2ª edição da série “Repórter” em 02/09: oportunidade de aprender com mestres da arte de registrar nossa história

*Patrícia Paixão

Tão importante quanto o registro da nossa história contemporânea é a preservação da memória daqueles que são mestres no ofício de documentar essa história.

Foi pensando nisso que em 2012 eu e meus alunos de jornalismo da FAPSP (Faculdade do Povo) publicamos o livro “Mestres da Reportagem“, com a trajetória profissional de grandes nomes do nosso jornalismo.

Foi com o mesmo objetivo que, em 2011, a diva-musa-deusa-suprema Eliane Brum (perdoe o exagero, mas queria conseguir fazer ao menos 1% do trabalho de reportagem maravilhoso que esta mulher faz Brasil afora) lançou a série “Repórter”, pelo Itaú Cultural. Eliane leva bastante a sério o papel da reportagem como documento histórico. Na entrevista que fiz com ela para o Mestres da Reportagem, ressaltou que “o jornalista é o historiador do cotidiano”.

“O que a gente faz é documento, querendo ou não, com consciência ou não, mesmo que seja um documento da nossa incompetência. A gente influencia o mundo agora e vai influenciar a compreensão do nosso mundo depois, então é uma responsabilidade muito grande”, complementou a jornalista.

Acredito veementemente na tese de Eliane. Assim como acredito que, ao registramos e oferecermos (seja em livro ou em um evento) as histórias de grandes repórteres, estamos ajudando a formar novas gerações de jornalistas conscientes de seu papel.

Por tudo isso é que eu recomendo MUITO a presença de todo estudante de jornalismo na 2ª edição da série “Repórter”, que acontecerá no próximo dia 02/09, no próprio Itaú Cultural, em São Paulo.

Um time de feras na arte da reportagem (além da própria Eliane que, por si só, já justificaria muito o comparecimento na série) estará presente no evento, que tem início às 15h, com a última atração começando às 20h: uma homenagem ao “repórter do século” José Hamilton Ribeiro, que fez o prefácio do nosso livro.

Considero a série “Repórter” tão importante que farei uma aula externa com meus alunos da FAPSP no local.

Confira, abaixo, a programação completa ou clique aqui para ter acesso a todas as informações sobre o evento. Nos vemos lá!

*1º Painel, das 15h: “Lúcio Flávio Pinto: o repórter que inventou um Jornal Pessoal”

Referência na cobertura da Amazônia, o jornalista paranaense Lúcio Flavio Pinto será entrevistado nesta mesa pelos colegas Leonêncio Nossa, do Estadão, e Paulina Chamorro, das rádios Eldorado e Estadão, que também possuem intimidade com essa temática.

Depois de trabalhar em grandes veículos da nossa imprensa, incluindo 18 anos no Estadão, Lúcio Flávio criou o “Jornal Pessoal”, que em setembro completará 28 anos, marcados por muita perseverança e resistência.  O impresso, que tem tiragem de 2 mil exemplares, sobrevive sem anunciantes publicitários e é vendido a R$ 5 em bancas e livrarias de Belém do Pará e região.

*2º Painel, das 17h: “Narrativas da transição”

Na segunda roda de debates os jornalistas Bruno Paes Manso (Ponte), Laura Capriglione (Jornalistas Livres), Bruno Torturra (Fluxo), Kátia Brasil (Amazônia Real) e Rene Silva (Voz da Comunidade) discutirão um tema pertinente ao frágil momento em que vivemos: como sobreviver no jornalismo nesta fase de sucessivos passaralhos e pouco investimento em reportagem? Quais são as alternativas diante desse quadro, sem que tenhamos que comprometer nossa independência editorial?

*Entrevista de encerramento, às 20h: “José Hamilton Ribeiro: 60 anos de reportagem”

Encerrando a 2ª edição da série, haverá a grande e merecida homenagem a José Hamilton Ribeiro, conhecido como o “príncipe dos repórteres” (clique aqui para conhecer o perfil do jornalista) . Os mestres Audálio Dantas, Clóvis Rossi, Lúcio Flávio Pinto e Ricardo Kotscho entrevistarão Zé Hamilton, com a mediação da repórter e curadora da série, Eliane Brum.

Agora diz: dá pra perder???

Nos vemos lá! #ansiosa

2ª EDIÇÃO DA SÉRIE “REPÓRTER”

Quando: 2 de setembro

Horário: das 15h às 20h

Onde: Itaú Cultural (Av. Paulista, 149 – Estação Brigadeiro do metrô), São Paulo.

O evento é aberto ao público. Basta retirar a senha com 30 minutos de antecedência.

Imagens: Do arquivo pessoal dos jornalistas, oferecidas para o livro Mestres da Reportagem

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