Os 20 livros que todo jornalista precisa ler

*Patrícia Paixão

Resolvi fazer esse post, respondendo a uma pergunta que recebo com muita frequência dos meus alunos:

Quais são os livros que todo jornalista deve ler?

Segue, então, uma lista das obras que, NA MINHA VISÃO, você não pode sair da faculdade sem ter lido. O “na minha visão” vai em caixa alta, pois essa é uma lista muito particular, da qual outros colegas podem discordar.

Embora possa gerar discordâncias, garanto que não há nenhum livro indicado aqui que seja dispensável. Talvez estejam faltando obras que outros consideram mais importantes, mas não há livros medianos, que não vão acrescentar na sua formação.

E não, não indiquei os dez mais, como boa parte dos críticos costuma fazer. Minha lista dos melhores livros sobre Jornalismo ultrapassa e muuuito o número 10. Selecionar 20 já foi um trabalho árduo rs

Faça um check list e corra atrás dos que você ainda não leu.

*ILUSÕES PERDIDAS

Ilusões Perdidas

Foi o primeiro livro que eu li na faculdade de Jornalismo. Eu estava no primeiro ano e me lembro que bebi uma garrafa de vinho “Chapinha” (sim, meu fígado sobreviveu rs) para comemorar a finalização da leitura, de tão empolgada que fiquei com a obra. Simplesmente MARAVILHOSO, um dos grandes clássicos da literatura universal. Honoré de Balzac publicou o livro em 1843 e ele continua atualíssimo. Mostra toda podridão do jornalismo na área cultural no século XIX, onde resenhistas derrubavam obras gratuitamente, apenas por serem inimigos de quem as escreveu. O romance conta a história do jovem poeta interiorano Lucien Chardon de Rubempré, que decide ir para Paris para tentar se realizar profissionalmente, tornando-se escritor. Lucien leva, como mostra do seu trabalho, um livro de poemas e um romance histórico. Consegue entrar no jornalismo diário e, a partir daí, é que começam a ser derrubadas cada uma de suas ilusões sobre a profissão.  A ética é sistematicamente ignorada por atos de suborno, trapaças, fofocas, entre outras coisas.  LIVRO ESSENCIAL!!!

*FAMA E ANONIMATO

Fama e Anonimato

Trata-se de uma antologia com reportagens sensacionais do grande Gay Talese, um dos pais do chamado “Jornalismo literário”. Os textos, escritos nos anos 60, falam sobre pessoas anônimas e famosas de Nova York, e foram publicados em revistas como Esquire e The New Yorker. Publicado no Brasil em 1973 com o título de ‘Aos olhos da multidão’, o livro se tornou referência entre jornalistas e escritores. Traz o perfil mais famoso da história do jornalismo “Frank Sinatra has a cold” (Frank Sinatra está resfriado), construído com primor, mesmo sem que Talese tenha conseguido entrevistar Sinatra. Entre os longos perfis de anônimos traçados  estão os dos trabalhadores que, entre os anos de 1961 e 1964, ajudaram a construir a ponte Verrazano-Narrows, que liga os distritos de Brooklyn e State Island, em Nova York.  Textos extremamente bem escritos e envolventes. Vale muito a pena!

*HIROSHIMA

Hiroshima

Considerado uma das obras-primas da reportagem mundial, o livro traz o artigo que John Hersey publicou em 31 de agosto de 1946 na revista americana The New Yorkerdescrevendo como os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki afetaram a vida de seis personagens: um pastor Metodista; uma viúva, mãe de três crianças; um médico proprietário de um hospital privado; um padre; um pastor jesuíta, um médico da Cruz Vermelha e uma funcionária administrativa da East Asia Tin Works. A narrativa é construída de forma primorosa, contando onde cada personagem estava e o que fazia no momento dos bombardeios. OBRIGATÓRIO!

*A SANGUE FRIO

A Sangue Frio

Mais um livro clássico, com um texto que é uma verdadeira obra de arte. Escrito por Truman Capote, a obra revela, em detalhes, como se deu o brutal assassinato de uma família na cidade de Holcomb, no interior do estado do Kansas, nos EUA. É um belo exemplo de que uma grande reportagem pode nascer de uma notícia, que estaria fadada a ser esquecida em alguns dias. Basta o faro, o talento, o esforço e a persistência do repórter. Capote decidiu escrever sobre o assassinato em Holcomb após ler uma notícia a respeito, em 1959, no jornal. Em 1965, quase seis anos depois, conseguiu publicar a história em quatro partes na revista The New Yorker e a transformou no livro. Além de reconstituir o crime, a obra resgata a trajetória da dupla de assassinos da família Clutter.

*TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE

capa_todos_homens_presidente

Em linguagem envolvente e dinâmica, os repórteres Carl Berstein e Bob Woodward contam, nesta obra, o passo a passo da série de reportagens que eles fizeram para o The Washington Post, que culminou na renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974. A apuração, iniciada em 1972 e que ficou conhecida como “Caso Watergate”, é considerada uma das precursoras do jornalismo investigativo no mundo. Todo jornalista tem que conhecer muito bem esse caso.  O livro foi lançado pouco antes de Nixon renunciar. Dois anos depois foi adaptado para o cinema.

*OS SERTÕES

SERTÕES

Em 1897, o escritor e jornalista Euclides da Cunha foi enviado ao norte da Bahia, pelo jornal O Estado de S. Paulo, para fazer a cobertura de um conflito no arraial de Canudos. Em poucos dias no local, percebeu que aquele que era tido pela classe política e pela imprensa como um movimento antirrepublicano, estrategicamente planejado, não passava de uma manifestação religiosa, liderada por Antônio Conselheiro, uma espécie de profeta do local. A comunidade de Canudos foi brutalmente dizimada pelas forças republicanas.  O resultado do trabalho de apuração de Euclides da Cunha foi transformado no livro “Os Sertões”, publicado em 1902, considerado um dos grandes clássicos da nossa literatura. Esse foi o segundo livro que li na faculdade. Também comemorei o término de sua leitura, toda orgulhosa, com uma taça de vinho “Chapinha”. O livro é interessante não só por mostrar a importância de o repórter ir a campo, derrubando pressupostos que estão na pauta, como para entender a natureza do sertão e a essência e os sofrimentos do sertanejo. Me lembro que quando finalizei o livro senti um orgulho imenso: PQP! EU LI OS SERTÕES! Todo brasileiro deve ler esse livro, ainda mais quem faz Jornalismo.

*RECORDAÇÕES DO ESCRIVÃO ISAÍAS CAMINHA 

Recordações

Em  “Recordações do escrivão Isaías Caminha”, o escritor Lima Barreto faz um crítica à sociedade e à imprensa carioca, algo parecido com o que fez Honoré de Balzac em “Ilusões Perdidas”, com as devidas diferenças de tempo e espaço. A obra foi lançada em 1909 e traz a história do jovem mulato Isaías Caminha, que sai do interior em direção ao Rio de Janeiro, decidido a cursar medicina e a combater o preconceito contra pessoas de sua raça. Ao chegar ao Rio, percebe o prestígio que cronistas e repórteres têm junto à população e deseja trabalhar como jornalista. Depois de certa dificuldade para conseguir se inserir na imprensa (o que ele atribui à sua cor), consegue um convite para trabalhar no jornal “O Globo”. A partir daí, começa a observar uma série de podridões no jornalismo, como textos feitos para bajular pessoas da alta sociedade. Aos poucos, Isaías deixa-se contaminar por aquele ambiente e torna-se tão arrogante e manipulador como os outros jornalistas. Dizem que a obra é autobiográfica, já que Lima Barreto também trabalhou na imprensa carioca. Tal como no romance de Balzac, muitas das críticas feitas no livro continuam atuais.

*O GOSTO DA GUERRA

o-gosto-da-guerra

Neste livro,  José Hamilton Ribeiro conta tudo o que viveu e sentiu na cobertura que fez da Guerra do Vietnã para a revista Realidade, em 1968. O jornalista perdeu a perna esquerda durante a explosão de uma mina. Ele relata o drama do acidente e o dia a dia da guerra. Ainda oferece ao leitor, com um texto muito bem construído, com traços psicológicos, um relato emocionado sobre a sua volta ao Vietnã 30 anos depois. Sensacional!

*A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS

download (1)

Este livro traz 37 textos memoráveis de João do Rio, considerado um dos pais do jornalismo investigativo e do jornalismo literário no Brasil, primeiro jornalista brasileiro a fazer reportagem de campo, subindo os morros e rastreando as ruas cariocas.  São crônicas e reportagens publicadas na imprensa do Rio entre 1904 e 1907, que mostram, a partir de um trabalho de observação e apuração nas ruas, um retrato de uma cidade em um processo de transformação acelerado, a hipocrisia de certos setores da sociedade e o perfil de diversos personagens, como mendigos, trabalhadores braçais, meninos de rua. Clássico!!!

*CHATÔ, O REI DO BRASIL

Chatô

Biografia de um dos pais da comunicação no Brasil, o paraibano Assis Chateaubriand. Apesar de polêmico, muitas vezes antiético e implacável com seus inimigos, Chatô, inegavelmente, foi um visionário. Trouxe a televisão para o Brasil e criou o império “Diários Associados”, formado por quase 100 jornais, revistas, estações de rádio e televisão. Foi o fundador do Masp (Museu de Arte de São Paulo), atuando ainda no campo político. Excelente biógrafo, Fernando Morais conta a história de Chateaubriand de maneira bastante envolvente.

*O ANJO PORNOGRÁFICO

ANJO

Escrito pelo mestre Ruy Castro, o livro conta a vida de outro jornalista bastante polêmico, mas, sem dúvida, genial: o pernambucano Nelson Rodrigues, autor de belíssimas peças, crônicas e frases sensacionais, que ainda hoje são reverenciadas, como: “toda unanimidade é burra”. Tenho uma relação de amor e ódio pelo Nelson Rodrigues. Ao mesmo tempo em que admiro sua inteligência e inovação, por exemplo em suas peças teatrais (muitas revolucionárias, como “Vestido de Noiva”), tenho ojeriza ao seu lado reacionário. É uma figura controvertida, mas que certamente contribuiu muito com nosso jornalismo e nosso Teatro e, por isso, merece ser respeitada. O pai de Nelson e seus irmãos também eram jornalistas e passaram por veículos consagrados da nossa imprensa no século XX.  Seu pai foi fundador do jornal “A Manhã”, onde Nelson começou sua carreira jornalística, aos 13 anos. Em 1929, depois de perder “A Manhã” para seu sócio, o pai de Nelson lançou o jornal “Crítica”, que acabou sendo palco da primeira das várias tragédias da vida do jornalista,  o assassinato de seu irmão Roberto pela personagem de uma das matérias que foi manchete do veículo. Ler o livro de Ruy Castro é também conhecer os bastidores da nossa imprensa nas primeiras décadas do século XX, que era descaradamente parcial, muitas vezes sensacionalista e alinhada sem pudor a grupos políticos. Sem dúvida, um livro fundamental.

* COMUNICAÇÃO – DO GRITO AO SATÉLITE

images

Todo jornalista que se preza precisa conhecer a história da sua profissão e da área de comunicação como um todo. Por isso, recomendo muito este livro do Antonio Costella. Com linguagem atrativa e interessante material iconográfico, a obra mostra desde as primeiras formas de comunicação surgidas no mundo, passando pela invenção da linguagem, da escrita, do papel, dos primeiros jornais, rádios, tevês até chegar à Internet. Muito bom!

*TEMPO DE CONTAR

tempo-de-contar-reporter-reportagem-jornalista-politica-14163-MLB173360324_4074-O

Uma verdadeira joia, escrita por um dos pais do jornalismo literário brasileiro, o repórter Joel Silveira, chamado por Assis Chateaubriand de “a víbora”, depois que escreveu a reportagem “Grã-finos em São Paulo”, onde fez uma descrição ácida dos costumes do high society paulistano. O livro reúne grandes reportagens de Joel, além de suas memórias. O leitor se encanta com um texto magnífico, que literalmente o “sequestra”. Dentre os textos oferecidos na obra estão a tentativa de entrevista com o ex-presidente Getúlio Vargas para a “Revista da Semana” (sensacional!) e as coberturas que Joel fez da Segunda Grande Guerra e do “Bogotazo”,  série de protestos e desordens que surgiram após o assassinato do líder liberal e candidato a presidente Jorge Eliécer Gaitán em 9 de abril de 1948 no centro de Bogotá (Colômbia), durante o governo do presidente Mariano Ospina Pérez. Não tem como não chorar lendo esse texto sobre o Bogotazo. Muito lindo!

*O OLHO DA RUA

o-olho-da-rua_eliane-brum_thumb34

Uma verdadeira obra-prima do jornalismo literário brasileiro. Escrito pela diva-musa-suprema Eliane Brum (sim, eu amo essa mulher), o livro traz histórias lindas de brasileiros de diversos cantos do país, como dona Ailce, que teve seus últimos 115 dias de vida retratados por Eliane Brum (ela tinha um câncer terminal). A obra também aborda realidades duras, como a das mães do tráfico (há uma história de uma mãe que perdeu dois filhos na guerra do tráfico e, por isso, já pagava o caixão do terceiro que estava vivo, sabendo que ele era o próximo a morrer), o conflito entre arrozeiros, ONGs, políticos e índios em Raposa Terra do Sol, em Roraima, ou o cotidiano dos que vivem em um asilo.  Não bastasse tudo isso, após cada reportagem, Eliane oferece um making of, contando os bastidores de produção da matéria, com seus erros e acertos. Um dos livros mais lindos e interessantes que já li. Sempre obrigo meus queridos aluninhos a lerem, cobrando o conteúdo dele em prova. FUNDAMENTAL!

*MESTRES DA REPORTAGEM

mestres

Não é porque foi feito por mim e pelos meus alunos, mas este livro é IMPRESCINDÍVEL a todos que desejam ser bons repórteres. Como disse o “repórter do século” José Hamilton Ribeiro, que fez o prefácio da obra (em um e-mail que enviou para mim logo após o lançamento, em 2012), trata-se de “uma das coisas mais importantes já feitas sobre jornalismo/reportagem entre nós”. A obra traz 30 entrevistas pingue-pongue com renomados repórteres brasileiros. Além de José Hamilton Ribeiro: Ricardo Kotscho, Elvira Lobato, Carlos Wagner, Renato Lombardi, Marcelo Rezende, Percival de Souza, Sônia Bridi, Luiz Carlos Azenha, Agostinho Teixeira, Adriana Carranca, Bruno Garcez, Mauri König, Valmir Salaro, Tatiana Merlino, Paula Scarpin, Roberto Cabrini, Leandro Fortes, Cid Martins, Eliane Brum, Goulart de Andrade, Giovani Grisotti, César Tralli, Geneton Moraes Neto, Regiani Ritter, Marcelo Canellas, José Arbex Jr., Ernesto Paglia, Sílvia Bessa e Gérson de Souza. Afora discutir a importância da reportagem e as principais técnicas para a produção desse gênero jornalístico, o livro resgata a trajetória profissional dos jornalistas entrevistados e revela os bastidores de produção das principais matérias que eles fizeram.

 *ROTA 66 – A HISTÓRIA DA POLÍCIA QUE MATA

rota_66

Um excelente trabalho de jornalismo investigativo de Caco Barcellos. Após cinco anos de apuração, com dados inquestionáveis, Caco comprovou a existência de um “esquadrão da morte oficial” na polícia de São Paulo. Denunciou milhares de assassinatos de jovens negros e pobres inocentes, cometidos pela polícia, detalhando como essas mortes foram maquiadas, como se tivessem ocorrido após tiroteiros provocados pelos “supostos bandidos”.   A obra ganhou o Prêmio Jabuti na categoria Reportagem em 1993.

*ABUSADO – O DONO DO MORRO DONA MARTA

abusados

Outra obra obrigatória do Mestre Caco Barcellos, fruto de um trabalho de anos de reportagem, que mostra como funciona o tráfico de drogas nos morros do Rio, a partir da história de vida do traficante Marcinho VP, na época “dono” do morro Dona Marta, no Botafogo. No livro, Marcinho, que se diferencia dos demais traficantes por seus gostos literários e por ter contato com intelectuais cariocas, é chamado de “Juliano”. A obra mostra como “Juliano” e seus amigos ingressaram no tráfico e como funcionam as principais organizações criminosas, especialmente o Comando Vermelho. Mostra que a entrada no tráfico geralmente acontece pela mais absoluta falta de opção. O livro conta tudo isso numa linguagem cinematográfica, daquelas que faz o leitor não desgrudar da obra, enquanto não chega na última página. Esse livro é tão bom que, mesmo passando das 500 páginas, finalizei a leitura em três dias. Não conseguia largá-lo!

*REALIDADE REVISTA

realidade livro 1

Obra dos mestres José Hamilton Ribeiro e José Carlos Marão que traz as principais reportagens publicadas pela emblemática revista Realidade, considerada o veículo que melhor trabalhou a grande reportagem no Brasil, e que inovou por seu ousado projeto gráfico e suas impactantes e polêmicas reportagens. A obra é interessante, pois, além das matérias históricas, há os comentários de Zé Hamilton e Marão sobre os bastidores de produção dos textos. Muito bom!

* PADRÕES DE MANIPULAÇÃO DA GRANDE IMPRENSA

padroes_de_manipulacao_na_grande_imprensa

Livro MA-RA-VI-LHO-SO que desmascara totalmente o discurso de imparcialidade e pluralismo dos nossos veículos jornalísticos. Todo estudante de jornalismo precisa ler essa obra para aprender a enxergar a verdadeira face da nossa imprensa. O mestre Perseu Abramo mostra como a mídia usa o gênero informativo, no qual supostamente prevalece a objetividade, para manipular os fatos, por meio de padrões que se repetem. Um exemplo é o padrão da fragmentação, no qual o fato é fragmentado em aspectos particulares, sendo, fatalmente, distorcido.  Abramo mostra que os jornais no Brasil agem como verdadeiros partidos políticos, manipulando as informações para atender os interesses dos grupos que eles apoiam. Adoro esse livro! Tapa na cara da nossa mídia hipócrita.

*JORNALISMO CANALHA

TN500_CANALHALCA

Outro livro que questiona muito bem a dita imparcialidade da nossa imprensa. Nesta obra, o Mestre José Arbex Jr. denuncia diversos casos de relações promíscuas entre a mídia e o poder, por exemplo nas coberturas jornalísticas da invasão do Iraque pelos Estados Unidos, em 2003, e nas dos atentados terroristas ao World Trade Center, em Nova York, em 11 de setembro de 2001. Arbex também mostra como a cobertura dos movimentos sociais no Brasil é sempre feita de forma manipulada, para atender os interesses do mercado. Excelente obra!

11 ideias sobre “Os 20 livros que todo jornalista precisa ler

    1. pattypaixao Autor do post

      Keller, o livro da Eliane Brum é maravilhoso! Não tem como não chorar ao final da leitura. Recomendo muito! Sim, ela nasceu em Ijuí. Na entrevista que eu fiz com ela para o “Mestres da Reportagem” ela fala bastante sobre a infância dela na cidade. Esse “Teorias do Rádio” eu não conheço. Vou procurar. Mais uma vez, obrigada por acompanhar o blog. bjo

      Curtido por 1 pessoa

      Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s