“Houveram muitas explosões” ou “Houve muitas explosões”?

Houve

*Patricia Paixão

Já falamos em outras oportunidades neste blog sobre a nossa tese de que, para ser um bom jornalista, é preciso, entre outras qualidades, ser neurótico em relação ao uso adequado da nossa língua (veja mais no texto Esperiência em asseçoria de impressa).

Existem alguns erros, frequentemente cometidos, que são capazes de esturricar o filme do foca, impedindo-o de conseguir o sonhado estágio. Não se iluda achando que o empregador fechará os olhos para seus erros de português, porque foi com a sua cara ou porque esses erros estão em um ambiente “supostamente” informal, como a sua linha tempo no Facebook. O mercado jornalístico é cruel e ninguém quer ter trabalho com uma pessoa que não domina as regras e estruturas básicas da nossa gramática.

Um erro bastante comum refere-se ao uso inadequado do verbo “haver” no sentido de “existir”. O verbo “haver”, quando empregado com essa ideia, é sempre INVARIÁVEL, ou seja, não concorda com o sujeito da frase.

Portanto, a forma correta é “Houve muitas explosões” e não “Houveram muitas explosões”.

Quando o verbo “haver” for precedido de um verbo auxiliar, ambos permanecem invariáveis. Exemplos:

  • Deve haver muitas peças retorcidas oriundas da explosão. (E não “Devem haver…”)
  • Pode haver muitos corpos escondidos sob as ferragens (E não “Podem haver…”)

Anote essa dica no seu bloquinho. Vá e não peques mais 🙂

 

 

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