“Não se faz nada e nem se vai muito longe sem informação”

A jornalista Nathalia Carvalho. Crédito: Arquivo pessoal

A jornalista Nathalia Carvalho. Crédito: Arquivo pessoal

*Por Isabela Alves

Ela é um dos pilares da reportagem de um dos principais portais de comunicação do Brasil: o Comunique-se.

Formada pela Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom), com pós-graduação em Cinema e Criação para Multimeios pela Universidade Anhembi Morumbi, sempre teve o Jornalismo “como primeira opção de curso” e viu na profissão “uma oportunidade de jogar luz em assuntos pouco discutidos, além de dar voz para as pessoas, ouvir e contar suas histórias”.

Nathália Carvalho, 26 anos, repórter do Portal Comunique-se, fala nesta entrevista sobre sua carreira, a importância do Jornalismo e sobre o projeto “Caravana do Jornalismo”, que vem marcando os 15 anos do grupo Comunique-se no país. Confira!

Qual é a sua formação?
Nathália Carvalho: Tenho 26 anos e trabalho como repórter desde 2009. Me formei em jornalismo pela Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom) e fiz pós-graduação em  cinema e criação para multimeios na Anhembi Morumbi,  além de outros cursos livres na área.

Por que decidiu cursar jornalismo?
NC: O Jornalismo sempre foi a minha primeira opção de curso. Não fui uma adolescente cheia de dúvidas quanto ao rumo profissional que ia seguir. Entrei na faculdade de jornalismo com 17 anos e não me arrependi. Sempre acreditei muito na comunicação como algo transformador e vi no jornalismo a oportunidade de jogar luz em assuntos pouco discutidos, além de dar voz para as pessoas, ouvir e contar suas histórias.

O que é jornalismo para você?
NC: O jornalismo é o que eu sou, é a minha vida. O jornalismo me dá a oportunidade de estar com grandes executivos da comunicação em um dia e no outro com jovens de comunidades carentes; me dá a chance de aprender diariamente com as histórias dos outros; O jornalismo é tudo que sou e tudo que ainda posso me tornar. Sou uma apaixonada pela profissão.

Qual é a importância do jornalismo para a sociedade?
NC: O jornalismo e a informação são essenciais para a sociedade. Não se faz nada e nem se vai muito longe sem informação, não é mesmo? O jornalismo registra a história em tempo real e é preciso muita responsabilidade para estar na área.

Por que essa profissão muitas vezes é desvalorizada?
NC: O modo de se fazer jornalismo passa há alguns anos por mudanças consideráveis e isso tem impactado em todas as redações, assim como os profissionais que lá trabalham. O jornalismo não é – e nunca foi – uma área fácil, só se entra no jornalismo por amor. Se você não é um apaixonado, em pouco tempo você vai desistir. As dificuldades são imensas e o Brasil é um dos países mais perigosos para se trabalhar na área. Diariamente, pessoas são ameaçadas ou morrem pelo trabalho como jornalista. Esse cenário se agrava ainda mais quando os coleguinhas atuam em pequenas cidades, onde a lei parece ser cega.

Qual é o futuro do jornalismo?
NC: Não sei dizer qual o futuro do jornalismo, mas sei dizer o que desejo para o futuro: Que a gente (redações e profissionais) consiga se adaptar às mudanças. Que possamos aprender cada vez mais e que novas portas possam ser abertas. O conteúdo continuará sendo rei e nós jornalistas não podemos nos esquecer que é neste ponto que devemos investir. O nosso compromisso deve continuar sendo somente e apenas com os nossos leitores, telespectadores e ouvintes, pois é para eles e por eles que acordamos e trabalhamos todos os dias.

O que é necessário para ser um bom jornalista?

NC: Amor, empatia, paciência e sensibilidade para perceber nas pequenas coisas a sua grande história. O bom jornalismo é aquele que gasta os sapatos em busca de boas pautas, é aquele que ouve com atenção e que vive eternamente para o aprendizado.

Quais livros jornalísticos você indica?
NC: São tantos! Além dos clássicos já exigidos pela faculdade de jornalismo, indico: “O Espetáculo Mais Triste da Terra”, livro reportagem de Mauro Ventura; e “Lava Jato”, de Vladimir Neto.

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Nathália na cerimônia do prêmio Comunique-se. Crédito: Arquivo pessoal

O que é a “Caravana do Jornalismo” (promovida pelo portal Comunique-se) e qual é o seu objetivo?
NC: A Caravana do Jornalismo é uma exposição itinerante que surgiu como braço do Prêmio Comunique-se, evento considerado o Oscar do Jornalismo brasileiro. O objetivo da exposição é levar informações sobre a profissão para jovens de comunidades carentes de maneira gratuita. Por ora, estamos em SP. Em outubro vamos para o Rio de Janeiro e no ano que vem pretendemos ampliar nossa viagem.

Como se iniciou esse projeto?
NC: O projeto foi iniciado como braço do Prêmio Comunique-se. Existe ainda outra data marcante: em 2016, o Grupo Comunique-se completa 15 anos de vida.

Por quais locais a Caravana irá passar?
NC: Por ora, SP e RJ. Mas queremos ampliar a viagem no próximo ano.

Como podemos contribuir para o projeto?
NC: Divulgando! É preciso que todos saibam que a Caravana do Jornalismo está nas ruas. A exposição foi feita para as pessoas e sem elas nós não existimos. Vamos convidar os amigos, familiares, colegas de faculdade, a comunidade, enfim, todos serão recebidos com muito carinho.

*Isabela Alves, responsável pelo blog Culturistando, é minha aluna do quarto semestre do curso de Jornalismo da Anhembi Morumbi (campus Vila Olímpia). Ela escreve para o Formando Focas em caráter colaborativo. ❤

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