Textão sobre estágio em jornalismo: tudo o que você precisa fazer para conseguir um!

estágio

*Patrícia Paixão

Resolvi fazer um textão sobre estágio, esse verdadeiro objeto de desejo do estudante de jornalismo. E, hoje, mesmo daqueles que não são tão empolgados assim em colocar logo as mãos na massa, já que pelas novas diretrizes curriculares do curso de jornalismo, estabelecidas pelo MEC (Ministério da Educação), o estágio é obrigatório para a conclusão da graduação.

Então, se você quer realmente arrumar um estágio, senta que lá vem um manualzão, com conselhos e dicas de quem na época de estudante era chamada pelos pais de “maníaca do currículo”, por passar boa parte do dia olhando anúncios de jornal e indo pessoalmente a empresas levar o CV para tentar estagiar. A estratégia obsessiva (sim, era uma neurose, e por isso defendo tanto as neuras do bem, neste blog) deu muito certo. Consegui estágio no início do segundo ano de faculdade e, desde então, nunca mais parei de trabalhar na área.

Poxa, professora, mas o país está vivendo uma crise econômica, os passaralhos estão bombando, ninguém está empregando, não dá simplesmente para conseguir estágio nesse momento.

DÁ SIM!!!

Não vou dar uma de Poliana e dizer que está tudo às mil maravilhas, mas não entro nessa conversinha de que está impossível estagiar. Até porque, com a onda de demissão de profissionais maduros, as empresas tendem a buscar uma mão de obra beeeem mais barata, o estagiário. Então, o que é tragédia para uns é oportunidade para outros.

Além disso, eu tenho uma tese. Se você realmente quiser e se esforçar VERDADEIRAMENTE, você consegue.

Para conseguir um estágio, além de ter zelo pela Língua Portuguesa (o desrespeito à nossa língua é o que mais vem impedindo os candidatos de conseguirem a vaga – leia o post Esperiência em Asseçoria de Impressa), é preciso tentar COMPULSIVAMENTE, com muita perseverança. Faça tudo o que for preciso, se esforce ao máximo. Gaste parte significativa do seu dia (todos os dias!) procurando vagas e siga os conselhos a seguir. Você vai ouvir diversos “nãos”. Faz parte! Eu passei por isso. Não desista! Não desista! Ouvi pelo menos uns 15 “nãos” até conseguir a primeira oportunidade. Mas o bom é que depois da primeira experiência é tudo mais fácil. Um estágio puxa o outro. Os empregadores dão preferência pra quem já colocou a mão na massa.

Tenho diversos alunos que seguiram esse passo a passo e hoje estão atuando na área. Pode acreditar! Dá certo. Vamos às dicas:

Onde procurar?

O primeiro e óbvio lugar para se procurar vagas de estágio é nos sites de consultorias de Recursos Humanos. Existem as pagas, como a Catho e a Manager, e as gratuitas, como o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), o Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) e o Vagas, além dos tradicionais anúncios em jornal.

Outra alternativa, muitas vezes com vagas mais atrativas, pois são focadas em jornalismo e comunicação, são os perfis que divulgam oportunidades nas mídias sociais. Há diversos grupos/páginas no Facebook e perfis no Twitter voltados à postagem de oportunidades de emprego e estágio em jornalismo e comunicação. No Facebook, temos o Vagas em Jornalismo, Vagas para Jornalistas, Vagas para Profissionais de Comunicação, entre outras. No Twitter, @vagasjornalismo.

O portal Comunique-se também oferece gratuitamente (apenas exigindo cadastro no site), na seção Empregos, vagas para jornalistas e estagiários.

Ah, se eu tivesse uma oportunidade dessas na minha época de estudante…

Também é importante abrir a cabeça na hora de procurar vagas.  A área de atuação do jornalismo é bastante ampla, passando por redação (em grande e pequena imprensa), assessoria de imprensa, comunicação organizacional, comunicação pública e comunicação no terceiro setor (leia o post Conheça as diversas opções de trabalho no mercado jornalístico).

Entre nos sites de grandes escritórios de assessoria de imprensa e agências de comunicação. Esses sites geralmente possuem uma seção chamada “Trabalhe Conosco” ou “Envie seu currículo”, que pode ser uma alternativa para um dia você ser chamado para uma entrevista. Tá, eu sei que a maioria dessas seções é para inglês ver, mas os lugares sérios realmente costumam olhar esses cadastros, em especial quando, de repente, perdem aquele estagiário que tanto gostavam para uma outra empresa e precisam de alguém pra ontem. De tempos em tempos, faça a ronda nos sites dessas agências de comunicação, preenchendo seus cadastros, mantenha-os sempre atualizados. Como descobrir os sites dessas assessorias de empresa e consultorias em comunicação? Visite o portal da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação empresarial) e da Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação) e clique na seção que traz os sites das empresas que são associadas a essas entidades (normalmente essa seção aparece com o nome “Associadas”).

Vale também entrar no site de grandes empresas, que igualmente costumam contar com a seção “Trabalhe Conosco” ou “Envie seu currículo”, e cadastrar o seu CV.

Proatividade é alma do negócio! Não espere a empresa oferecer a vaga, se ofereça! Se não houver a seção “Trabalhe Conosco”, ligue na agência de comunicação ou assessoria de imprensa e pergunte para quem você deve enviar o currículo ou, numa tarefa mais ousada e cara de pau (como todo jornalista deve ser), descubra o nome dos sócios e diretores da empresa no site e depois encontre o perfil deles no Facebook, oferecendo-se, por inbox, para estagiar na agência deles. Sei que essa ação é polêmica, mas profissionais da área de comunicação normalmente gostam de candidatos ousados e inovadores.

Ah, você só quer trabalhar com jornalismo cultural? Ou apenas com jornalismo esportivo? Acha esse papo de assessoria de imprensa um saco. Continue assim, querendo escolher muito, e acabará sendo escolhido, ou seja, terminará trabalhando fora da área por falta de experiência no currículo. Vi isso acontecer com diversos alunos. Nada de querer escolher vagas no início da carreira. Poucos começam no jornalismo já se sentando na janelinha. Esse é um erro recorrente cometido por estudantes. Qualquer experiência é válida e servirá de ponte para te levar a experiências mais legais, inclusive àquelas que você verdadeiramente deseja. É sempre mais fácil conseguir um estágio, quando já se faz estágio. Pode ter certeza disso.

Outra dica é olhar o expediente dos veículos jornalísticos (em especial os de pequena imprensa, como jornal e revista de bairro, que costumam abrir mais oportunidades para iniciantes). Veja quem é o jornalista responsável pela publicação, descubra seu e-mail, perfil no Face ou o e-mail da redação e envie o seu currículo direcionado à pessoa.

Ofereça-se também para trabalhar naquela rádio comunitária do seu bairro ou para fazer conteúdos para jornais e sites de ONGs, movimentos sociais, associações e outras entidades que não contam com jornalistas.

Arrisque-se, arrisque-se! Você não tem nada a perder.

Seja persistente e ágil

Várias vezes por dia é preciso fazer a via sacra nos perfis nas mídias sociais que oferecem vagas e em sites que trazem oportunidades.

Quando aparecer a vaga, envie seu currículo (que já precisa estar pronto a essa altura – leia sobre currículo logo mais) IMEDIATAMENTE! Outro erro que vejo em estudantes é que eles demoram muito para enviar o currículo. Você avisa o aluno que tem uma vaga no site tal e ele diz: “Tá bom, prof, amanhã eu mando”. Coitado… Saiba você que quando o empregador anuncia uma vaga, uma hora depois ele já recebeu no mínimo uns 30 currículos, ou seja, a probabilidade de ler um currículo enviado no dia seguinte, quando já terá recebido centenas de CVs, é muito baixa, pra não dizer que é zero.

Então, corra, seja um dos primeiros a mandar.

Faça um currículo atrativo e estratégico

Existem alguns elementos básicos que todo currículo deve ter, nesta ordem, preferencialmente: dados pessoais (nome completo, idade, estado civil, local de nascimento, endereço completo, telefones, e-mail, perfil nas mídias sociais); objetivo; perfil/ou qualificação (uma síntese das suas experiências mais significativas); formação acadêmica (nome do curso, instituição, semestre em que você está e previsão do ano de conclusão da graduação); experiência profissional (da mais recente para a mais antiga, sempre com nome da empresa, cargo, atividades exercidas e mês e ano de entrada e saída); cursos e atividades extracurriculares; idiomas e informática.

Não há como fugir desses itens, mas é preciso saber se vender. Se você nunca fez estágio na área, por exemplo, e nunca trabalhou, pode criar um campo no lugar de Experiência Profissional chamado “Primeiras experiências na área jornalística”. Nesse campo você pode colocar os primeiros textos que você conseguiu publicar, mesmo que sejam textos divulgados nos veículos-laboratório da sua faculdade ou no seu blog pessoal. Pode também incluir nele coberturas de eventos que você fez por conta própria, daí a importância de, como já dissemos, ser proativo.

Crie também um campo “Participação em eventos da área”, com as palestras que você assistiu sobre a nossa profissão. Você pode não ter experiência nenhuma, mas o empregador pensará: “Puxa! Vale a pena dar uma primeira chance para esse cara, pois ele parece ter muito tesão pelo jornalismo. Veja só quantos textos ele já produziu e quantos eventos da área ele já participou!”. Eu sempre penso isso quando estou no papel de recrutadora.

Participe também de cursos gratuitos sobre jornalismo, que costumam selecionar estudantes. Um que é bastante legal e diversos alunos meus já fizeram é o “Projeto Repórter do Futuro“, promovido pela Oboré, com o apoio de diversas entidades. Nesses cursos, além de produzir muitas matérias interessantes, você entrará em contato com fontes maravilhosas e impulsionará seu networking. Fora que enriquecerá e muito o seu currículo.

Então, já sabe. Participe de muuuuuitos eventos na área, cursos e produza muuuuitos textos. Se você for mosca morta, não terá conteúdo para preencher o CV.

É muito importante também não cometer erros básicos no currículo, como colocar na formação acadêmica até a escolinha em que você cursou o jardim (Escola Pinguinho de gente… aff! Sim, eu já vi isso :P) ou deixar erros de ortografia e gramática no currículo (esse é o pior dos erros. Pode ter certeza que é delete na hora).

Tome cuidado também com o e-mail que você usa para enviar o currículo. Emails como gatinha21@gmail.com ou bombandonanight@gmail.com são de esturricar qualquer filme!!

Assim como aqueles alunos sem noção que colam no CV fotos mostrando seus músculos, sua comissão de frente e outros tipos de dotes. Senhor…

Tome cuidado também com a formatação do currículo. É preciso haver uma formatação padrão mínima (com negrito nos títulos de cada parte do CV, por exemplo), mas sem muito frufru. Nada de colocar um título em vermelho, outro em verde, outro em azul…

Sobre o item “Idiomas” do seu currículo, tente preenchê-lo – pelo menos com um nível intermediário de inglês – o quanto antes. Inglês é obrigatório para todos que cursam jornalismo, não tem jeito! O mercado exige e, mesmo em empresas pequenas, uma hora ou outra você necessitará dele. Muitas oportunidades de estágio são perdidas hoje por falta de fluência na língua inglesa. As bolsas de estágio com valor mais alto costumam pedir inglês avançado. Se puder, faça um curso de inglês em uma escola legal. Caso esteja sem orçamento para isso, atente para os diversos cursos online gratuitos. Em uma rápida busca no nosso amigo Google você encontrará váááários! Não tem desculpa para não estudar esse idioma.

Os mesmos conselhos valem para o espanhol, um idioma que também é exigido por parcela significativa dos empregadores.

Converse com seus professores

Exponha aos seus mestres, em especial para aqueles que trabalharam muito tempo na área ou continuam trabalhando, o seu desejo de estagiar. Nunca se esqueça de que seus professores são seus primeiros empregadores. Certamente, eles têm contatos valiosíssimos na área jornalística e, se você for um bom aluno (então, antes de mais nada, SEJA VERDADEIRAMENTE UM BOM ALUNO, pois nenhum professor em sã consciência vai indicar para uma vaga um aluno que falta, é preguiçoso, desinteressado ou escreve mal, pois isso comprometerá o nome dele), seu professor vai lembrar de você quando souber de alguma vaga ou mesmo vai falar de você para os amigos dele.

Tenha um bom portfólio

O mercado jornalístico é cruel e exige experiência mesmo de quem está começando no curso. Poucos são os empregadores que arriscam pegar um estudante que nunca estagiou e, pior, que nunca escreveu nada, nem que seja um texto acadêmico.

Por isso, é imprescindível ter bons textos assinados e, se possível, publicados, trabalhos que mostrem sua capacidade jornalística.

Como conseguir textos assinados e publicados?

Abrace todos os exercícios de reportagem proposto por seus professores, como se fossem tarefas profissionais e não meramente acadêmicas. Ou seja, faça o exercício não para ter uma nota, mas pensando em publicá-lo, nem que seja no seu blog pessoal (sim, é válido ter um blog com seus melhores trabalhos na área. Mas tenha um blog que traga bastante reportagem. O que mais existe hoje na internet é blog de estudante de jornalismo que só tem achismo e opinião de boteco. Esse tipo de blog só serve pra dar sono. Leia também o post Precisa entrevistar???).

Toda faculdade realiza palestras com profissionais do mercado e conta com veículos laboratoriais, como jornais online, revistas e agência experimental de comunicação. Ofereça-se para cobrir os eventos que acontecem na sua universidade e para escrever para os veículos-laboratório dela. Faça boas reportagens que possam ser citadas e mostradas ao empregador em uma possível entrevista.

Existem também alguns veículos jornalísticos de bastante credibilidade e audiência que oferecem a chance de o estudante de jornalismo publicar seu texto. É o caso do portal Comunique-se, que conta com o projeto “Correspondente Universitário”. O projeto recebe coberturas feitas por estudantes de jornalismo sobre fatos relevantes ocorridos na área de comunicação, universo de cobertura do portal. Vários alunos meus (sim, eu sou chata e fico no pé de quem eu vejo que tem potencial) já participaram do “Correspondente Universitário” e conseguiram impressionar empregadores ao mostrarem os textos que emplacaram no Comunique-se.  Essas oportunidades valem ouro e não podem de maneira nenhuma ser perdidas!! Fico besta quando falo desse projeto para os alunos e alguns fazem a maldita cara tediosa: Tá, e daí? (aliás, outro dia vamos ter aqui um textão sobre alunos que fazem cara “Tá, e daí?”, esses seres desprezíveis das salas de aula de jornalismo. Aff!).

Jogue-se também nos projetos integrados da sua faculdade que exigem grandes reportagens e entrevistas de folego. Faça o seu melhor, pense sempre naquela oportunidade como uma maneira de dar visibilidade ao seu currículo.

Ofereça-se para escrever nos blogs de seus professores e envie matérias que ficaram legais para veículos jornalísticos, cuja linha editorial case bem com o texto que você fez.

Outra dica, em especial para quem deseja trabalhar em revista, é estudar estrategicamente a linha editorial e o público-alvo de uma publicação que você gosta e, então, pensar numa reportagem bem legal sobre um tema ainda não trabalhado por esta publicação, mas que tem tudo a ver com ela e com seus leitores. Faça essa matéria, construindo um texto que combine bem com o jeitão da revista, acompanhado de interessantes imagens, arte e infográficos. Depois que tudo estiver pronto, ofereça a matéria finalizada para a revista. O mesmo pode ser feito com uma entrevista pingue-pongue (formato pergunta-resposta). Entreviste alguém que é relevante para o público daquela publicação e entregue o texto pronto, com título, subtítulo, olhos, fotos, enfim. Hoje, com as redações cada vez menores, as publicações sentem falta de “braços” para trabalhar mais matérias, em especial reportagens interessantes, que explorem temas e abordagens ainda não trabalhados. Pode ser a sua chance de publicar um texto na revista dos seus sonhos.

Ufa! Acho que é isso. Anotou todas as dicas? Agora, bora segui-las firmemente a partir de amanhã.

E depois vem aqui e me conta a boa nova: a conquista do seu primeiro estágio! ❤

Foto: Pixabay

 

18 ideias sobre “Textão sobre estágio em jornalismo: tudo o que você precisa fazer para conseguir um!

  1. M.

    Bacana o post. Dicas importantes mesmo. Iniciativa e proatividade são essenciais!
    Escrevi um post em meu blog sobre como, cada vez mais, o jornalismo exige um leque maior de conhecimentos da área de comunicação social como um todo. Acho que isto também tem sido fundamental: investir nos conhecimentos diversos.
    Boa sorte a todos os novos profissionais!

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    1. pattypaixao Autor do post

      Concordo plenamente! Hoje em dia não adianta querer se formar sendo bom em apenas uma coisa. O mercado tem exigido dos jornalistas conhecimentos de edição de vídeo, áudio, gerenciamento de crise, marketing, de diversas áreas da comunicação social. É preciso estar sempre antenado, nunca parar de se atualizar. A verdade é que quem é dedo na tomada e está sempre acompanhando e se atirando em diversos projetos legais, consegue ficar um passo à frente. Obrigada por acompanhar o blog, amigo (a) O Eu Literário! Seja sempre bem-vindo 🙂

      Curtido por 1 pessoa

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      1. Maria Luíza

        Olá!
        Então; vou dá início na faculdade de jornalismo, sou portadora de uma deficiência física que compromete um pouco minha locomoção, obs.: não sou cadeirante. Infelizmente hoje o preconceito está em todos os lugares, mas gostaria de saber minha condição física vai pedir que eu consiga um estágio ou um trabalho na área. Bjs e obrigada!

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      2. pattypaixao Autor do post

        Querida Maria Luíza,

        Desculpe pela super demora na resposta.
        Primeiramente, parabéns pela escolha do Jornalismo. E eu te digo: sua condição física não será um impedimento, desde que você mantenha essa paixão que sente pela profissão. Tenho um aluno que se formou há dois anos. Ele é deficiente visual e concluiu o curso com ótimas notas. Hoje está super feliz, trabalhando na produção de um programa da RIT (um canal de TV). Aqueles que se dedicam pra valer e realmente amam o que fazem conseguem sim vencer no Jornalismo, independentemente das dificuldades. Além disso, muitas empresas abrem oportunidades para quem tem alguma limitação física. Boa sorte e conte com meu apoio sempre ❤

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  2. Daniele

    Oi, Patrícia! Estou prestes a iniciar o curso (falta uma semana, que ansiedade! rsrs) e queria um conselho seu.
    Tenho domínio básico – muito básico, mesmo – do inglês e do espanhol, mas fico sempre com a impressão de que é extremamente obrigatório que eu seja fluente nos dois idiomas. Então, isso torna o aprendizado chato para mim. Qual a melhor maneira de me livrar dessa sensação? 😦
    A propósito, você acha que é precipitado procurar um estágio no primeiro semestre da faculdade?

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    Resposta
    1. pattypaixao Autor do post

      Oi, Daniele,

      Primeiramente, muito obrigada por acompanhar o blog ❤

      Parabéns também por iniciar o curso de idiomas.

      O inglês é essencial, muito mais que o espanhol. Você não precisa ter a fluência já. Com um nível intermediário (que acredito que você consiga daqui a uns dois anos, dependendo da escola e do método que você escolheu) já vai dar para você manter uma boa fluência na língua, conseguindo ler e escrever em inglês e conversar com gringos. Você só vai precisar ter proficiência em inglês, caso seu estágio envolva redação de textos nesta língua e reuniões em inglês. Mas com o tempo você vai conseguir a proficiência. Com relação ao espanhol, é legal ter pelo menos um intermediário também, para não perder algumas vagas legais que possam surgir. Para domar sua ansiedade, pense assim: "EU JÁ ESTOU FAZENDO INGLÊS. Agora é questão de tempo".
      Quanto a procurar estágio no primeiro ano, não acho precipitado não. Mesmo sendo mais difícil conseguir, é legal você já procurar para ir sentindo como funcionam os processos seletivos na área. Fora que alguns empregadores podem entender essa sua procura cedo como algo positivo. Vão pensar: "Nossa, essa garota tem tesão mesmo pela área dela. Está no primeiro ano e já quer estagiar". Arrisque-se. Você não tem nada a perder! Boa sorte 🙂

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  3. Raquel

    Oi, Patrícia.
    Descobri esse site por acaso, caí nele de paraquedas e já estou amando.
    Adorei ler essas dicas e vou segui-las.
    Meu sonho sempre foi ser jornalista, embora também seja um pouco psicóloga.
    Enfim, nos dois últimos anos do Ensino Médio, eu gostava de sair gritando a todos o meu amor pelo Jornalismo, mas, acabei me deparando com uma prima formada que me disse as piores coisas sobre a área.
    No fim, acabei me formando em Letras e trabalhando em editora.
    Acontece que eu me arrependo muito de não ter feito Jornalismo e, esse ano, fiz o vestibular, passei e estou no primeiro ano.
    Por ser formada em Letras, a graduação vai ser mais rápida e posso confessar que estou adorando o mundo da comunicação.
    Comecei a mandar CV para algumas vagas de estágio, especialmente para as vagas de redação, que eu amo mais que chocolate rsrs
    Você acha que, com esse histórico, é precipitado tentar algum estágio?
    Ah, parabéns pelo excelente texto!

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  4. Quel Torres (@quelltorres)

    Oi Patrícia.
    Primeiramente, gostaria de te dar parabéns pela página. Acabei caindo aqui sem querer, mas achei tudo muito interessante e um manual de como sobreviver na faculdade que eu vou começar em maio.
    Andei pesquisando sobre estágio, muita gente me disse que é uma concorrência desleal até, porém, não vou desistir.
    A minha história com o Jornalismo é um pouco confusa porque esse é o curso que eu sempre quis fazer, mas, por influência, acabei deixando esse sonho de lado e me formando em Letras.
    No entanto, é uma coisa que sempre esteve comigo e agora, com 26 anos nas costas, decidi fazer a faculdade.
    Ainda me sinto uma idosa por decidir encarar a faculdade tão tarde, mas tem decisões que a gente demora mesmo para tomar.
    Espero que eu consiga um estágio assim que eu entrar na faculdade.
    Por já ser formada em Letras, você acha que isso me prejudica?
    Ou ajuda?
    Seria bacana ter a opinião de alguém mais experiente.
    Atenciosamente,
    Raquel.

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