado, será ministrado na manhã do dia 20/10 (sábado), no Lobo Centro Criativo, localizado na Vila Mariana, próximo ao metrô.

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Lobo Centro Criativo

“Optamos por trabalhar com turmas pequenas para assegurar um clima intimista. Podemos focar nas dúvidas e necessidades de cada aluno, o que melhora o nível de aprendizado”, explica a professora Tânia Trajano, que também faz parte do CFP Formando Focas.

Ela lembra que fazer um TCC de qualidade não é importante apenas para a conclusão do curso, como ajuda os recém-formados a se posicionarem melhor na profissão. “Quem consegue realizar um bom trabalho sai da universidade muito mais confiante no seu potencial, até porque conseguiu colocar em prática diversas habilidades desenvolvidas durante o curso”, diz.

A professora Patrícia Paixão avaliza a opinião de Tânia e complementa: “Já tivemos alunos que, após a banca, lançaram no mercado seus livros-reportagens ou documentários, conseguindo a primeira oportunidade de emprego como jornalista, em função dessa projeção”.

O investimento é de R$ 60,00 para quem garantir a vaga no primeiro lote. Para o segundo lote, o custo é de R$ 80,00. As vagas são limitadas.

Para se inscrever, basta entrar neste link.

Confira a seguir o conteúdo programático e os currículos dos professores.

Conteúdo programático:

*Os critérios de noticiabilidade como norte na escolha do tema (ineditismo, interesse público, empatia etc.);

*A escolha da mídia ou modalidade mais adequada (livro-reportagem, livro fotográfico, reportagem para TV, reportagem para rádio, reportagem para revista, reportagem para jornal, reportagem multimídia, documentário para TV, documentário para rádio, site, plano de assessoria de imprensa etc.);

*A fase da pauta e do planejamento: levantamento das fontes de referência, fontes documentais, fontes bibliográficas e personagens a serem entrevistados/consultados;

*Criação de um cronograma de execução de cada fase do TCC;

*A apuração e a importância da pesquisa de campo;

*A implementação do trabalho (redação, edição e diagramação, no caso de mídia impressa; roteiro e edição no caso de TV e rádio etc.);

*Os segredos de um bom relatório: como montar um adequado e consistente quadro teórico e como atender às normas da ABNT.

Currículos das professoras:

Patrícia Paixão

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Jornalista e mestre em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e doutoranda pela Universidade de São Paulo (USP), no Programa de Integração em América Latina (PROLAM). É professora do curso de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Universidade Anhembi Morumbi. Também lecionou na Uniban Brasil, FIAM-FAAM e FAPSP. É fundadora do blog Formando Focas, colunista dos portais IMPRENSA e Comunique-se, além de organizadora dos livros “Mestres da Reportagem” e “Jornalismo Policial: Histórias de quem faz”. Possui quase 20 anos de experiência na área jornalística. Foi repórter do portal IG e da Folha de S.Paulo e editora das revistas segmentadas Professional Publish (indústria gráfica) e Anave (indústria de papel e celulose). Também atuou como gerente de comunicação do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (em São Paulo) e assessora de imprensa de diversas organizações.

Tânia Trajano

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Jornalista, com mais de 20 anos de experiência na área. Atuou como repórter, chefe de redação e editora de publicações voltadas aos segmentos de negócios, economia, comunicação e marketing. É Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero (2002) e Especialista em Teoria da Comunicação, pela Faculdade Cásper Líbero (1999). É professora contratada da Universidade Paulista desde 2006. É sócia diretora da TT Projetos Editoriais, especializada na produção de conteúdo para as áreas de marketing e comunicação, e atua como colaboradora para veículos desses segmentos. É co-autora do livro “Marketing e Comunicação para Pequenas Empresas”, editado pela Novatec.

 

Dicas sobre livro-reportagem e jornalismo na TV marcam 3º aniversário do Formando Focas

 

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*Por Amanda Stabile

Fotos: Cadu Bazilevski e Sidney Barbalho de Souza

O blog Formando Focas, voltado a oferecer dicas e conselhos para estudantes de jornalismo, celebrou seu terceiro aniversário no último sábado (25/08), com evento gratuito no auditório Vladimir Herzog, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

“Ele foi criado em 2015 e desde então vem crescendo. Começou com meus alunos seguindo e hoje já conta com mais de 36 mil seguidores no Brasil inteiro”, explicou a autora do blog, Patrícia Paixão, que também é professora universitária e jornalista. “Rumo aos 50 mil!”, brincou.

O evento se iniciou com a mesa “O livro-reportagem como TCC”, na qual André Guimarães, autor do livro Gérson de Souza – Um repórter em extinção; Luciana Faustine, autora de À flor da pele: o impacto da internação compulsória na vida dos hansenianos e de seus filhos sadios; e Sidney Barbalho de Souza, autor de Marcelo Canelas – Por um jornalismo humanista, falaram acerca dos bastidores de produção de seus livros-reportagem.

Luciana Faustine explicou que a ideia de seu tema surgiu quando ainda cursava o segundo semestre da faculdade. “Eu estava conversando com uma professora de fotografia e ela me falou sobre uma amiga que também era jornalista. Mais tarde, pesquisando sobre ela, vi uma pauta que ela tinha proposto sobre o impacto da Hanseníase na vida dos filhos e familiares”, recordou. “Eu achei interessante a proposta, vi vídeos e pesquisei sobre o assunto. Quando chegou a hora de fazer o TCC eu falei ‘eu vou fazer sobre isso’”, complementou.

Helena, uma das personagens entrevistadas no livro, estava presente no evento. Ela foi separada dos seus pais – portadores da doença – logo no nascimento e afirma que há fatos sobre a internação deles que ela só tomou conhecimento a partir do livro. “É muito importante que tudo que a gente passou aqui no Brasil seja divulgado, para por um fim nos preconceitos quanto a hanseníase. Ela é como qualquer outra doença. E tem cura!”, afirmou.

A dica que Sidney Barbalho deixou para aqueles que também desejam um livro reportagem como TCC foi, caso seja uma obra biográfica, que a primeira entrevista seja feita com o personagem principal. Assim, a partir dessa conversa é possível estabelecer o ponto de partida para conhecer todas as demais pessoas que fazem parte dessa história.

Ele também enfatizou a importância da pesquisa – antes do primeiro contato é necessário pesquisar a história do personagem para embasar as questões e perguntar coisas relevantes – e do planejamento. “Eu estive em 5 estados diferentes em que o Canellas foi passando, em que a vida dele foi construída. Por isso, é preciso um planejamento financeiro, para estipular todos os gastos e honrar com o compromisso de todos os entrevistados”, afirmou.

André Guimarães alertou para o tempo de dedicação que um livro reportagem exige de seu autor.  “Uma coisa que vai acontecer no seu TCC é você ter de abrir mão de alguns momentos – com a sua família, de ir ao teatro, de sair. Mas você não vai estar perdendo com isso”, disse. “Porque, no meu caso, cada vez que eu ouvia novamente a entrevista eu aprendia mais e mais”.

Para ele, sua maior gratificação foi ver a emoção de Gerson de Souza e de sua família, no lançamento do livro. “A atenção que eles me deram ao dizer que a história deles não ia morrer nunca mais. Isso para mim não tem preço”, recordou.

A segunda mesa, “Reportagem, emoção e simpatia: é possível sim unir tudo!”, contou com a participação de Gérson de Souza, repórter especial da Record TV e de Fernanda Elnour, da TV TEM, afiliada da TV Globo em Sorocaba.

Gerson falou um pouco sobre a sua trajetória jornalística, passando pelo rádio e pela televisão, sempre com reportagens humanizadas e descontraídas. “Eu me lembro que uma vez eu fui advertido por alguém da chefia, que eu não podia colocar a mão no entrevistado”, relembrou. “Eu não só toco na pessoa, como eu abraço e até beijo”, brincou.

Fernanda diz que, diferentemente de Gerson, já iniciou sua carreira na TV na época do jornalismo mais humanizado. “Hoje em dia somos muito cobrados para fazer um jornalismo mais humano, com passagens participativas e com interação com a população”, disse.

Ao final da conversa, houve um novo lançamento dos volumes 2 e 3 da série Mestres da Reportagem, que reúne entrevistas com os maiores jornalistas do país, feitas por alunos e ex-alunos de Patrícia Paixão, organizadora do livro. Também houve o sorteio de alguns livros, inclusive Gérson de Souza – Um repórter em extinção, que foram autografados pelo repórter.

*Amanda Stabile é estudante do 5º semestre de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ela escreve como colaboradora do Formando Focas.

Livro revela bastidores de solidariedade na cidade-mãe da equipe Chapecoense

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*Patrícia Paixão

Foto: Patrícia Saraiva/Divulgação

Se eu tenho orgulho dos meus alunos? Muuuuuuuuuuito! E como não ter?? Eles sempre me surpreendem com trabalhos jornalísticos maravilhosos.

A jornalista Tatiane Cordeiro, que foi minha aluna na Faculdade do Povo (FAPSP) e nas Faculdades Integradas Rio Branco, acaba de lançar um livro que rendeu elogios e contou com a presença (no primeiro lançamento ocorrido em São Paulo) do prefeito de Chapecó Luciano Buligon (PSB).

A obra mostra Chapecó sob uma perspectiva não trabalhada na imprensa. Conta a história da cidade e toda rede de solidariedade de seus moradores, a partir do trágico acidente com o time de futebol Chapecoense, em 28 de novembro de 2016.  O avião que levava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, caiu  a poucos quilômetros da cidade colombiana.

O livro, que é resultado do Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo da Tatiane nas Faculdades Integradas Rio Branco,  mostra histórias de vida e de superação no município que tem mais de 200 mil habitantes e se destaca pela agroindústria e pelo turismo.

Com 114 páginas, a obra traz entrevistas com diversos personagens da cidade, dentre eles o jornalista Rafael Henzel, um dos sobreviventes do acidente com voo da Chapecoense.  Segundo Tatiane, a entrevista aconteceu seis meses após o acidente. “Henzel falou sobre a tragédia e o milagre de ter sobrevivido. Foi muito importante poder realizar este capítulo tendo ele como entrevistado”, descreve a jornalista.

O livro ““CHAPE: solidariedade que vai além do campo – Histórias da cidade de Chapecó” terá um novo lançamento, desta vez na cidade natal de Tatiane, o município de Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo. O evento será realizado no dia 21 de agosto (terça-feira), às 19h, no Centro Cultural de Mogi das Cruzes. Se você é mogiano, NÃO PODE PERDER!!!

Tati, que orgulho vê-la brilhar com um livro-reportagem tão lindo. Te amo ❤

Serviço 

Lançamento do livro “CHAPE: solidariedade que vai além do campo – Histórias da cidade de Chapecó
Data: 21 de agosto de 2018
Horário: 19:00
Local: Centro Cultural de Mogi das Cruzes
Endereço: Praça Mon. Roque Pinto de Barros, 360 – Centro, Mogi das Cruzes/SP