Homenagens e bate-papo com o público marcam lançamento do livro sobre a carreira de Marcelo Canellas

 

Por Junior Celestino e Wallace Leray

Foi lançado em São Paulo, em 19/11, na Biblioteca Mário de Andrade, o livro que retrata a carreira de Marcelo Canellas, repórter especial do programa “Fantástico”, da Rede Globo. Com o prefácio da também repórter especial da emissora, Sônia Bridi, a obra, intitulada “Marcelo Canellas, por um jornalismo humanista”, foi escrita pelo jornalista Sidney Barbalho de Souza, e editada pela In House.

Sidney produziu o livro em 2014 como resultado do seu Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo na FAPSP (Faculdade do Povo). A biografia aborda desde os primeiros traços jornalísticos de Marcelo Canellas, na sua infância e juventude (vividas na cidade de Santa Maria da Boca do Monte, Rio Grande do Sul), até suas primeiras experiências na área, sua projeção no meio televisivo e a conquista do cargo de repórter especial na maior emissora do país. Aborda também os bastidores das principais reportagens do jornalista.

O lançamento da obra começou com a apresentação de um vídeo feito em homenagem a Canelas. Nele, familiares, amigos e profissionais da área de comunicação elogiam o trabalho do jornalista, falando sobre a importância de suas reportagens de direitos humanos. Dentre os depoimentos marcantes, destacou-se o da colega Sônia Bridi. “Toda vez que eu vejo uma matéria sua, sinto vontade de ser uma repórter melhor”, confidenciou a jornalista.

Após a apresentação do vídeo, a palavra foi dirigida ao biografado, que disse estar lisonjeado com o interesse de um estudante de jornalismo, que agora é um colega de profissão, por sua carreira. Apesar de ter apoiado a iniciativa, Canellas revelou que sempre se preocupou em ser biografado, ressaltando o quanto pode ser ridículo um repórter posar de importante. “Eu acredito que isso é um pouco da negação da postura de um repórter”, explicou.

Canellas contou alguns casos, para mostrar como a questão da fama na TV é frágil. “Um dia eu estava em um avião e uma senhora se sentou ao meu lado. Ela olhou pra mim e perguntou: você trabalha na televisão, né? Eu respondi: trabalho. Na TV Globo, certo?, ela perguntou. E eu disse: é. E ela respondeu: Eu sabia, Caco Dornelles [confundindo Canellas com os repórteres Caco Barcellos e Carlos Dornelles].”, disse o jornalista, arrancando gargalhadas do auditório, que contava com cerca de 200 pessoas.

O repórter demonstrou sua satisfação com o fato de Sidney ter resolvido doar o valor relativo aos direitos autorais do livro para uma organização não-governamental que luta pelo registro da memória de Santa Maria da Boca do Monte, a TV OVO. “O Sidney me perguntou qual ONG eu gostaria de beneficiar, então indiquei a TV OVO, que é uma parceira de Santa Maria. O pessoal de lá tem um trabalho de recuperação da memória da cidade que eu acho muito interessante.”

Com os olhos marejados, o autor do livro agradeceu à jornalista e professora Patrícia Paixão, sua orientadora de TCC e coordenadora do curso de Jornalismo na FAPSP, pela disposição da mesma em ajudar seus alunos. “Ela nos vê grandes, quando somos pequenos. Obrigado por entrar na minha vida”. Ao escutar os elogios, a jornalista não conseguiu segurar as lágrimas e, aplaudida pelos que estavam presentes, recebeu flores do seu orientando. Extremamente feliz com o momento, o recém-formado em jornalismo, declarou: “Eu entrei como estudante e sai como um repórter”.

A coordenadora do curso de jornalismo da FAPSP, disse que ficou receosa, quando recebeu a proposta de orientar o livro de Sidney Barbalho: “Meu Deus, será que ele vai dar conta? É um repórter da Globo e, ainda por cima, é um repórter especial”, disse a jornalista. Patrícia explicou que é normal o professor fazer uma série de questionamentos, quando o aluno vem com a proposta de um livro-reportagem, mas que já conhecia o Sidney de outros semestres da faculdade e sabia da capacidade que ele tinha como repórter. “Tenho um super orgulho de você! Obrigada por ter me escolhido como sua orientadora, e obrigada ao Canellas por ter aceitado o projeto”, afirmou.

Sidney e Canellas participaram de um breve bate-papo com o público. O final do evento contou com uma sessão de fotos e autógrafos. A fila que chegava próxima à entrada da biblioteca foi completamente atendida, tanto pelo autor da biografia, Sidney Barbalho, quanto pelo retratado nela, Marcelo Canelas.

 

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