Professores de jornalismo, repórteres e estagiários comemoram 2º aniversário do blog Formando Focas

Fotos de Cadu Bazilevski

*Por Amanda Stabile 

No sábado, 16/09, ocorreu a comemoração do segundo aniversário do blog Formando Focas, no auditório Vladimir Herzog, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo. O evento, comandado pela professora universitária e jornalista Patrícia Paixão, responsável pela página, abordou temas como estágios, desafios da profissão e jornalismo em tempos de internet, através da inteiração dos estudantes de comunicação com profissionais renomados do campo jornalístico.

O evento se iniciou com uma mesa entre os professores Eduardo Rocha Marcos e Tânia Trajano, da Universidade Paulista (Unip), e Patrícia Paixão, da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Universidade Anhembi Morumbi, com o tema “Seu professor é seu primeiro empregador”. O bate-papo levou dicas para os universitários e abordou pontos fundamentais para se conseguir um bom estágio na área de comunicação, tais como: ser proativo e ter boa postura acadêmica, dominar as normas língua portuguesa, ser apaixonado pela profissão e investir em projetos e cursos complementares à faculdade.

“O professor é a primeira pessoa que pode auxiliar na entrada do aluno no mercado de trabalho”, comentou Patrícia Paixão. Os professores ainda alertaram sobre o cuidado com o português nos posts em redes sociais, porque estas são uma vitrine para os empregadores na hora da contratação. A dica de Eduardo Marcos para melhorar a escrita dos textos é treinar: “É como no futebol, se você está cobrando a falta errado, treine esse ponto”, disse.

Ser apaixonado pela sua profissão e demonstrar essa paixão nas entrevistas de estágio é fundamental, tanto quanto investir em cursos e projetos complementares à faculdade, pois como explica Tânia Trajano: “O currículo do jornalista já começa a ser formado na faculdade”. Nas entrevistas de emprego, mesmo que o universitário não tenha outras experiências profissionais, apresentar o portfólio de matérias publicadas pode ser uma forma de se destacar.

Uma dica extra apresentada pelos professores é explorar os recursos que a era tecnológica oferece. A criação de um blog jornalístico é uma boa opção para dar visibilidade aos conteúdos, podendo render prestígio ao aluno e chamar a atenção dos empregadores. Os docentes também salientaram que é importante a postagem não apenas de textos opinativos, mas também de reportagens, que é o que dá credibilidade ao veículo.

Uma novidade anunciada pelos professores da mesa foi o lançamento do Centro de Formação Profissional do Formando Focas, que oferecerá cursos voltados para a área de comunicação. Patrícia contou que a ideia partiu das reclamações dos estudantes por não terem cursos voltados para tal campo com preços acessíveis e aulas dinâmicas de áreas especializadas do jornalismo. ”A gente pensou em um modelo de baixo custo, com ambientes mais descontraídos e salas com menos alunos”, complementou Tânia.

Dando continuidade aos diálogos, Vinicius Vieira, estagiário do SESC Jundiaí, Wallace Leray, estagiário do Sebrae-SP, e Daniele Amorim, estagiária da revista Época, foram convidados para contar sobre suas experiências e contribuir com mais dicas aos espectadores do evento. Dois pontos principais foram abordados: a necessidade de ter alguém que os indique para uma vaga de emprego e a importância da persistência. “Antes de entrar no veículo em que eu estagio atualmente, eu levei vários nãos. Fui por 2 anos seguidos em 6 dinâmicas da mesma empresa, mas mesmo assim eu persisti”, recorda Daniele.

No segundo bloco a mesa contou com a presença de Aiana Freitas (BandNews FM), Vitor Guedes (Agora São Paulo e Seleção SporTV), Bruno Ribeiro (Estadão) e Andreia Meneguete (repórter da Vogue). Os profissionais abordaram a questão das qualidades necessárias para ser um repórter na atualidade. Dentre elas, foi citada a pró-atividade, saber fazer todos os processos jornalísticos, dominar a tecnologia e usar as redes sociais como aliadas: “Façam dessas plataformas algo que não existe. Algo relevante, algo jornalístico e vocês vão ganhar o mundo”, diz Meneguete.

Ao serem questionados sobre o que os mantêm na profissão, mesmo com todas as adversidades e barreiras da sociedade atual, a maior motivação citada foi a paixão pela profissão e pelo papel que esta desempenha na sociedade. “O jornalista sempre está no olho do furacão, mas quando sua matéria é publicada, você sente algo muito bom, que vicia e sair disso é sempre muito difícil”, ressaltou Bruno Ribeiro.

Ao final dos debates, alguns brindes foram sorteados, inclusive o livro “Gérson de Souza – Um repórter em extinção”, de 2014. Este livro, orientado por Patrícia Paixão, é fruto do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) de Jornalismo de André Guimarães, e conta sobre a vida e trajetória profissional do repórter especial da Rede Record.

*Amanda Stabile escreveu em caráter colaborativo para o Formando Focas. Ela é aluna do 3º semestre de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie

*Cadu Bazilevski, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, cedeu gentilmente as fotos feitas por ele ao Formando Focas  

 

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